Liga Inglesa e Espanhola

Na Premier League, o Manchester United vinha de cinco jogos domésticos vitoriosos mas durante a semana sofera rude golpe na Allianz Arena ao perder no fim da partida graças a uma oferta a Ivica Olic. O azar prosseguira com a notícia da gravidade da lesão de Rooney nos ligamentos da tibiotársica, que o coloca fora dos relvados aparentemente por 3 semanas. Além da lesão do jogador mais vital da equipa, Michael Owen, Wes Brown, Anderson, O’Shea e Hargreaves completavam a lista de lesões. Ferguson surpreendeu ao optar por deixar Nani de fora, jogando assim com Fletcher, Scholes, Valencia e Park a nº 10 apoiando Berbatov, o único ponta de lança disponível.

Já o Chelsea vinha de duas goleadas que se revelavam preciosas pois davam-lhes vantagem no goal average frente aos Reds, primeiro critério de desempate na Premier League em caso de igualdade pontual. Essien, Ashley Cole, Ricardo Carvalho, Bosingwa e Ivanovic continuavam indisponíveis.

Ancelotti apostou em Paulo Ferreira na defesa e Joe Cole e Deco para o meio campo, juntando-se a Obi Mikel e Lampard. Surpreendentemente, preteriu Drogba por Anelka, o qual havia feito excelente exibição contra o Aston Villa na jornada anterior.

O Chelsea começou a pressionar e chegou com justiça ao golo aos 20’. Grande arrancada de Malouda (continua em forma explosiva) que escapou a Fletcher e assistiu Joe Cole que facturou de calcanhar. O Chelsea controlava e tinha maior posse de bola e o Man United apresentava-se com falta de energia, sentindo naturalmente a ausência de Rooney. Lentamente foi voltando ao jogo mas apenas deu nas vistas aos 44’ por Berbatov. No entanto ,ficou por assinalar uma grande penalidade de Zhirkov sobre Ji-Sung Park aos 26’.

O intervalo pedia o regressar de um United mais dinâmico e, consequentemente, a entrada de Nani. Tal não se verificou e aproveitou o Chelsea, com Paulo Ferreira a falhar isolado após passe de J. Cole.

O United respondeu por uma sucessão de lances de moderado perigo e Ancelotti fez entrar Drogba, sendo praticamente seguido por Nani e Macheda que substituíram Park e Scholes.

Poucos minutes volvidos, o jogador Africano do ano fez o 2-0. Contudo, houve novo erro capital do juíz britânico, já que Drogba estava claramente em fora de jogo aquando de novo passe de J. Cole. O jogo seguiu e o Costa-marfinense fuzilou Van Der Sar, marcando o seu primeiro golo de sempre ao United na Premier League e o 25º da época, apenas menos um que Rooney.

O United respondeu por Nani, que ultrapassou Paulo Ferreira e assistiu Macheda para o 2-1 aos 81’. Contudo, a entrada tardia do segundo jogador em melhor forma do Man united revelou-se cara para o Manchester já que não foi suficiente para evitar a derrota, apesar do aumento da pressão ofensiva até ao fim do jogo. É de estranhar esta opção já que Nani tem estado em grande forma e face à ausência de Rooney seria o jogador com mais potencial para desequilibrar nas manobras ofensivas do Manchester e, consequentemente, de puxar a equipa para o ataque. Entrou a 18 minutos do fim e, sem estranheza, dinamizou o ataque da equipa e assistiu para o golo.

Paulo Ferreira fez um óptimo jogo, seguro a defender – só passado por Nani no lance do golo e ocasionalmente por Evra, em velocidade- e se mantiver o nível promete ser uma grande mais-valia para o África do Sul 2010.

Deco continua a subir de forma e foi pilar da estratégia ofensiva da equipa na primeira parte. Aos 82’ foi substituído por Ballack devido ao desgaste e à necessidade do Chelsea defender o resultado.

O Arsenal, em Londres, teve vida difícil perante o Wolverhampton mas compensou a desilusão da jornada anterior. Beneficiando da expulsão de Kevin Henry a meio do 2º tempo e como já vem sendo costume esta época, Bendtner sentenciou a partida ao marcar aos 95´.

Deste modo, apenas 3 pontos distam os 3 primeiros classificados quando faltam 5 jornadas para o término da época! O Chelsea apenas depende de si, tendo igualmente vantagem no goal average. Contudo, apresenta o calendário mais difícil, já que ainda irá jogar com o Tottenham e Liverpool fora, enquanto Man United irá defrontar o Man.City (ainda sem Rooney) fora e o Tottenham em casa. O Arsenal tem tarefa semelhante ao Manchester mas em ordem inversa, indo a White Hart Lane e recebendo os pupilos de Mancini.


Na luta pelo 4º lugar, o Tottenham derrapou em Sunderland, o City esmagou o Burney por 6-1 e um Liverpool fatigado empatou em Birmingham. Por conseguinte, o City entrou em zona de Champions e os Reds podem perder o 6º lugar para o Aston Villa que tem um jogo em atraso.

Premier League: 1- Chelsea 74; 2- Manchester United 72; 3- Arsenal 71; 4 - Manchester City 59 (32 J.); 5 - Tottenham Hotspur 58 (32 J.); 6 - Liverpool 55 (33 J.); 7- Aston Villa – 54 (32J.)

Sábado, no Championship, o Swansea City foi jogar o clássico de Gales a Cardiff mas falhou o assalto ao 4º lugar. O médio espanhol Andrea Orlandi (Ex- Alavés e Barcelona B – fez um jogo na equipa principal em 2006) inaugurou o marcador de cabeça na 1ª parte após marcação de um canto, apesar de ter literalmente abalroado o guardião do Cardiff. A equipa da casa respondeu por Michael Chopra aos 43’ e 90’, avançado inglês e segundo melhor marcador do Campeonato com 17 golos. A perda de pontos no último quarto de hora do jogo, e muitos desses nos minutos finais da partida, tem sido uma realidade que esta época já retirou uma enormidade de pontos a Paulo Sousa e será seguramente um dos aspectos a evitar futuramente.

Apenas 2 dias depois (!) houve nova jornada e o Swansea venceu o Scunthorpe United por 3-0 (golos de David Edgar, Williams e Kuqi), aproximando-se do Cardiff que empatou com o mítico Nottingham Forest, actual 3º classificado. Mantém-se pressionado por Leicester e Blackpool.

Championship: 1- Newcastle United 89 (41 J.); 2- West Bromwich Albion 83 (42 J.); 3- Nottingham Forest 72 (42 J.); 4- Cardiff City 69 (42 J.); 5- Swansea City 65 (42 J.); 6- Leicester City 64 (42 J.); 7- Blackpool 63 (42 J.)



Na La Liga praticamente todos os primeiros classificados venceram os respectivos jogos com grande veia goleadora.

O Barcelona recebeu o combativo Athletic e ganhou por 4-1. Face à onda de lesões (Ibrahimovic também se lesionou, nomeadamente no aquecimento) e o jogo de ontem com Arsenal, Jeffren (um golo; saiu por lesão) e Bojan (bisou) foram apostas ganhas de Guardiola para o onze titular. Leo Messi jogou os 90 minutos e também balançou as redes forasteiras.


O Real Madrid foi a Santander com Diarra e Metzelder como as únicas novidades no seu onze. Cristiano Ronaldo marcou o primeiro golo de penalty que ele próprio sofreu e Higuaín selou a vitória, contando com 24 golos em 24 jogos no campeonato.

Para a semana temos o escaldante Real- Barcelona, para o qual ambos chegam como o mesmo número de pontos. Contudo, o Real tem vantagem no goal average de apenas um golo, facto que ajuda construir uma vantagem psicológica para a equipa da casa. A equipa catalã tem Ibrahimovic, Iniesta e Eric Abidal como possíveis ausências, quanto o os vice-campeões têm a maior dúvida para Sábado na disponibilidade de Kaká.

Nos restantes jogos o Atlético de Madrid (Tiago marcou e, juntamente com Simão, esteve em bom plano), Valência e Sevilha ganharam por 3-0, enquanto o Mallorca de Nunes empatou, sendo alcançado pelo Sevilha na classificação.

14 Passes de rotura:

Pedro Veloso 7 de abril de 2010 às 12:02  

Bom post joão!

Destaco o regresso do génio de Joe Cole, há muito desaparecido (o génio) em combate. Pensava que o Chelsea, depois dos últimos resultados, ia perder, mas voltou a mostrar o que vale. Grande vitória! A equipa inicial do United também não lembrou ao Diabo...nem é por causa do Nani mas pôr o Park a nº10...

Esse Kuqi é aquele finlandês que jogava no Blackburn? Eu gostava dele.

Em Espanha vi o Real e achei que não jogou nada, mas acho que intencionalmente porque o Santander é fraquinho. Se preciso fosse teriam puxado dos galões.

É verdade que o Real é 1º mas a vantagem psicológica para mim é do Barça, pois sabe que com um empate passa a liderar fruto da vantagem no confronto directo. E também está com a corda toda depois de ontem. Gostava que o Real ganhasse mas é jogo de tripla.

Pedro Veloso 7 de abril de 2010 às 12:03  
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João S. Barreto 7 de abril de 2010 às 12:19  

Excelente post João.
O Chelsea dominou completamente o jogo com Lampard e Deco a fazerem uma circulação de bola que não deixou o Man Utd jogar. Anelka não marca há algum tempo mas fez um grande jogo, parecido com aquilo que Milito costuma fazer no Inter. Um jogador que nunca me convenceu no United é Fletcher. Tal como Wes Brown e O'Shea parecem-me "meninos protegidos" de Ferguson, mas não têm a qualidade do resto do plantel. Ji Sung Park idém. Berbatov não está em boa forma.
Se olhássemos para os dois bancos, mesmo com as diversas lesões que afectam ambas as equipas, o do Chelsea era claramente superior. Há mais dois casos que podias ter referido: Há um penalty de Gary Neville que fica por assinalar e ainda não vi uma imagem que prove que o golo de Macheda não é marcado com a mão.

João 7 de abril de 2010 às 12:48  

É Esse mesmo Pedro, o Finlandês.É o melhor marcados do Swansea com 7 tentos. Achei também incrível o Park a nº10, Ferguson jogou à defesa e mereceu o castigo pelas suas opões tácticas. Face ao poker de Messi acho que efectivamente o Barça chega motivadíssimo ao clássico. Mas se por um lado a pressão poderá estar sobre o Real por "estar em 1º" (facto que a imprensa castelhana realça por orgulho e a catalã também não o esconde para empurrar o barça),a verdade é que só precisam de um ponto para lá continuar, estarão mais frescos e com menos lesões.

João não sabia de mais essas polémicas na arbitragem no jogo do Chelsea (não o vi todo)!O árbitro esteve mesmo mal! Compreendo as tuas críticas ao Manchester e aos "meninos protegidos", semrpe os foram, especialmente quando jogavam pior! Mas acho que os jogadores que frisaste até evoluíam nos últimos anos. O´Shea há 4 anos era um autêntico cepo que aprendeu a fazer um passe curto e a controlar a bola nos melhores anos de C. Ronaldo em Inglaterra. Dantes era só cortar o esférico e despachar à Grimi! Foi já titular em muitos jogos difíceis e cumpriu satisfatoriamente. Fletcher também tem vindo a evoluir e esta época fez jogos bons (esta época está pior). Face às ausências de Anderson, Hargreaves e Carrick e à elevada idade de Scholes, acho que o escocês tem cumprido minimamente em muitas alturas da época. Wes brown não me convence penso que pior dos últimos tempos só Silvestre que em lembre. Contudo acho que não são jogadores de primeira linha para um United de jogos decisivos, salvo se tiverem em grande forma e/ou não houver outras opções. Park pelas suas características é útil, tem um grande pulmão e nunca desiste. Agora está em baixo de forma mas também os dois últimos anos foram óptimos. Acho que o pior de tudo foi mesmo Nani no banco e Park a nº 10 mas acho inegavelmente que o Manchester deve-se reforçar seriamente porque vive quase só de Rooney.

Tomás Pipa 7 de abril de 2010 às 12:50  

Kuqi é o finlandês ya, o Chopra era um gajo que jogava às vezes pelo Newcastle e o Edgar é um canadiano q tb era do Newcastle,era o nº40 e até marcou uma vez!

João, o 4º lugar no Championship dá direito a q?

Descobri uma coisa ridicula na Liga Espanhola. O Goal Average só interessa quando ainda não se fizeram os dois jogos entre as equipas, ou seja, se o Barça empatar, passa o Barça para a frente. E dps do que vi ontem do Messi....não sei se não haverá nova goleada!

Odeio o Bendtner,é um grande pesudo!Como é que o avançado do Arsenal só tem 11 golos esta época?O avançado do Arsenal tem q meter no minimo uns 30 por época, é uma vergonha para o Bendtner!

Só mais um aparte: para mim o Saviola está a fazer uma excelente época, marcou 19 golos, faz uma excelente parelha com Cardozo e para mim é a par do Ramires,Cardozo,Luisão e David Luiz um dos jogadores chaves do SLB e por isso achava que ele devia ir à selecção. No entanto fui ver os golos dos meninos usualmente convocados:

Higuain 26
Messi 39
Tevez 23
Milito 22
Aguëro 18

Tendo em conta que Palermo (agora reforço do Internacional) goza do estatuto de joker, não estou a ver como poderá o Saviola ir ao Mundial.

João S. Barreto 7 de abril de 2010 às 13:00  

Tomás se não me engano o Palermo apenas foi falado pelo Abondanzieri, que disse que tinha a intençao de levar o antigo colega para o Internacional. Não há nada de concreto.
A possível convocatória do Saviola depende muito de Maradona convocar Messi como médio ou avançado. Se ele for como extremo pode-se abrir uma vaga para Saviola, mas sim é difícil.

Pedro Veloso 7 de abril de 2010 às 15:05  

Não sabia que o Abbondanzieri tinha ido para o Internacional! O d'alessandro continua lá?

O Saviola infelizmente creio que não vai, no outro dia o Maradona disse que ia ser uma luta entre esses avançados que puseste aí, tomás, e nem todos vão.

João S. Barreto 7 de abril de 2010 às 15:19  

Continua. Abbondanzieri disse que estva farto de ser reserva no Boca.

Balakov10 7 de abril de 2010 às 15:59  

Tenho enorme curiosidade, agora, para ver se o Chelsea se aguenta na liderança.

O Real-Barça será explosivo...

http://aoutravisao.wordpress.com/

Sá Pinto 7 de abril de 2010 às 18:03  

eu vi o golo do macheda e pareceu-me com o peito/barriga, nao houve mão nenhuma

salvador 7 de abril de 2010 às 18:05  

lol bão, tmb odeio esses 3, tipicamente era os que um gajo mandava embora qdo jogava fm. ahah

João 8 de abril de 2010 às 00:26  

Tomás, o play-off decorre entre o 3º e o 6º classificado. o 3º joga com o 6º e o 4º com o 5º em duas mãos. Depois os 2 que restam jogam a última vaga de promoção à Premier League numa final em Wembley. Compreendo a tua frustração com o bendtner mas ele este ano melhorou bastante ao que era mesmo assim! Controla melhor a bola (eu sei que às vezes é um desastre), passa e remata melhor. Claro que tinha que marcar a Portugal para chatear.
Gostei de trazeres o potencial ofensivo da Argentina só para nos recordarmos porque o Saviola não é convocado. É pena pelo que joga mas a concorrência é atroz para ele.