O grande favorito não vacila...


O Sporting, o grande favorito a conquistar a Taça de Portugal, foi ao Restelo defrontar a equipa do Pescadores da Costa da Caparica para a 4ª eliminatória. É bom frisar que o Sporting não perde para a Taça de Portugal desde 17 de Dezembro de 2003, quase 6 anos. Na altura a equipa comandada por Fernando Santos (!) e que tinha jogadores como Quiroga e Paulo Bento perdeu em casa contra um Vit. Setúbal da 2ª Liga comandado por...Carlos Carvalhal.

Foi o primeiro jogo da era Carvalhal, mas deu para ver pouco do deste deste na equipa. Carvalhal começou com um 4-3-3 no papel, mas a verdade é que continuou por ser um losango com mais um lá para o meio, Matías, e menos um na frente. A maior novidade foi a inclusão de Pereirinha no onze titular.

O Pescadores entraram a todo o gás, talvez excitados por defrontarem o super-favorito, e lá chegaram ao golo através de Tozé (uma lenda do CM 01/02), um bocado de sorte no ressalto e disparou com convicção para o fundo da baliza de Rui Patrício. Ao intervalo 0-1 e eu comecei a receber as primeiras SMS's provenientes do outro lado da 2ª circular.

Ao intervalo saíu Grimi (como é que este inegrúme consegue apanhar um amarelo por bater em gajos da 3ª divisão?) e entrou Hélder Postiga. O Sporting começou a trocar a bola a belo prazer e foi através de um lance de bola parada que chegou ao 1º golo . Miguel Veloso fez o seu 3º golo esta época e o 1º de livre directo, belo golo do jovem prodígio português. Logo de seguida o Sporting chega ao 1-2, grande movimento de Liedson, que consegue tirar o adversário do caminho ao "estilo de Nuno Gomes e Hélder Postiga" rodando sobre si mesmo, o defesa dos Pescadores, mostrou a sua inexperiência e cometou penalty óbvio. Moutinho foi chamado à conversão, não perdoou e fez o 6º golo esta temporada.

O massacre leonino continuou e facilmente se chegou ao 3º golo, confusão na área e Miguel Veloso coloca a bola em jeito com o pé direito no fundo da baliza de Nuno Madureira. 4º golo do jovem médio esta época, ultrapassando assim Javi García na luta pelos melhores marcadores de médios defensivos em Portugal. O quarto golo surgiu com naturalidade, Vukcevic decidiu arrancar pelo lado esquerdo, ninguém dos Pescadores teve pernas para o acompanhar, e serviu o internacional luso,Liedson,para mais um golo, o 148º golo em 7 épocas com a camisola do Sporting.

Ainda houve tempo para a expulsão de Tonel. Tonel é um jogador que não brinca em serviço, faz sempre o que sabe, um jogador do Pescadores fugi-lhe e à moda da escola de centrais "azul e branca" teve que ceifar. Pena não ter pensado no derby da próxima semana uma vez que a eliminatória estava decidida.

Houve ainda tempo para Tozé mostrar que é um jogador irrequieto, parecia um peixe fora de água, mas faltou-lhe talento para fazer algo mais.

Sporting e Vit. Guimarães, duas das três últimas equipas portuguesas que foram à Champions League, e o Sp.Braga já esperam o FC Porto na próxima fase.

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Jesus perde o primeiro troféu



Perante um Guimarães que veio a Luz discutir a eliminatória, o Benfica fez na minha opinião a exibição mais pobre da era Jesus, com o próprio a cometer erros na leitura de jogo.

Não encontro ninguém que tenha exibido nem metade do que já mostrou esta época e, muito pode ter contribuído Jesus para a paupérrima exibição de hoje. Não leu o jogo da melhor maneira, insistiu numa troca posicional que manteve durante largo tempo de jogo, mas pior que tudo foi novamente não conseguir sair vencedor depois da sua equipa se encontrar em desvantagem.

Ainda não entendi bem mas parece-me que Jesus quer fazer de Amorim escolha principal para o lado direito da defesa regalando Maxi para o banco o que não é de todo do meu agrado. Coentrão ainda não me convenceu a jogar no sector mais recuado do terreno de jogo, e ainda que não jogue mal, faz falta a frescura física aliada a sua capacidade em desequilibrar quando Di Maria estiver como hoje errando em quase tudo o que fez.

Não quero com isto dizer que Jesus passou de bestial a besta, continuo a confiar nas capacidades do treinador do meu clube, mas os erros pagam-se caro.
Nota positiva para os últimos 15 minutos de jogo do Benfica, a equipa tentou realmente dar a volta mas já foi tarde.

Keirrison tarda em aparecer. Conseguiu um bom apontamento logo nos minutos iniciais da partida mas desapareceu por completo nos restantes.
Pessoalmente acredito no valor do brasileiro, pode tardar mas irá aparecer.
Nota negativa para os comentadores, aos 20 minutos de jogo já pedia a sua substituição e levaram o jogo inteiro a “fazer a cama” ao jogador emprestado pelo Barça. Não me lembro de ver um jogo dos rivais em que isto tenha acontecido.

Agora há que refletir sobre o que se passou e jamais ir a Alvalade com a certeza de voltarmos com 3 pontos, pois se assim for Carvalhal irá ganhar o seu primeiro Dérbi.

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A Festa da Taça

Nesta 4ª eliminatória já houve alguma taça.

O Aliados de Lordelos da IIª divisão foi talvez a maior surpresa ao bater o Leixões de José Mota da Liga Sagres por 1-0 em casa num jogo que acabou de forma polémica por causa dos distúrbios provocados pelos adeptos da equipa matosinhense. Os Aliados de Lordelo conta com alguns experientes jogadores como Nuno Rocha (ex Braga), Adriano (ex Gil Vicente) ou Jorge Lopes (ex internacional jovem por Portugal). Aliados de Lordelo que volta a eliminar o Leixões cerca de 30 anos depois, na altura com um golo do jovem talento...Jaime Pacheco!

O Belenenses foi a Viana do Castelo defrontar o Valenciano da III Divisão e aos 8 minutos adiantou-se no marcador por Beto. Depois foi a sofrer até ao fim.. Esperava mais deste Belenenses.

O Mafra confirmou o favoritismo que eu lhe dava ao bater o U.Madeira em casa, mas só nos penaltys. Mafra que conta com alguns jovens emprestados pelo Benfica como Yu Dabao,Ivanir Rodrigues ou Abel Pereira. Alguns jogadores experientes como o guarda-redes Márcio Santos (ex Sporting e Real Madrid B). Outros muito talentosos como Kifuta (ex Boavista e Real Massamá) e um matador como Bonifácio.

A Académica também foi eliminada em casa pelo "falido" Beira-Mar já nos penaltys. Era um jogo que eu aguardava pois estou a seguir de perto a evolução do Special Three e sabia que o Beira-Mar tem estado muito bem esta época. Começo a ficar desiludido com Villas-Boas.É verdade que nas últimas duas semanas conseguiu estar com um pé em Alvalade, mas também não é mentira que pôs os dois pés fora da Taça de Portugal e da Taça da Liga contra adversários perfeitamente acessíveis: Portimonense e Beira-Mar. O Beira-Mar apesar de todos os problemas que são conhecidos tem estado a fazer uma grande época com jogadores como Djamal, Yartey, Rui Varela e Igor Pita a destacarem-se.

O Camacha do ex maritmista Joel Santos e o Chaves da Liga Vitalis também confirmaram o favoritismo caseiro e eliminaram o Vigor e o União da Serra respectivamente.

A U.Leiria caíu em Freamunde. O Freamunde adiantou-se no marcador através de Cascavel (filho de Paulinho Cascavel), mas em dois minutos a U.Leiria virou a eliminatória com duas bombas,a primeira Ronny e a segunda de Elias. Já perto do final do tempo regulamentar, foi o experiente Bertinho(ex Moreirense) que empatou a eliminatória para o Freamunde. Na lotaria das grandes penalidades o Freamunde foi mais feliz. O experiente guardião Tó Ferreira foi o herói da tarde.

O Oeiras também perdeu em casa 2-1 com Pinhalnovense. Apesar do Oeiras ser de uma divisão mais baixa que o Pinhalnovense, estava confiante na passagem da equipa de Isaltino.

O Paços de Ferreira foi a um campo onde brilharam noutros tempos Caetano,Marcelo ou Giovannela defrontar um Tirsense que tem vindo a recuperar algum fôlego nestes últimos anos. O Tirsense esteve perto de fazer Taça, mas caíu nas grandes penalidades. Muita sorte para os lados de Paços de Ferreira.

A Naval que esteve a perder por 0-2 com o Gil Vicente (grande jogada de Rui Pedro no 0-1) empatou já para lá da hora. Primeiro pelo inevitável ... Kerrouche aos 91 minutos(começa a dar nas vistas) e depois por Diego Gaúcho aos 94. No prolongamento a equipa da Figueira da Foz mostrou que era mais forte e Michel Simplício com alguma sorte fez o 3-2 e carimbou a passagem à 5ª eliminatória.

O Rio Ave confirmou o bom momento e também seguiu em frente para a próxima fase, um golo ridiculo de Gaspar (mas entrou) chegou para eliminar o Santa Clara.

O Nacional incrivelmente precisou de grandes penalidades para bater o modesto Fátima da Liga Vitalis em casa. Esperava muito mais da equipa de Manuel Machado.

O Sporting goleou no Restelo uma equipa da III Divisão, o Pescadores.Esteve a perder é certo, mas foi sempre evidente a superioridade da formação leonina. O Sporting quando quis ganhar, acelerou o jogo e os golos apareceram com naturalidade. Dois bons golos de Miguel Veloso (já 4 nesta época e o seu melhor de sempre), um de Moutinho (o sexto nesta temporada e o seu melhor de sempre também) e outro do inevitável Liedson (neste caso o sétimo). O Pescadores fez a sua festa, mas não tinha argumentos para discutir a eliminatória.

Uma das maiores surpresas do dia, foi a eliminação do Benfica em casa diante do Vit.Guimarães. A equipa de JJ (com a língua dobrada Veloso) mostrou que mais uma vez que,com Cardozo é uma coisa, sem Cardozo é outra. Keirrison continua a não mostrar a sua qualidade(eu sei que ele a tem) e Aimar,Di Maria, Coentrão e Saviola não foram suficientes para um Vit.Guimarães que tem vindo a crescer. Parece que Paulo Sérgio é capaz de ser um treinador interessante. Interessante também é o Gustavo Lazaretti. Já o tinha visto jogar esta época e tinha gostado bastante, hoje voltou a estar muito bem acrescentando à sua boa exibição um golo que deve ter deixado JJ à beira de um ataque de nervos pois se há coisa que o deixa fora de si é sofrer golos de bola parada.

O líder da Liga Sagres, o Sp.Braga recebeu e bateu o Vit. Setúbal, valeram aos bracarenses os golos de Meyong, Mossoró e Moisés.

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Nota rápida

E que tal Makukula na vez de Edinho na selecção?

Tem características físicas únicas para um avançado português, e já é o melhor marcador na Liga Turca.

(nunca será o que quiseram fazer dele... mas pode ser muito útil em certo tipo de jogos com selecções mais fechadas ou até para soltar Liedson)

http://img262.imageshack.us/img262/5921/wdiagog2.jpg

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Resposta ao esclarecimento da FPF

1- "A Federação Portuguesa de Futebol, em particular o seu presidente, nunca exigiram que o Bósnia - Portugal fosse disputado noutro estádio. Antes lamentaram as fracas condições das infra-estruturas e do relvado"
2- "É de lamentar, aliás, que se misturem e confundam jogos de apuramento da Selecção Nacional para o Campeonato do Mundo com as questões e divergências internas às quais a FPF é manifestamente alheia"
3- "Todas as condições de segurança para o jogo foram garantidas pelas forças da ordem e pela FPF. De resto é preciso lembrar que muitos outros jogos de várias eliminatórias da Taça de Portugal Millennium se disputam em estádios de condições idênticas ou até inferiores"
4- "Ainda na sexta-feira, pessoas ligadas à FPF estiveram no local para aferir do estado do terreno e das condições de segurança"
5- "Apesar de tudo isto, como foi referido em comunicado emitido ontem, a FPF sugeriu, em devido tempo, uma alteração do campo para que houvesse melhores condições (...) o que não foi aceite"
6- "Lamentamos algumas posições públicas sobre esta matéria, nomeadamente as do treinador do FC Porto, Professor Jesualdo Ferreira, que apesar de nos merecer toda a consideração e estima, teria a obrigação de conhecer bem os regulamentos e as limitações da FPF"
Esclarecimento da FPF

1- A FPF não exigiu que o Bósnia - Portugal fosse disputado noutro estádio, mas lamentaram o que por lá virão. Assim fez o FC Porto que, em momento algum, exigiu a alteração do estádio. Pelo menos publicamente. Os dragões apenas se limitaram a não compactuar com a falta de condições de segurança nas bancadas ao devolver os bilhetes á AF Porto. Quanto aos jogadores e restante staff, esses, estiveram presentes, tendo ainda realizado o normal aquecimento e só não jogaram porque Bruno Paixão deliberou não haver condições para tal.

2- A Federação não gosta que se confudam e misturem jogos de apuramento da Selecção Nacional para o Campeonato do Mundo de 2010 com questões às quais a FPf é alheia. Pergunto eu: se quem organiza a competição Taça de Portugal é a referida Federação, porque motivo se consideram alheios a todas as questões suscitadas? Falta aqui alguma coerência.

3- Depois de se considerarem alheios afirmam que garantiram, juntamente com forças da ordem, a segurança para o Oliveirense - FC porto. Estranho! Todos sabem que o sorteio pode ditar jogos que "tenham" que se disputar em campos pequenos, porém a segurança tem que estar em primeiro lugar. Arrancar cadeiras para conseguir o dobro da lotação é querer beliscar a segurança de cada um que ali se queira deslocar.Temos como exemplo a deslocação dos Pescadores da Costa da Caparica ao Restelo para receber o Sporting. Normal nestas situações é mudar de campo, embora eu entenda que a direcção e jogadores da Oliveirense queiram jogar em casa e assim poder criar problemas e quem sabe surpreender o FC Porto. Mudando de estádio poderiam estar a oferecer a eliminatória aos dragões.

4- Na sexta-feira que anteceu o dia de jogo a FPF esteve no local e de certeza que conseguiu ver a falta de condições para jogadores, árbitros e adeptos. Porque não informar ambos os clubes da falta de condições do recinto? Era óbvio para todos que o Oliveirense - FC Porto não se ia realizar, acabando, este sábado, por se tornar uma perda de tempo para os que se deslocaram ao Estádio Carlos Osório.

5- A FPF sugeriu uma alteração de campo. Sugerir? Porque não obrigar? Ou há condições ou não há. Meio termo não existe nestas situações. E uma sugestão deste tipo indica, à partida, a falta de condições notória do Estádio, ainda antes da forte chuva que se fez sentir na noite que antecedeu ao jogo.

6- O Professor Jesualdo Ferreira, deve, antes de conhecer bem os regulamentos, defender os seus jogadores. São os profissionais do FC Porto e de muitos outros que dão jogadores à Selecção e que permitem ao Sr. Gilberto Madaíl estar presente na África do Sul já no próximo verão.

Em suma, é notório que os regulamentos da FPF devem ser sujeitos a uma revisão; podemos afimar que a Oliveirense tem todo o direito, com base nos tais regulamentos, de querer jogar em casa e usar esse factor para "prejudicar" o FC Porto, é um trunfo que têm e podem usá-lo com legitimidade; e por fim, é legitima a posição do FC Porto que tentou e tenta defender a integridade fisica dos seus profissionais e dos adeptos que os acompanham.

Cumprimentos azuis e brancos.

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Um final anunciado




Sem comentários...

Não consigo perceber a razão, depois do aviso prévio da equipa técnica do FC Porto, que levou a Federação, a não apresentar um representante que fiscalizasse previamente, não só o relvado, mas a (impensável) decisão de arrancar cadeiras para dobrar a lotação do estádio, atitude digna de pais terceiro mundista.

E depois tentamos ficar surpresos com casos Mateus, Meyong, indefinições de regulamento na taça da liga pelo 3º(!) ano consecutivo, estádios da liga Vitalis com estas condições...

Enfim, que hoje haja Taça, mas principalmente, Futebol.

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Notas Soltas

- Regressa este fim-de-semana o futebol que verdadeiramente me apaixona, o de clubes. Uma eliminatória da Taça de Portugal em que já hoje o FCP viu o seu confronto em Oliveira de Azeméis ser adiado em virtude do relvado se encontrar impraticável (muito bem Jesualdo nas críticas à FPF). Amanhã o Sporting tem o adversário ideal para começar a Era Carvalhal com uma boa vitória – tanto que mais que o jogo é no Restelo –, enquanto o Benfica terá certamente um osso duro de roer na recepção ao Vitória de Guimarães.

- Na Luz, Jesus deverá fazer alinhar o onze mais forte possível (faltam Luisão, Ramires e Cardozo, e Maxi pouco treinou esta semana) e voltar a ganhar rotinas, depois de duas semanas sem compromissos oficiais, antes do derby. Em particular, será importante testar o entendimento entre David Luiz e Sidnei, e espero ver Keirrison começar de início para que possa continuar a ganhar confiança depois do grande golo nos Açores e mostrar toda a sua qualidade.

- Acabo de ler a entrevista de Paulo Bento ao Record. Frontal como sempre, o ex-técnico disparou em várias direcções. As notas mais salientes pareceram-me as críticas ao presidente da AG, Rogério Alves, que ficámos a saber ser um dos que queria saltar do Titanic, e sobretudo a questão Sá Pinto, com quem mantém más relações desde que o dispensou do plantel no final de 2005/2006 e que, segundo Bento, entraria na estrutura do futebol (já estava nas relações externas) no dia em que ele saísse. Fica a ideia de que o técnico não considera “Ricardo Coração Leão” de todo alheio a todas as manobras de contestação que o tentaram atingir a ele próprio e a Pedro Barbosa nos últimos meses. Retiro também a ilação de que Paulo Bento acha que Sá Pinto foi escolhido para agradar aos sectores mais contestatários das claques, que como se sabe têm uma relação muito próxima com o ex nº7 leonino. A verdade é que logo na 3ª feira Carvalhal teve uma reunião com as claques e elas (Juve Leo, Directivo e Torcida) ontem – em pleno auditório de Alvalade... – deram uma conferência de imprensa para apoiar o novo treinador e, como bem reforçaram, marcar o arranque para uma nova era (em que se está a ver que vão ter muito mais poder, o que pode condicionar o presidente Bettencourt).




- A propósito da entrevista, permito-me citar uma passagem curiosa: “Mas tenho a clara noção de uma coisa: se o campeão tivesse sido o Benfica e não o FC Porto, se calhar eu não tinha estado 4 anos e 4 meses em Alvalade. Provavelmente nem Soares Franco me tinha aguentado...”. Para bom entendedor...

- Por outro lado, também já vi vários comentários de bastante insatisfação, da parte de adeptos, por o Paulo Bento vir dar mais uma entrevista e falar de questões internas do Sporting quando, para todos os efeitos, já não é uma realidade que lhe diz respeito e há um grupo que é preciso proteger.

- Entramos agora, findo o primeiro terço do campeonato, numa fase que pode ser de alguma clarificação na Liga, com quatro jornadas até ao Natal e com vários motivos de interesse:

• Desde logo, a luta no topo. Braga e Benfica têm já 5 pontos de avanço sobre o Porto, sendo que o calendário próximo se afigura mais complicado para a equipa de Jesus (2 clássicos). A fechar o ano, teremos um grande Benfica-Porto em perspectiva. Naturalmente o ideal, do meu ponto de vista, seria manter ou alargar a vantagem até essa altura, mas pelo menos o jogo de Alvalade será sem dúvida dificílimo. O Braga, é minha convicção, e obviamente corro o risco de me enganar, vai perder pontos brevemente, nomeadamente fora de casa (1 ponto nos últimos 2 jogos nessa condição).

• Depois, a incógnita Sporting. Carvalhal começa o seu “mandato” com um desafio terrível frente ao eterno rival; esse, como sempre, é um jogo de tripla, independentemente do momento das equipas, mas a partir daí a equipa tem que ganhar jogos para, pelo menos, disparar do pelotão em que está neste momento inserido, chegar ao quarto lugar e depois, eventualmente, ambicionar a algo mais (o que de momento parece apenas ser possível, convenhamos, se houver uma débacle grande dos três da frente).

• A clarificação dos candidatos a lugares europeus pode reforçar-se também nas próximas jornadas. Creio que Nacional e Marítimo lutarão até ao fim por esse objectivo, o que é aliás natural se compararmos os orçamentos dos vários clubes, o Rio Ave e Leiria vão fazer campeonato tranquilo mas sem se imiscuir nessa batalha (embora o Leiria tenha muito mais potencial que os vila-condenses, na minha opinião), e a incógnita residirá na capacidade do Vitória de Guimarães arrancar uma série de bons jogos que lhe permita recuperar terreno. Qualidade, como se viu na magnífica primeira parte frente ao Braga, não falta. E ambição também creio que não, pelo que conheço do Paulo Sérgio (bem patente quando prometeu derrotar o rival minhoto – e o cumpriu).

• Sobram 7 equipas com qualidade reduzida a fazer pela vida. Paços, Naval e Académica parecem ter ganho com as recentes alterações no comando técnico, sendo que no caso da Briosa há o aliciante extra de ver a evolução do Special Three, por todas as razões e mais algumas. Leixões e Olhanense, sobretudo o último, estão a desiludir muito e ou me engano muito ou o Jorge Costa é o próximo a cair. Já veio aliás criticar a falta de qualidade da equipa, um lavar de mão como Pilatos que não me pareceu muito correcto. Belenenses (ainda estou para perceber como empataram em Alvalade e no Dragão...) e Vitória de Setúbal creio serem as duas equipas com piores equipas e talvez os mais fortes candidatos a descer de divisão (o que só reforçaria a dimensão do disparate do Manuel Fernandes ao mudar de clube nas cirscunstâncias em que o fez).

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Recordando... Krassimir Balakov

Na temporada 90-91 chega ao Sporting Clube de Portugal proveniente do FC Etar Veliko Tarnovo (seu clube local) um futebolista búlgaro que viria a deixar a sua marca no futebol Português. “Bala” era daqueles jogadores que eu gostava de ter visto de águia ao peito!

Krassimir Balakov chegou em Dezembro de 1990 pelas mãos de Sousa Cintra, rotulado de um jovem extremo esquerdo que poderia despontar nessa posição mas foi a capacidade organizadora e o talento para fazer a equipa girar á volta do seu sentido de orientação que o desmascararam como maestro sublime de algumas das melhores equipas leoninas dos últimos anos. Foi lançado em Janeiro de 1991 por Marinho Peres, que nesse ano também lançou Luís Figo! Desde esse momento que era presença habitual no onze leonino. Fez parte de um lote de jogadores onde figuravam nomes como Luís Figo, Paulo Sousa, Valckx, Capucho, Juskowiak, Iordanov, Peixe, Cadete e o infeliz Cherbakov. Uma equipa de sonho, comandada por Carlos Queiroz á qual faltou, apenas, um pouco de sorte.

Foi um dos melhores estrangeiros no futebol Português! Grande tecnicista e com excelente integração na manobra da equipa, assumindo muitas vezes a liderança desequilibrando e sendo muitas vezes decisivo. Lembro me de um golo em que Balakov pega na bola atrás ainda da linha de meio campo passa por 5 jogadores e coloca a bola na baliza do V. Setúbal! Num Dérbi em Alvalade marcou um dos golos mais rápidos de sempre na História do Futebol em Portugal, ainda nem decorriam 20 segundos de jogo.

Sem dúvida um nome que ficou eterno no Sporting dos anos 90 pela grande qualidade do seu futebol, pela elegância que demonstrou, a sua postura fora dos relvados e pela empatia criada com os adeptos.
Na sua passagem pelo Sporting venceu apenas a Taça de Portugal em 94/95 o que foi francamente injusto para as excelentes exibições que rubricou de leão ao peito. Depois transferiu-se para o Estugarda onde hoje também é recordado com muita saudade e onde foi igualmente acarinhado.

Fez um total de 168 jogos e marcou 59 golos pelo Sporting, com um parcial de 139 jogos e 44 golos só em encontros a contar para a I Divisão.
A nível de selecção pelo seu país alcançou uma classificação histórica no Mundial de 94.

Nome completo: Krassimir Genchev Balakov
Alcunha: Bala
Nacionalidade: Búlgara
Data de Nascimento: 29 de Março de 1966

Carreira Jogador:
1982-1990 - FC Etar Veliko Tarnovo
1990-1995 – Sporting C.P
1995-2003 – Estugarda

Carreira Treinador:
2006-2007 - Grasshopper
2007-2008 - FC St. Gallen
2008- PFC Chernomorets Burgas
Selecção Búlgara (92 Jogos Oficiais / 16 Golos);

Competições Internacionais
Campeonato do Mundo de 1994 (meias finais)
Campeonato Europeu de Futebol de 1996 (fase de grupos)
Campeonato do Mundo de 1998 (fase de grupos)


Palmarés:
1 Taça de Portugal - 1995 (Sporting)
2 Taça Intertoto- 2000/2002 (Estugarda)
1 Taça da Alemanha- 1997 (Estugarda)

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Última hora: Cristiano Moreira assinou pelo Settore Offensivo

Boa noite adeptos do Settore Offensivo.
Obrigado, desde já, por perderem o vosso precioso tempo a lerem-me.
Foi com alegria que vi estas negociações chegarem a bom porto e assim poder fazer parte de um grande dos blogues nacionais.
Sou portista e para mim é como diz a música lá no Dragão: "ser portista é uma benção que não se pode partilhar". Gostava de fazer de todos vós portistas, mas não pode ser e alguém tem que gostar dos clubes que não ganham tantas vezes como o FC Porto.
Brincadeiras à parte.
Entrei neste projecto com o intuito de lançar este blog para o topo das preferências virtuais de todos aqueles que amam o futebol, tal como todos nós.
Quero e vou contribuir para o crescimento deste espaço. Acima de tudo acredito no sucesso do Settore Offensivo.
Acredito que juntos poderemos fazer deste blog um sitio de culto para os amantes do desporto rei.
A minha função nesta equipa será construir, com o Vasco, jogo azul e branco e tentar destruir todas as tentativas de ataque encarnadas ou verdes, ou de qualquer outra cor. Não será fácil, mas uma coisa vos prometo: deixarei a pele em campo.
O meu agradecimento a todos os que, de alguma maneira, acreditaram em mim.
Voltarei em breve.
Cumprimentos azuis e brancos.

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Raul Meireles, Selecção e Porto.


Como explicar rendimentos tão distintos do mesmo jogador no espaço de semanas?

No Porto, Meireles é um inegável exemplo de raça, carácter e crer, que o leva a usar a braçadeira de capitão quando Bruno Alves não está em campo. Nos últimos tempos tem sido um dos jogadores, que transitou do ano passado, mais criticados.

Inserido no habitual 4x3x3 de Jesualdo Ferreira, Meireles perdeu este ano o seu companheiro Tetracampeão, Lucho Gonzalez. Não sou daqueles que defende que Raul “desaprendeu” de jogar sem El Comandante a seu lado. Defendo que tanto ele, como a equipa técnica do FC Porto, ainda não encontraram a melhor forma de dinamizar um meio campo demasiado frágil e sedento de um companheiro definitivo para Fernando e Raul Meireles.


A nível táctico, parece estar sempre algo preso ao realismo do seu treinador. A jogar demasiado perto de Fernando, sem liberdade posicional preocupando se em excesso na recuperação da bola e quando a procura entregar aos companheiros da frente, já percorreu demasiado espaço com ela nos pés, desgastando-se em excesso. Fala-se em “questões físicas”, mas não vejo esse problema na selecção. O que vejo na selecção é um jogador de enorme entrega, que recupera, corre, procura espaços, muda de flanco com o seu bom passe longo, executa passes de ruptura, e um jogador que só no jogo de ontem deve ter aparecido mais vezes na área que em todos os jogos oficiais do Porto.

Mas afinal, o que leva Raul Meireles a ser “dois jogadores diferentes” num sistema táctico aparentemente idêntico?

Na minha opinião o problema está naquilo que o treinador (Jesualdo ou Queiroz) procura do jogador e quem está atrás de si (Fernando ou Pepe).Jesualdo não vê Fernando com capacidade de sair a jogar, progredir no terreno com bola (trabalho que os grandes 6 fazem: Redondo, Pirlo, Essien…) apenas lhe confia a tarefa de recuperação de posse de bola (que executa com distinção). Logo, origina um desgaste desnecessário em Meireles, que é obrigado a defender/recuperar a bola, transporta-la até ao ataque e entrega-la aos jogadores mais adiantados, e quando tenta chegar á frente, já não tem frescura física para procurar espaços ou aparecer na área.Queiroz por outro lado, confere o trabalho de recuperação de bola naquele espaço do campo, quase na totalidade a Pepe, juntando lhe Meireles quando Portugal não tem bola. Quando a recupera, vemos o luso-brasileiro com a cabeça levantada a sair a jogar, libertando o interior, Meireles, da necessidade de “inventar” espaço e percorrer metros em posse, concedendo lhe muita liberdade posicional, o que levou o jogador ontem a aparecer na zona de finalização e a defender quando era preciso.


Ontem assisti a uma exibição muito agradável de Raul Meireles, algo que não se tinha assistido esta época de Dragão ao peito. Motivação poderá ser parte do problema? Talvez, mas sendo vice-capitão esse problema não deveria existir. Podemos achar estranho, um jogador ter exibições tão distintas em sistemas quase idênticos, mas o que espero ver em breve, e já no próximo Porto x Chelsea, é se as movimentações de Meireles terão mais liberdade e o levam a pisar terrenos mais adiantados dando dessa forma, azo à sua maior criatividade. Algo que ele ontem provou que gosta e é muito útil a cumprir...

A conferir dia 25 de Novembro no Estádio do Dragão.

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Com tranquilidade… Finalmente!

Antes de mais, queria dizer que sempre acreditei neste apuramento. Sempre o tentei justificar pelo facto racional de, na minha opinião, a maior parte das vezes termos jogado bom futebol, criado muitas oportunidades de golo e o azar ter estado sempre presente, e não pela irracionalidade derivada da paixão por futebol e pela nossa Selecção.
Reconheço erros óbvios a Queiroz durante a fase de qualificação, mesmo tendo o trabalho acrescido de moldar e renovar uma equipa à sua medida após a saída de um treinador que lá esteve 6 anos (e que fez um óptimo trabalho), mas, insisto, foi em grande parte o azar o nosso maior adversário à qualificação (natural) a tempo e horas.

Nesta parte final da qualificação as coisas começaram a correr melhor em termos de sorte e eficácia e conseguimos, ainda que com a ajuda da Suécia, ir jogar o Play-off.
Tendo sido a Bósnia a sorteada (em teoria não foi a mais difícil que poderia ter calhado, mas também não a mais fácil), Portugal não tinha a mínima desculpa, nem mesmo o azar, para não se qualificar com tranquilidade! Bem sei que os bósnios são combativos, era difícil ir lá jogar (como se viu hoje), etc., mas os nossos argumentos são claramente superiores a uma formação que nunca esteve presente numa grande competição.

Depois de uma primeira mão em que conseguimos uma vitória pela margem mínima, num jogo onde tanto poderíamos ter marcado mais um ou dois golos como podemos estar agradecidos ao poste e à barra, e onde se viu que os bósnios batem em tudo o que mexe, jogamos hoje a segunda mão da eliminatória num jogo em que fomos claramente superiores e em que o estado do relvado meteu pena, prejudicando claramente o futebol de ambas as equipas, bem como a velocidade e intensidade do jogo.

Na primeira parte estivemos muito na expectativa, dando a iniciativa de (fraco) jogo à Bósnia, tentando o contra-ataque, que nem sempre saiu da melhor forma. Controlamos completamente os acontecimentos nos primeiros 45 minutos. Só me lembro dum lance bósnio que me fizesse temer perigo, um remate do nº7 Haris Mendunjanin, assistido por Ibisevic, que saiu forte mas por cima da baliza de Eduardo (que leva o recorde de guarda-redes com mais minutos consecutivos sem sofrer golos na baliza da Selecção, segundo o sábio comentador e treinador - a espaços - Toni).
Mesmo não tendo a iniciativa do jogo em grande parte do primeiro tempo, a qualificação poderia ter ficado logo selada, não fosse Meireles, um dos melhores em campo hoje (mais na segunda parte), aos 25’ ter desperdiçado um golo fácil após grande combinação com Tiago no meio da defesa bósnia.
Sobre a primeira parte, ainda a registar a dualidade de critérios do árbitro italiano Roberto Rosetti em termos de amostragem de cartões em benefícios da seleção bósnia - bem ao jeito da pouca vergonha pela qual nos fez passar na Suécia, nesta mesma qualificação - e a nossa concentração defensiva (permitam-me destacar Bruno Alves e Duda).

A segunda parte foi algo diferente. A Bósnia entrou de início com a “carne toda no assador” (Avé Quinito e Manuel Cajuda), tendo o avançado Zlatan Muslimovic entrado para o lugar do médio Haris Mendunjanin.
Nos primeiros 10 minutos a equipa da casa tentou dar alguma intensidade ao seu jogo, tendo mesmo chegado a assustar um pouco mais por intermédio do grande avançado Dzeko, ainda que em fora de jogo, e por Pjanic, com um remate forte a passar perto da baliza portuguesa. Neste primeiro quarto de hora há ainda a registar um bom lance de Nani pela direita, ao qual Liedson não conseguiu dar o melhor fim e um centro algo perigoso por parte do lado direito do ataque bósnio, em que os centrais portugueses permitiram um (raro) cabeceamento ao adversário.
À passagem do minuto 56’ lá apareceu o tão desejado golo da tranquilidade, por intermédio de um dos preferidos de Queiroz (totalista neste apuramento), Raul Meireles.
A partir daí, com a eliminatória ganha, Portugal passou a controlar o jogo, tendo ainda mais três ou quatro claras oportunidades de ampliar a vantagem, contra duas da Bósnia, uma delas em que Dzeko acertou nas orelhas da bola em boa posição de facturar. Continuámos concentrados na defesa (aqui destaque para a boa segunda parte de Paulo Ferreira em termos defensivos e para a defesa de Eduardo a um livre forte de Pjanic, a par do único avançado do Wolfsburg hoje em campo, o mais inconformado).

Tempo ainda para assistir a cenas lamentáveis, como o arremesso de objectos por parte dos adeptos bósnios e a entrada em campo de Edinho (golos daqueles não se podem falhar!).

Últimos destaques:
- mais um grande jogo de entrega de Liedson. Mesmo não marcando, faz com que a equipa marque. É o avançado que faltava desde o abandono de Pauleta.
- quem disse ao Bruno Alves que ele sabia lançar jogo de pé esquerdo? Terá sido a mesma pessoa que disse a João Manuel Pinto que ele sabia fazer passes longos?
- a meu ver, “é pena” que Duda tenha jogado bem hoje (ao contrário do que fez na primeira mão), pois está a justificar um lugar para o qual penso que ele não serve.
- a continuar com exibições destas a nível ofensivo, ainda que importante tacticamente, Simão não pode continuar a reclamar o lugar da maneira que tem feito.
- infelizmente, parece-me que Queiroz hoje confirmou a ida de Edinho à África do Sul.


Em conclusão, está consumado o apuramento para mais uma grande competição (desde o EURO’96 só falhamos uma, e com a válida desculpa de sermos treinados por Artur Jorge) e agora resta-nos esperar pelo que o sorteio dos grupos irá ditar (sabendo à partida que não somos cabeças de série).

Para mim somos candidatos!


P.S. - Uma palavra de apreço ao “madeirense” Pecnik (golo muito importante na primeira mão), à sua Eslovénia, que carimba assim a sua segunda presença na fase final dum Campeonato do Mundo ao eliminar uma das selecções do momento (quanto mais não seja por ser treinada por um dos melhores treinadores em actividade), a Giovanni Trappatoni que esteve perto de bater o pé a uma França longe do seu melhor (mesmo assim prefiro não os defrontar no Mundial) e que foi escandalosamente ajudada pelo árbitro, tendo este considerado válido o golo de Gallas (assistido por Henry, que dominou a bola com o braço).
A Grécia confirmou o seu (pouco) favoritismo diante da Ucrânia na eliminatória mais equilibrada do Play-off europeu, e o Nacional da Madeira vê no dia de hoje serem qualificados dois jogadores do seu plantel (Halliche, pela Argélia do também nosso conhecido Yebda, e Pecnik) para o Mundial.

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Nova Aquisição


Boas noites meus caros. O meu nome é Vasco e a partir de hoje serei um dos blogueiros a defender as cores azuis e brancas neste espaço.

Sou Portista e apoio incondicionalmente o clube. Neste espaço, vou procurar defender o meu clube de forma acérrima e fervorosa mas mantendo uma postura cordial e educada. Não quero com isto dizer que só direi bem do meu clube e mal dos outros. Acima de tudo, sou uma pessoa justa e sem palas nos olhos.


Deste modo espero ser admirado por toda a gente que visite o Settore Offensivo, tanto por adeptos de outros clubes, mas principalmente pelos meus colegas Portistas.


Para terminar gostava de agradecer aos fundadores do site por esta oportunidade de falar a nossa língua: Futebol.


Abraço

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Última hora: Settore confirma Manú à CMVM


O meu nome é Manel, venho acompanhando este blog há uns meses com muito interesse e espero que este seja o primeiro de muitos posts com os quais contribuirei para o Settore.
Passo cá diariamente e, à medida que a época se foi desenrolando, fui entrando em discussões acesas em caixas de comentários sempre tentando expor as minhas ideias de forma clara e educada.
Com a paragem do campeonato, devido aos compromissos das selecções, os residentes chegaram a conclusão que poderia ser bom para o blog ter um colaborador para escrever sobre este tema.

Penso ser por estes factos que, em boa hora, chegou à caixa de e-mail do meu empresário uma proposta de contribuição com este blog para os próximos 2 anos (com outro de opção).
Depois de ponderar a proposta, não por falta de vontade de contribuir duma forma mais activa, mas sim por estar a viver em Espanha, decidi aceitá-la pois, tendo sido feita com o intuito de eu escrever sobre as selecções (dando obviamente relevo à Selecção Nacional Portuguesa), o facto de eu estar fora do país não irá influenciar a minha recolha de informação sobre um tema que não é notícia com tanta assiduidade como jogos de campeonato, arbitragens, etc.
Ainda relativamente a este facto, pedia compreensão para algum lapso que possa haver da minha parte e não hesitem em comentar!

Por fim, queria agradecer a confiança depositada pelos outros membros do Settore e dizer que tudo farei para dignificar e continuar a elevar o nome deste blog.

Abraço

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Quem é Carlos Carvalhal?

Carvalhal "O Jogador"

A minha primeira recordação de Carlos Carvalhal remonta à época de 1995/1996 quando o Sp.Espinho subiu à primeira liga, era o cromo nº100 da caderneta da Panini. Um dos jogadores mais falados dessa equipa era Carlos Carvalhal, natural de Braga e formado nas camadas jovens do Sporting local. Carlos despontou como central segundo os velhos sábios da minha família, mas eu lembro-me mais dele a trinco no Sp.Espinho já no final da carreira, era um jogador raçudo, mas nada de especial.


Além de ter estado por três vezes alteranadas no plantel sénior bracarense, jogou também no Chaves, Tirsense, Beira-Mar, Sp.Espinho e uma temporada no FC Porto onde jogou muito pouco. Retirou-se no final da época de 1997/1998 com 32 anos.

Carvalhal "O Treinador"

Foi também com 32 anos que Carvalhal assumiu o comando do Sp.Espinho na II Liga onde não acabou a época, passando a meio desta para o Freamunde da IIªB onde acabaria por subir de divisão.

Após o feito com o Freamunde, Carvalhal voltou ao ponto de partida, Sp.Espinho, onde na época 99/00 ficou em 10º na 2ª liga e treinou jogadores como Lito (Académica) e Bodunha (ex Salgueiros).

Na época de 2000/2001, entrou a meio da época para o lugar do Prof.Neca no D.Aves onde treinou jogadores como Rui Lima,Filipe Anunciação,Quinzinho (lenda angolana) e Douala (ex Sporting), acabou por descer de divisão na sua primeira aparição entre os grandes.

Em 2000/2001 assumiu o comando do Leixões na IIªB onde fez um dos melhores trabalhos da sua curta carreira. Foi à final da Taça de Portugal onde perdeu com um super-Sporting (ou terá sido um super-Mário?), e lançou jogadores como Antchouet (ex Belenenses,Alavés e Vit. Guimarães e actualmente no Estoril),José António (ex B.Moencheglabach e Racing Santader), B.China (Mallorca) e Nuno Silva (actualmente no Leixões) para a ribalta. Contava também com a experiência do bósnio Besirovic (ex Farense) ,do cerebral Abílio (ex Salgueiros) e do possante avançado brasileiro Detinho (ex Campomaiorense eactualmente no South China). Na época seguinte foi campeão da IIªB, e foi o comandante da equipa na aventura europeia. Eliminaram o Belasica da Macedónia na pré-eliminatória da Taça Uefa e depois foi eliminado pelo PAOK por 5-3 "aggregate". PAOK que contava com jogadores conhecidos como Udeze (conhecido central nigeriano),Okkas (estrela cipriota),Kafes (o tal que joga com o número 1 nas costas) e Salpingidis (Panathinaikos). Excelente prestação para uma equipa da IIªB. No início da época de 2003/2004 esteve muito perto de assinar pela equipa do seu coração, o Sp.Braga, acabou preterido à última hora por Jesualdo Ferreira e ficou muito magoado com os dirigentes bracarenses.

Ultrapassada a desilusão de não treinar a equipa do coração, seguiu para o Vit.Setúbal da IIª Liga onde foi segundo classificadado, atrás de um Estoril de José Veiga e Carlitos. Nessa época eliminou o Sporting da Taça de Portugal em Alvalade por 0-1 com um golo de Auri. Em Setúbal treinou jogadores como Hélio (Sousa), Auri (ex Naval), Hugo Alcântara (ex Belenenses), Sandro, Jorginho (ex FC Porto e Sp.Braga), Bruno Ribeiro, Zé Pedro (Belenenses), Nélson Veiga, Orestes (também ex Belenenses),Meyong e Hugo Henrique (ex goleador do P.Ferreira, Santa Clara e Rio Ave). Enfim, um plantel de IªLiga a jogar na IIª liga.

Conseguiu regressar à Iª liga onde foi o treinador do Belenenses em 2004/2005,foi 9º classificado. Consigo levou Zé Pedro e Antchouet para um plantel que já contava com Neca, Rolando,Rúben Amorim, Eliseu e Gonçalo Brandão (acabados de vir dos juniores), Marco Paulo, Anders Andersson (ex Benfica), Wilson, Marco Aurélio (GR), Cristiano (ex Benfica), Lourenço (ex Sporting), Mauro (ex Paços de Ferreira) e Rodolfo Lima (ex Alverca). Na época seguinte, num dos maiores orçamentos de sempre da história do Belenenses fez asneira da grande. Foi buscar Silas, Romeu, Gaspar, Ahamada, Pinheiro, Djurdjevic, Sousa, Vasco Faísca e Meyong e quase desceu de divisão, só não desceu por culpa do célebre "caso Mateus". É bom frisar que foi despedido a meio da época.


Na época 2006/2007, ainda com os brilharetes do Leixões e Vit. Setúbal na memória, António Salvador convidou-o para substituir Jesualdo (na altura tinha saído para o Boavista). Começou com resultados normais e pediu a demissão inesperadamente(diz-se que tanto ele como a sua família receberam ameaças e conseguiu aguentar a pressão). Nessa mesma semana foi apresentado como treinador do Beira-Mar onde se reencontrou com Mário Jardel (o tal que lhe tirou uma Taça de Portugal em 2001/2002). Treinou também Buba (o central que fez um hat-trick contra o Sporting), Rui Lima e André Leão (Cluj) em Aveiro. Acabou por sair quando um fundo de investimento tomou o controlo da equipa aveirense e quis pôr um treinador de confiança no banco de suplentes, Paco Soler, sacrificando assim o jovem treinador.

Ultrapassada mais uma vez a desilusão de ter sido sacrificado por questões extra futebol, voltou ao Vit. Setúbal em 2007/2008 onde foi 6º classificado e ganhou a Taça da Liga ao Sporting em penaltys. Grande época para Carlos Carvalhal que fez um brilharete com uma equipa de jogadores menos conhecidos na altura como Bruno Gama,Eduardo(actual titular da selecção) ,Elias, Filipe Nascimento (ex escolas do Braga), Edinho (o tal avançado que Queiroz tanto gosta), Leandro Branco, Matheus (Braga) e Kim Byung.

Na época 2008/2009 partiu para a sua primeira e merecida aventura no estrangeiro. Foi apresentado no Asteras Tripolis, uma equipa que tinha acabado de subir à Iª liga Grega. Consigo levou Douala, Zairi, Jorginho, Fabeta, Ricardo Esteves, Kamburov (na altura referenciado pelo SLB) e Fábio Felício. A meio da época voltou a Portugal para treinar o Marítimo deixando o Asteras Tripolis a meio da tabela.

No Marítimo veio substituir o brasileiro Lori Sandri, que deixou a equipa na metade de baixo da tabela, em lugares de risco. Terminou a época em 9º. Nesta época, começou por empatar 1-1 na Luz contra o Benfica de Jesus, mas as derrotas em casa com o Sp.Braga e Naval e a derrota fora na Choupana fez com que acabasse despedido.

Carvalhal chega assim ao Sporting 1 mês e meio após ter sido despedido do Marítimo. Pessoalmente, como tinha escrito já num post anterior, gosto dele pois é sério, honesto e inteligente, mas acho que não é treinador para o Sporting. Ao que parece foi 2ª opção, mas Carlos Carvalhal vai procurar agradecer a oportunidade que o Sporting lhe deu e acredito que agradecerá com resultados e fará por merecer a renovação por mais uma época.

Carvalhal foi o primeiro treinador da Iª liga licenciado em Futebol, tendo também habilitações para ser preparador físico.Costuma jogar em 4-3-3, mas duvido que o fará no Sporting, pelo menos por enquanto, porque não tem extremos,o mais parecido que tem com um extremo é Pereirinha. Vukcevic, Yannick e Izmailov também podem vir a fazer essa posição mas nunca com a mesma qualidade (ou falta dela) com que fazem as suas posições originais. Será que é suficiente para" engatar" JEB que já demonstrou ser um "coraçãozinho de manteiga" para treinadores sérios,jovens e honestos?

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Ena páh que loucura!





Já se encontra bem divulgado pela blogosfera, mas eu não podia deixar passar em branco o novo ídolo de Portugal! O Zé Eduardo!

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