Trio Vencedor

Depois do jogo da semana passada entre AS Roma e Inter ter devolvido emoção à disputa pelo título de Campeão Italiano, os três candidatos procuravam mais uma vez vencer para se manterem nesta corrida. O líder Inter recebeu um Bologna que ainda procura confirmar a manutenção, a AS Roma e o Milan enfrentavam deslocações complicadas a Bari e Cagliari respectivamente.
No Giuseppe Meazza, o Inter entrava em campo pressionado, sentindo já o bafo da AS Roma e do rival de Milão bem perto de si. Nos últimos 5 jogos, conseguira apenas uma vitória. Aceitando o pedido de desculpas feito durante a semana pelo irreverente Balotelli, Mourinho fê-lo entrar de início na sua equipa, que alinhou num 4-3-3 dinâmico, com um tridente atacante formado por Pandev, Balotelli e Milito ao centro. Este último desta vez não marcou, mas foi incansável a criar jogo para os seus companheiros de ataque. No meio-campo Thiago Motta regressou à titularidade e Sneijder começou no banco, pois já na quinta-feira o Inter vai jogar a Moscovo num relvado sintético ao qual os jogadores não estão habituados, o que pode causar lesões nos seus jogadores, nesta altura crítica da época. No lado esquerdo da defesa, face à suspensão do incontornável Zanetti, Mourinho apostou em Chivu, que aderiu à moda de Petr Cech de usar um capacete de rugby. Maicon também ficou de fora e o jovem Santon, que cresce a passos largos, agarrou a vaga de defesa direito. O Bologna de Di Vaio até começou melhor, levando perigo à baliza de Julio Cesar nos primeiros minutos do jogo. Mas rapidamente o Inter tomou controlo de um jogo que se foi descomplicando, transformando-se numa vitória tranquila. Embora Thiago Motta tenha sido a grande figura do jogo ao bisar aos 29' e 85', todo o destaque foi para o golo (aos 52') que marcou o regresso de Balotelli depois de 6 jornadas fora dos convocados. Estavam seladas as pazes entre "pai" e "filho". Más notícias para Quaresma.

O Milan não tinha margem de erro no confronto com o Cagliari. Leonardo, recentemente apontado como futuro seleccionador do escrete, voltou finalmente a apostar na titularidade de Huntelaar ao lado de Borrielo. Gattuso começou no no banco de suplentes. O Cagliari entrou em campo com um onze 100% made in Itália. Interessante para uma equipa que parece ter a manutenção assegurada e que no defeso investiu 4M€ em Nené, goleador-mor da Liga Sagres 2008/2009. O Milan quis sempre assumir o controlo do jogo, mas por duas vezes marcou e por duas vezes viu o Cagliari empatar, até que Astori fez o autogolo decisivo, que acabou por selar a vitória dos visitantes em 3-2. Borrielo fez o primeiro do Milan logo aos 7', Ragatzu empatou aos 17'. Na resposta (19'), Huntelaar agradece a titularidade com uma bomba do meio da rua sem hipóteses para o guarda-redes que mais tarde entregou o ouro ao bandido. O plantel do AC Milan é composto por grandes jogadores, mas existe ainda uma grande lacuna na defesa, não obstante as diversas lesões que afectam este sector. Se Thiago Silva é aposta ganha para o futuro, Favalli já não serve (muito menos como central), Antonini e Abate fazem vergonha a quem já teve Maldini, Cafú ou Serginho.

A AS Roma mantém-se na corrida com uma vitória pela margem mínima em Bari, beneficiando de um golo de Mirko Vucinic (continua a ser decisivo) aos 19'. A Juventus continua a desiludir, desta vez com uma derrota por 3-0 frente à Udinese. O capitão da Udine Di Natali marcou mais um e lidera cada vez mais sozinho a tabela de melhores marcadores da Serie A.

Na próxima jornada, o Inter prepara uma deslocação dificílima a Florença, onde tem à sua espera uma Fiorentina que precisa de vencer para se manter na luta pela Europa. Adivinham-se dias difíceis para Il Speciale, que terá de gerir a sua equipa entre uma longa e desgastante viagem a Moscovo para uma partida de grande importância para aquele que parece ser o seu principal objectivo desta época e um jogo no Artemio Franchi que pode ser decisivo para a conquista do Scudetto. Com tão grandes objectivos em jogo, esperamos para ver como vai Mourinho procurar solucionar este desafio.

8 Passes de rotura:

salvador 6 de abril de 2010 às 02:10  

o chivu de capacete? lol n sabia. mas pq? levou uma mocada?

Tomás Pipa 6 de abril de 2010 às 02:19  

Foi operado e teve bueda tempo parado

Manú 6 de abril de 2010 às 09:46  

chivu ia morrendo. mourinho diz que pior do que viu acontecer a chivu só mesmo aquela joelhada na cabeça de petr cech

Pedro Veloso 6 de abril de 2010 às 10:15  

Sim parece que o Chivu esteve mesmo muito mal. Hoje não vai ser nada fácil para o Inter, mas se marcar um golo passa com certeza. Vamos ver a reacção ao sintético.

João gostei da referência aos onze italianos do Cagliari, merece sem dúvida destaque nos tempos que correm (embora os italianos sejam, impressão minha, de longe o grande campeonato onde há mais jogadores nacionais).

O Vucinic está em grande. Tomás, tens o gajo na tua contabilidade? Quantos golos leva? Além disso normalmente são golos bonitos.

salvador 6 de abril de 2010 às 10:38  

foi esta manu e tomas?

http://www.youtube.com/watch?v=pdrkzuy1qo4

hardcore

Sá Pinto 6 de abril de 2010 às 10:49  

Paul Le Guen ganha força

O Sporting comunicou, ontem, à CMVM que André Villas-Boas não será o treinador para a próxima época, terminando, assim, com a especulação em torno do ingresso do técnico em Alvalade. Tal como o JN adiantou, Paul Le Guen está no topo da lista leonina.

A SAD leonina negou, de forma oficial, em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que o treinador da Académica não será o técnico do Sporting em 2010/11.

Villas-Boas, que era o preferido de José Eduardo Bettencourt para suceder a Carlos Carvalhal, chegou a ser contactado, mas as conversas não avançaram nem mais um passo. Muito porque os leões, sobretudo desde a entrada de Costinha em Alvalade, para o cargo de director-desportivo, direccionaram atenções para o francês Paul Le Guen.

O facto de os últimos resultados alcançados pelo técnico da Académica não serem muito encorajadores - três derrotas, dois empates e uma vitória nos últimos seis jogos -, também não ajudaram a convencer o director-desportivo a apostar no jovem português, ex-adjunto de José Mourinho.

Desta forma, Paul Le Guen ganha cada vez mais força no sentido de ser o próximo comandante dos verde e brancos. O francês tem contrato com a selecção dos Camarões até ao final da participação dos "leões indomáveis" no Mundial da África do Sul e, a partir dessa data, estará disponível para passar ao comando dos outros... leões.

O futebol atacante das equipas do francês, a aposta em valores oriundos da formação, com os quais tem especial apetência para trabalhar e e transformar em atletas de créditos firmados, são dois factores cruciais para o director-desportivo.

Além destes predicados, Le Guen é profundo conhecedor do mercado, sobretudo francófono, algo que muito agrada a Costinha, pelo que este factor também contribui para a preferência.

A SAD leonina, porém, ainda não estabeleceu qualquer acordo com o técnico francês.

João S. Barreto 6 de abril de 2010 às 12:40  

Foi essa foi Salvador.

Sá Pinto, de facto Le Guen por todas essas razões seria uma boa aposta para o Sporting. O conhecimento do mercado não só francófono mas africano como um todo poderia ser muito benéfico para o Sporting. Assim de repente foi ele quem apostou em Essien e Mahmadou Diarra se não me engano. Contudo, a prestação dos leões indomáveis na CAN em Angola deixou muito a desejar e também nunca percebi porque saiu do Lyon, foi sempre campeão enquanto lá esteve. Também deve ser caro.

Tomás Pipa 6 de abril de 2010 às 13:21  

Le Guen é bom treinador, eu gostava! O problema é que é muito caro e assim custa-me a acreditar.

Eu adoro o mercado francófono(África),era lindo! Mas não sendo o Villas-Boas começo a pensar que vai ser M.José