Liga dos Campeões - 2ª Mão dos oitavos-de-final

A segunda mão destes oitavos-de-final acabaram por ditar que esta fosse uma eliminatória de supresas. Uma maior e outra mais pequena.
Começando pela maior surpresa, o afastamento do Real Madrid não deixa ninguém indiferente. Uma equipa que foi preparada para atacar todas as frentes este ano, já só luta apenas pela própria liga, na qual tem tido uma performance em linha com o esperado.


No que ao jogo diz respeito, o Real, a jogar na casa que receberá a Grande Final deste ano - a sua - , entrou bem (grande golo de Cristiano Ronaldo ainda cedo no jogo) e fez pensar que seria uma questão de tempo até entrarem os próximos golos. Porém, com o passar do tempo e com o intervalo, o Real foi franquejando e acabou por permitir o empate ao um Lyon (por intermédio de Pjanic), que não acabou com a eliminatória já perto do fim porque Lisandro e César Delgado não quiseram. Dois falhanços clamorosos impediram o Lyon de sair com a vitória de um sempre difícil e mítico Santiago Barnabéu. A equipa francesa continuou a provar que o investimento feito na equipa deu resultado (pelo menos a nível "externo").




Queria deixar uma questão ao Sr. Presidente Florentino Pérez e/ou ao Sr. Professor(?) Manuel Pellegrini (dependendo de quem fez a escolha, ou se foram mesmo os dois em conjunto) que já ando para colocar há bastante tempo: o que viram em Arbeloa para fazer parte dum plantel que queriam galáctico? Assim não vai dar pessoal...



Voltando ao primeiro dia desta segunda mão e falando sobre o jogo que voltou a opor a Fiorentina ao Bayern (desta feita em Itália) que terminou com a vitória por 3-2 dos Viola e acabou por dar a passagem aos alemães, destaque para mais uma boa exibição de Arjen Robben, coroada com um golo - se, como é costume, o holandês não se lesionar, tem todas as condições para vir a ser uma das figuras na África do Sul em Junho próximo.


Juan Vargas também inscreveu o seu nome na listas dos marcadores e a sua inegável e superior qualidade vai levá-lo, certamente, a uma equipa de melhor qualidade que esta Fiorentina na próxima época.


Em relação a este jogo, uma chamada de atenção para o facto do Bayern apenas ter passado pois marcou um golo completamente ilegal na primeira mão desta eliminatória, por intermédio de Miroslav Klose.


O Sr. Platini e o Sr. Blatter, depois da famosa mão de Henry que pôs Damien Duff a chorar, têm aqui mais um exemplo de como algo tem que ser feito para clarificar as coisas - e já todos vimos que 6 árbitros em campo não ajudam em nada!
Não querendo parecer o jornalista Rui Santos, a minha convicção é que eles gostam do estado das coisas neste momento, mas isso é apoiar a batota e alguma coisa tem que ser feita!

Sobre o jogo do Arsenal, já muito aqui foi escrito neste blog. Tiveram um jogo fácil contra um adversário bastante acessível que apenas lhes tinha feito golos na primeira fazendo da sorte e da "ratisse" um mix frutífero. 5-0 espelhou a diferença de qualidade entre as duas equipas e era uma eliminatória que à partida estava praticamente resolvida, pelo que não merece grande comentário da minha parte. Nota apenas para Nicklas Bendtner que conseguiu um hat-trick, para o excelente golo de Samir Nasri e para a dupla de meio-campo dos Gunners que conta com dois médios extremamente completos técnica e tacticamente, Alex Song e Abou Diaby.



Quarta-feira passada, para além do já falado desastre (pouco) galáctico, assitimos também a um supostamente disputado Man Utd - AC Milan. Para além da emocionada e calorosa - e merecida! - recepção a David Beckham, aquilo a que se assitiu foi uma demonstração de força dum Manchester United que se encarregou de disfazer dúvidas que ainda houvessem sobre quem passaria a eliminatória. 4-0 sem espinhas, com o rolo compressor Wayne Rooney a facturar por duas vezes, tendo alcançado os 30 golos numa só época. É candidato à Bola de Ouro deste ano o jovem inglês, sem dúvida! Está numa forma espectacular e tem tudo para continuar assim, com o Mundial jogado às ordens de Fabio Capello a a ser a cereja no topo do bolo.
Na semana seguinte, 3ª feira, chegava o prato forte - e não, não é a outra surpresa da eliminatória. Mourinho voltava a casa e voltou a não perder em casa, como aliás o próprio fez questão de sublinhar: "Stamford Bridge é a minha casa, e eu não perco em casa!". Assim foi, sem espinhas o Inter de Mourinho banalizou um milionário Chelsea e acabou por alcançar um resultado que peca por escasso (0-1), fruto duma finalização ao seu nível do (agora) extremo direito Samuel Eto'o.

Grande jogo de Lúcio e de Walter Samuel, dois pilares a sustentar toda a equipa italiana. Destaque ainda para a grande qualidade de Wesley Sneijder, que a meu ver fez bem em ter trocado o Real pelo Inter pois aqui é bem mais preponderante, e para a excelente exibição em todos os aspecto do camaronês Eto'o. Diego Milito voltou a mostrar pormenores de grandes ponta-de-lança que é, apesar do perdulário e escandaloso falhanço no decorrer da segunda parte.



No outro jogo do dia, eis a outra (meia) surpresa da eliminatória.
Beneficiando de um frango de antologia do guarda-redes espanhol Palop, o CSKA Moskva bateu o Sevilla no seu reduto por 2-1. Tudo bem que tiveram sorte no grupo que apanharam na competição, mas ninguém imaginaria que os russos chegariam a esta fase da prova. Mais um notável feito para o futebol russo. Perrotti para os espanhóis, Necid e Honda para os russos foram os marcadores do golos do jogo.
No último dia reservado para esta eliminatória, encontravam-se Barcelona e Stuttgart em Espanha e Bordéus e Olympiakos em França.
Vitórias caseiras em ambos os jogos, 4-0 e 2-1 respectivamente, sendo que a facilidade com que Messi se desfez da pedra no sapato que este Stuttgart mostrou ser contrastou com o susto que o Bordéus apanhou, tendo marcado o golo da passagem já perto do fim.

Destaque (que já nem o é, pois destaque seria ele não resolver) para a espectacular exibição de Lionel Messi, que marcou dois golos e esteve envolvido pelo menos em mais um. Os alemães foram presa fácil para um melhor jogador do Mundo endiabrado.


Em França, menção honrosa ao belo golo do francês Yoann Gourcouff logo a abrir um jogo que acabou por ser mais difícil que o esperado.




Sorteio dos quartos-de-final


O Inter de José Mourinho finalmente teve um pouco de sorte num sorteio, tendo sido sorteado que terá que medir forças com o surpreendente CSKA Moskva. Não prevejo que Il Speciale perca esta oportunidade para colocar no vasto palmarés mais uma presença nas meias-finais da prova.


O jogo de onde sairá a equipa que defrontará o Inter ou o CSKA na fase seguinte é o Barcelona vs. Arsenal. Mais um sorteio a não querer nada com a sorte de Arsène Wenger, que já o ano passado tinha apanhado um United em grande forma. No entanto, é sempre uma eliminatória imprevisível, pelo que dou favoritismo ao Barcelona, embora não muito.


Do outro lado do quadro, haverá um embate falado em francês. Lyon e Bordéus, mesmo que não quisessem, vão forçar que haja uma equipa francesa nas meias-finais da prova.


Contra a equipa francesa que passar jogará o vencedor do encontro que oporá o Bayern de Munique e o Manchester United. Favoritismo claro para os pupilos de Sir Alex Ferguson, embora Arjen Robben, como já disse e não me canso de repetir, esteja em boa forma e jogadores destes decidem eliminatórias. Grande embate em perspectiva, a relembrar a final de má memória para os alemães com aqueles dois golos ingleses ao cair do pano.



Começa a aproximar-se a melhor fase da competição, com grandes jogos e penso ser a altura certa de cada um deixar na sua caixa de comentários um passe de rotura com a sua aposta para vencedor deste ano. Eu aposto em José Mourinho.

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Sou de um Clube Lutador!

Eu Acreditei, Tu Acreditaste, Ele Acreditou, Nós Acreditamos, Vós Acreditastes, ELES ACREDITARAM, E FORAM ENORMES!Obrigado Benfica!
Carreguem agora a caixa de comentários a chamar-me de sonhador, possuídos pela dor de corno imensa!
A análise fica a cargo do Pedro Veloso!

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O agitar das águas

Num momento em que o país se vira de frente para a Europa para ver como se comportam Benfica e Sporting, muitas coisas se vão passando por cá e que precisam de ser faladas.

Há certas e determinadas coisas que me deixam baralhado e com dúvidas, mas são, de certeza, devaneios meus. Contudo há também coisas boas, para nós portistas, e ainda bem.
Ao que tudo indica Pedro Emanuel, nosso ex-capitão, vai voltar a entrar no balneário azul e branco. Desta vez sem chuteiras, mas com muito para ensinar e, acima de tudo, para fazer regressar a mistica que o Professor Jesualdo deixou fugir sem se perceber bem como.
Pedro Emanuel é neste momento o treinador dos juvenis do FC Porto, os seus pupilos acabaram a 1ª fase do campeonato com 116 golos marcados e 9 sofridos, isto em 22 jogos, onde se contam 21 vitórias e 1 empate, é muito bom e o mérito do treinador tem que ser destacado. Desde já, boa sorte para a 2ª fase do campeonato, onde se luta pelo título nacional.
Com isto não quero indiciar que Pedro Emanuel seria uma possível escolha para treinador, não. Nem nada que se pareça com isso. Mas é, sem dúvida, uma boa escolha para fazer parte da equipa técnica e ao que tudo indica isto será mesmo uma certeza na época que se avizinha, independentemente do treinador escolhido.
O nosso antigo capitão, que veio do vizinho Boavista, conquistou quase tudo o que havia para conquistar de Dragão ao peito, desde Campeonatos, a Taças de Portugal,a Supertaças, à Taça UEFA, à Liga dos Campeões e à Taça Intercontinental, trabalhou com Mourinho, Fernandez, Couceiro, Jesualdo, entre outros e conhece aquela casa como poucos. À semelhança do que foi feito com João Pinto e Rui Barros, Pedro Emanuel deve ser parte integrante da equipa técnica de 2010/2011. Por tudo o que venceu, pelo seu profissionalismo, pela sua raça e pelo seu querer é, de certeza, uma excelente escolha. Assim fossem todos e esta época teria sido bem diferente.
Mudando de gentes.
Salema Garção, dirigente do Sporting, veio a público pedir um ambiente "extremamente dificil" para o Atlético de Madrid e pormenorizando pediu o mesmo para Simão Sabrosa, jogador que o Sporting descobriu, trabalhou e lançou para a ribalta.
Mesmo sendo o clube leonino uma página importante do jogador do Atlético de Madrid, a Salema Garção, enquanto director sportinguista, não lhe é garantido o direito de quebrar a regra do fair play, pode até pensá-lo, mas daí a tornar público o que o seu coração sente vai uma grande distância e ficou-lhe mal, por tudo. "Acordou" os adeptos, esquecendo-se que o que ele pediu pode muito bem ser confundido com violência, violência essa que já se fez sentir esta tarde em Alvalade, infelizmente.
Entendo a mágoa dos adeptos, mas sei que o ambiente dificil que procurava Salema Garção, ou seja, assobios e apupos, Simão ia tê-lo de qualquer maneira, os adeptos não precisavam de ser lembrados de tal facto, porque quando sai de uma alta patente de um clube as palavras ganham contornos que muitas vezes não são os pretendidos, como acredito que seja o caso.
Toda esta polémica irá ter, acredito eu, um efeito positivo na atitude do 20 do Atlético, a vontade de ganhar e de brilhar será ainda maior.
O caso caricato da semana.
Luis Filipe Vieira enviou uma carta para a Sportv. O presidente encarnado questiona tudo, desde cameras, foras de jogo, ângulos, penaltys e comentários.
Mas afinal, Sr. Presidente, o que se passa?
O que ele sente também eu sinto, aliás, há uns dias falava com um amigo meu benfiquista e chegamos a esse consenso: nós achamos sempre que estão a prejudicar o nosso clube e que só mostram as repetições contra nós e isto e aquilo. É humano isto.
O que eu estranho é o presidente do Benfica perder tempo com isto, afinal de contas em que é que isto afecta o desempenho da sua equipa? Nada.
Os benfiquistas são os primeiros a dizer que "vendem" mais, talvez por isso a Sportv se preocupe mais com o Benfica. Deve ser isso.
Eu garanto-vos que acho que a Sportv também só mostra contra o FC Porto.
Luis Filipe Vieira implicou com Pacheco, comentador Sportv e antigo jogador do Benfica e Sporting, porque acha que ele não é imparcial, mas que eu saiba a Sportv pode lá meter quem quer e é um canal que só vê quem quer e quem paga. Bem pior é louco que fala na Benfica Tv e a mim não me afecta nada. Não tenho Benfica Tv, nem vejo. É tão simples quanto isto.
Parece, de todo, uma atitude estranha do presidente das águias. Afinal de contas qual o problema de se mostrarem repetições? As pessoas têm, segundo a lei, direito à informação. As pessoas que pagam e que vêm os jogos pela televisão gostam das repetições, é normal.
Há algum medo por trás disto tudo? Medo que se veja alguma coisa? Não entendo.
Por fim, e para fim de texto.
Jorge Sousa vai apitar a final da Carlsberg Cup.
Pois bem os comentários já se fazem sentir. Neste e noutros sitios da internet.
Os benfiquistas que, pelo menos aqui, acham que só se deve falar no fim, já estão a crucificar o senhor do apito.
Então, mas quando foi nomeado o João Ferreira ou o Lucilio Baptista para apitar jogos do Benfica, ninguém reclamou. Porquê?
O Jorge Sousa é o melhor árbitro, segundo as pontuações, português. Queriam que levassem quem? Digam lá.
Cumprimentos azuis e brancos.

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Casos da Jornada (23)

Braga - Rio Ave
Boa arbitragem de Jorge Sousa com um caso no final. Depois de rever as imagens continuo mais inclinado para considerar penalty (aliás os órgãos de CS também maioritariamente o acharam), mas vou dar o benefício da dúvida ao árbitro porque, na minha opinião, não se consegue afirmar peremptoriamente se Evaldo usou o braço ou o ombro.

Nesse sentido, vou manter os 3 pontos do Braga, mas gostava de ouvir a vossa opinião.

Académica - FC Porto

17': Reclamou-se penalty por assinalar sobre Éder, é verdade que Miguel Lopes tocou no pé do avançado, mas não era suficiente. Houve depois um mergulho descarado. Esteve bem João Capela ao deixar jogar.

22': Não há falta de Pedrinho sobre R. Micael na área academista.

31': Cruzamento de Varela que Pedrinho parece desviar com o braço. Não se percebe totalmente mas creio mesmo que há penalty por assinalar para o Porto.

32': Não sei porque raio não há boas repetições deste lance, mas pelas que vimos Bruno Alves terá empurrado mesmo Éder. Penalty bem assinalado a favor da Académica.

36': No momento do livre de Micael, Bruno Alves está em linha com o último defesa, não há fora-de-jogo no golo do empate portista.

90+4': Falcao mergulha ao passar por Rui Nereu. Penalty mal marcado.

A vitória do Porto não sofre assim qualquer alteração.

Nacional - Benfica

19': Disputa de bola normal entre Patacas e Di María, não há qualquer falta para penalty do capitão do Nacional.

62': Penalty mal marcado sobre David Luiz. Não consigo perceber se há ou não um toque do Diogo, mas seria sempre fora da área.

64': Contaram-me que o Pôncio Monteiro conseguiu ver fora-de-jogo no golo do Benfica, enfim...

90': Livre que me parece mal assinalado a David Luiz, pareceu-me com o ombro. Marcando-se a falta, o amarelo foi bem exibido.

90 + 1': Aqui já acho que havia falta de Cardozo (fora da área). O paraguaio salta de costas, é verdade, mas com o braço aberto, cortando assim a trajectória da bola rumo à baliza. Falta por assinalar.

Vitória correcta do Benfica.

Sporting - Vitória de Guimarães

8': Fora-de-jogo claríssimo de Grimi no lance do 1-0. Erro crasso do assistente Rodrigo Pereira.

12': O que viu a menos em cima, viu a mais aqui. Lance muito mal anulado a Saleiro, que parte bem atrás do último defesa quando Liedson solta a bola.

24': Penalty não assinalado a Polga, que controla a bola com o braço.

54': M. Veloso vê um amarelo que deveria ter sido vermelho, na sequência de entrada perigosa sobre um adversário.

74': Queixas vimaranenses de mão de Saleiro. Não era escândalo se se marcasse o penalty, mas eu acho que é mais bola na mão. Benefício da dúvida ao árbitro Bruno Paixão.

Os 3 pontos do Sporting acabam assim por se manter inalterados.

Classificação Ajustada da Liga:
Benfica 58 pontos
Braga 55 pontos
Porto 49 pontos
Sporting 41 pontos

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Golo da Semana

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Apanhados a copiar!

O FC Porto deslocou-se à cidade dos estudantes para defrontar a Académica. Este foi o quarto encontro entre ambas as equipas, o que inclui jogos da Liga Sagres e da Carlsberg Cup.

Mais uma vez, e como em todos os embates, o FC Porto sentiu muitas dificuldades, mas conseguiu vencer o terceiro dos quatro jogos entre ambas as equipas.
Os azuis apresentaram-se em Coimbra com algumas alterações em relação ao jogo de Londres e se Helton ficou de fora por problemas fisicos, Fucile ficou de fora por "castigo" de Jesualdo, depois da noite para esquecer no Emirates Stadium, quanto a Nuno André Coelho, como era de prever, saiu do onze titular também, Hulk, como é óbvio também não foi convocado e deu lugar a Cristian Rodriguez na equipa inicial.
Assim, o FC Porto alinhou com Beto, Miguel Lopes, Rolando, Bruno Alves, Alvaro Pereira, Raul Meireles, Belluschi, Ruben Micael, Cristian Rodriguez, Varela e Falcao.
Este é um jogo sem história e do qual me custa falar. Sei que vencer é o fundamental no futebol, mas custa-me ver a minha equipa arrastar-se no campo e ver um futebol repleto de preguiça e vazio de ideias. Aos poucos lá me vou habituando e agora já só espero que um ou outro jogador consiga decidir o jogo individualmente e assim arrecadar os três pontos que minimizam o mal que ali vai.
Pois bem, este foi um jogo onde o mau futebol se viu durante quase do inicio ao fim, exceptuando os golos, talvez. Fora isso foi um jogo a fazer lembrar campos de terra, equipas do distrital e árbitros de domingo à tarde.
O FC Porto, como era sua obrigação, mostrou sempre um pouco mais de vontade e de querer que a Académica e atacou, mesmo sem qualquer organização, mais que os da Briosa, porém o primeiro golo acabou por ser para os da casa, depois de um lance duvidoso, entre outros que houve, o árbitro apontou para a marca da grande penalidade e Sougou não não desperdiçou e fez assim o 1-0.
Passados poucos minutos Bruno Alves arranca com a bola controlada e já no meio campo do adversário sofreu uma falta. Ruben Micael bateu para a área, a bola foi cortada para a balizar e em cima do risco Bruno Alves salta mais alto que o defesa e confirma o golo, fazendo assim o empate.
Depois dos golos voltamos a assistir a um vazio de ideias e de futebol e nenhuma das equipas mostrava qualidade de jogo. Poucos esclarecidos os jogadores tentavam, através de jogadas confusas chegar a uma e outra baliza, sem que grande perigo surgisse.
Nos minutos finais e quando a Académica defendia o ponto que resultava do empate, o FC Porto continuava a acreditar, mesmo sem qualidade os azuis e brancos tentavam chegar ao golo que daria a vitória e a poucos minutos do final Varela, um dos mais esclarecidos, com a bola dominada à entrada da área puxa-a para o centro fazendo querer que ia rematar, mas surpreendeu a defesa da Briosa ao descobrir Cristian Rodriguez sozinho do lado esquerdo, o uruguaio dominou a bola e entrou na área ficando cara a cara com Rui Nereu, o 10 portista não teve dúvidas e rematou forte para o fundo da baliza e assim colocou o resultado num 1-2, resultado este que viria a ser o resultado final.
Ainda antes do fim do jogo Varela, quem mais, descobre Falcao e com um passe longo isola o colombiano que tenta contornar Rui Nereu, porém acaba por existir um contacto que deixa muitas dúvidas, mas que deu origem a uma grande penalidade assinalada pelo juiz da partida. Radamel Falcao, mais uma vez, falhou e atirou para as nuvens, somando agora 3 penaltys falhados e mostrando que estes lances não são a sua especialidade, acho que a ansiedade é sempre uma barreira dificil de ultrapassar e só os predestinados são capazes de manter a calma perante esta situação.
Quero chamar a atenção para a expressão de Jesualdo, transmitida em directo, depois da falha de Falcao. Foi feio. O treinador do FC Porto olhou para o seu adjunto e criticou a falha do avançado, porém esquece-se que o 9 dos dragões tem sido o nosso ganha pão e caso ele estivesse ao nível dos companheiros nós estariamos bem piores do que o que estamos. Mais uma má imagem de um professor que há muito que está a mais naquele clube.
Em relação à discussão entre José Gomes e André Vilas Boas no intervalo, à entrada do túnel, a mesma aconteceu porque o adjunto do FC Porto interpelou o 4º árbitro chamando, e bem, a atenção dele para o facto do adjunto da Académica estar do outro lado do campo a dar instruções, quando não pode fazê-lo e André Vilas Boas meteu-se ao barulho. Uma coisa sem importância porque dali não resultou nada, mas que importa esclarecer.
Quanto ao FC Porto voltou a copiar as exibições anteriores e continua a apresentar um futebol vergonhoso, desta vez conseguiu os três pontos, mas isso por vezes não é tudo.
Quero chamar a atenção para o facto de Ruben Micael nunca mais ter sido o mesmo depois do jogo de Matosinhos, contra o Leixões, o ombro afecta e muito o rendimento do madeirense e nota-se que ele joga encolhido o que belisca a muita qualidade dele.
O regresso à equipa titular de Cristian Rodriguez mostrou que o nosso número 10 tem uma qualidade que nunca saiu de lá, apenas as lesões o impedem de brilhar, porém acredito que na próxima época vamos ter um Cristian Rodriguez a 100%.
Mariano Gonzalez lesionou-se com gravidade e mesmo sendo um jogador que me irrita profundamente acaba por fazer falta nesta fase, são cada vez mais as ausências, no meio de castigados e lesionados. É tudo a ajudar à festa.
Ver o grupo unido e abraçado no fim do jogo de Coimbra foi bonito, mas já vem tarde, essa união e esse espirito de grupo tem que vir desde a pré-época.
Li hoje que Miguel Lopes e Nuno são já certezas na equipa titular na final da Carlsberg Cup, logo presumo que o Jesualdo não vai dar muita importância ao jogo e por conseguinte ao troféu e nisso eu concordo com ele. Preocupe-se com a Taça de Portugal e em acabar a Liga com o máximo de dignidade possível.

Cumprimentos azuis e brancos.

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23ª Jornada

A última jornada ficou marcada por mais uma vitória com "estrelinha de campeão" do Sp. Braga, pela possibilidade de Augusto Inácio levar a Naval à sua melhor prestação de sempre na Liga e pela luta pela sobrevivência no extremo inferior da tabela.
No Estádio Axa, o Sp. Braga recebia o tranquilo Rio Ave com a possibilidade de igualar o Benfica (à condição) e colocar assim uma maior pressão sobre os pupilos de JJ na sua já por si difícil deslocação à Choupana. Domingos Paciência voltou a alinhar num 4-3-3 com Matheus e Alan nas alas, desta vez com Renteria no centro. Continuo a preferir o Braga em 4-4-2, oscilando com um 4-3-3 em alguns momentos do jogo, com Paulo César ou Renteria mais móveis e Meyong mais posicional na área. É com essa táctica que os arsenalistas têm conseguido as melhores exibições. O início do jogo trouxe grandes dificuldades à equipa da casa, com o Rio Ave a enviar uma bola à trave por Tarantini. Sob pressão, o Sp. Braga voltou a mostrar grande eficácia (e sorte) quando Andrés Madrid (melhor jogador em campo) remata de fora da área numa jogada de insistência de Renteria e a bola trai o guarda-redes Carlos depois de ressaltar num defesa do Rio Ave. Carlos é uma das figuras mais ridículas deste campeonato (faz lembrar Blanka do Street Fighter, para quem de lembra), o que lhe dá também alguma graça. Em termos ofensivos, pouco ou nada mais se viu do Sp. Braga até ao apito final do árbitro. Na segunda parte o Rio Ave manteve a toada atacante, Chidi trouxe velocidade e mais criatividade, Nélson Oliveira entrou muito bem, deu trabalho à defesa contrária, pressionando e tentando levar a bola para a grande área adversária com algumas boas iniciativas pelo lado esquerdo. Contudo, apesar do domínio, na hora de criar perigo o Rio Ave foi practicamente nulo, despejando bolas sem sentido para a grande área contrária, demasiado fáceis para um eixo central defensivo fortíssimo da equipa da casa, com Leone (Rodriguez 55'), Moisés e Madrid. No final valeu então a enorme eficácia bracarense e a completa falta e capacidade vilacondense para criar ocasiões de golo.

Nos restantes jogos, uma merecida referência ao bom trabalho de Augusto Inácio à frente da Naval, desta vez levando de vencida um Leiria que muito tem feito neste campeonato. O Paços de Ferreira venceu com sorte o Marítimo na Mata Real. A primeira parte foi quase totalmente dominada pelos madeirenses com Djalma a falhar uma mão cheia de boas oportunidades. Com a derrota do Guimarães em Alvalade, a luta pela última vaga europeia continua ao rubro.

Na zona dos aflitos, o V.Setúbal venceu no Estádio do Mar por 2-1, com Keita a marcar o seu 7º golo no campeonato, e o Belenenses voltou a vencer 7 meses depois, por 3-1 no Algarve, com um bis de Lima, um bom golo de Barge e mais uma boa exibição do "portista" Castro, coroada também com um golo. Apesar da vitória, o Belenenses mantém-se na última posição da tabela a 6 pontos da linha de água. O Leixões fica agora a 5 pontos da Olhanense e V.Setúbal e terá também muitas dificuldades em assegurar a manutenção.

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Crucial

Num daqueles jogos que valem mais do que os três pontos, o Benfica ganhou à campeão na Madeira e ficou a cinco vitórias do título (desde que ganhe ao Braga por 2-0 ou mais, na próxima jornada, na Luz). Perante um Nacional aguerrido e que se apresentou em 3x5x2, com Edgar na frente e Halliche a entrar para o eixo central, o Benfica soube ultrapassar as dificuldades pese embora sem apresentar o brilho de outros jogos. Uma exibição consistente num dia em que não se podiam perder pontos e em que o Benfica, who else?, garantiu a maior lotação da história da Choupana.

Mesmo com menos de 72 horas de descanso, Jesus preferiu colocar os melhores em campo (apenas R.Amorim substituiu Maxi e Coentrão rendeu Peixoto no onze-tipo). A primeira parte foi relativamente equilibrada, com ascendente encarnado mas sem um caudal que justificasse claramente a vantagem no marcador. Javi - de volta às excelentes exibições - e os centrais garantiram muita posse de bola, mas os criativos (em particular Aimar, desastrado no 1º tempo) não corresponderam e o último passe saiu invariavelmente errado. Nem houve grandes ocasiões.

No 2º tempo, o Benfica, como quase sempre esta época (gostava de ver as palestras do Jesus ao intervalo), voltou bastante forte e passou a jogar decididamente instalado no meio-campo alvinegro. De destacar nesta fase a ligeira melhoria de Aimar mas sobretudo a integração constante de David Luiz no processo ofensivo, criando superioridade numérica várias vezes no meio-campo. Numa dessas incursões, literalmente ganhou um penalty (inexistente) que Cardozo se encarregou de...falhar. 4º falhanço em dez tentativas nesta Liga, o que nitidamente já justifica uma alteração no batedor. Adoro o Óscar, mas neste capítulo já está claramente condicionado pelo medo de falhar.

Foi desesperante ver aquele falhanço mas a reacção foi excelente e dois minutos depois o paraguaio redimiu-se na sequência de excelente abertura de Saviola para R. Amorim, que depois entregou o golo de bandeja ao 7 encarnado. Golo que permitiu uma das imagens da temporada, Jesus e todo o banco - à Mourinho - a correr até à bandeirola para festejarem um dos golos mais importantes e decisivos da época.

Até ao final, o Benfica controlou bem a partida, sem recuar em demasia. Poderia ter acabado com o jogo em contra-ataque, mas até permitiu ao Nacional um cabeceamento perigoso num canto que Quim (que vai em 2º na nossa sondagem dos guarda-redes para o Mundial) salvou muito bem. De registar o facto, notável a todos os títulos, de o SLB ter registado o 14º encontro consecutivo para a Liga sem sofrer golos nas segundas partes. O último a consegui-lo foi Paulo César do Sp. Braga. Mérito de quem sabe:

Este foi um jogo em que a solidez colectiva se sobrepôs às individualidades, mas destacaria o David Luiz, seguido de Luisão, Javi e R. Amorim (que continua em excelente plano onde quer que jogue). E o Quim. Na frente houve mais trabalho que inspiração.

Para 5ª feira, tudo é possível, vai ser um grande jogo. Eu sei que não é - nem deve ser - a prioridade neste momento, mas sei que todos no balneário sonham com a final da Liga Europa. E sobretudo sabem que têm valor para lá chegar. Força!


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Carrega Sporting

O Sporting recebeu e venceu o 5º classificado da Liga Sagres num dos melhores jogos deste campeonato. Tanto o Sporting como o Vit. Guimarães estavam a atravessar um bom momento, e o jogo poderia ajudar a decidir o 4º lugar caso o Sporting ganhasse ou reacender a lutar por ele caso o Vit. Guimarães saísse vitorioso.

No Sporting, João Pereira e Carlos Saleiro voltaram a ser titulares nos lugares de Abel e Bruno Pereirinha, e em boa hora. Já no Vit. Guimarães, houve poucas novidades, a principal foi mesmo a inclusão de Rui Miguel. Paulo Sérgio apresentou-se com um meio campo muito povoado. Moreno foi mais uma vez o trinco, Nuno Assis e João Alves (hoje muito apagado) foram os médios centros, Rui Miguel fechou na direita e Desmarets na esquerda. Roberto esteve muito sózinho na frente de ataque enquanto Paulo Sérgio não mexeu na equipa.

O Sporting, tal como tinha feito nos jogos mais recentes ( FC Porto, Everton e Belenenses) começou o jogo muito pressionante e mais com resultados práticos a surgirem bem cedo. Poucas são as defesas que conseguem responder positivamente a uma pressão tão alta e intensa.

Aos 7', Leandro Grimi, em posição irregular,fez o 1-0 de cabeça após livre com peso,conta e medida de Miguel Veloso. Grimi, que continua a ser o mal amado dos adeptos do Sporting pese embora a sua melhoria de forma (nivelando por baixo claro), continua a ser titular e já é o 2º golo que marca esta época. Não me admirava nada que passasse pela cabeça de Maradona a ideia de uma convocatória para o ex-rossoneri...


Aos 9', Gustavo Lazzaretti, um jogador que gosto bastante (não sou nem empresário nem familiar do GL) mas que hoje esteve francamente mal, decide hesitar à frente de Liedson e, como é óbvio, Liedson roubou-lhe a bola e não perdoou fazendo um golo de belo efeito. Será que os defesas adversários ainda não perceberam que não se pode brincar à frente de Liedson?

Aos 12 ', Carlos Saleiro (CS9) após contornar Nilson finalizou com grande classe uma jogada de ataque do Sporting muito bem conduzida. O árbitro auxiliar anula e mal o lance. Seria o 3-0 em apenas 11' (feito que Juventus conseguiu este Domingo na recepção ao Siena).
Aos 20', Liedson assistiu CS9 na esquerda, o passe saíu curto, mas CS9 forçou o desarme a Gustavo Lazzaretti e foi tranquilamente até à cara de Nilson fazer um chapéu espectacular. Golo de enorme classe do jovem avançado leonino. Quem diz que não há bons pontas-de-lança portugueses, ponha os olhos nesta dupla de convocáveis. Carlos Queiroz viu hoje in loco a exibição do 1º bébé proveta português e terá ficado certamente com água na boca.

Aos 24', após remate de Nuno Assis, parece-me que Polga tocou com o braço dentro da área deixando assim no ar a ideia que terá ficado um penalty por marcar contra o Sporting.

Na 2ª parte, o Vit. Guimarães reagiu bem. De louvar a atitude de Paulo Sérgio, que jogou com três pontas-de-lança puros grande parte da 2ª parte (Marquinho, Roberto e Douglas) e com três médios de características ofensivas (Rui Miguel e Jorge Gonçalves mais tarde, Nuno Assis e Desmarets ) e quase foi recompensado. O Vit. Guimarães marcou de bola parada por Valdomiro aos 67' (o 3º golo deste central que chegou em Janeiro do Trofense) e não fosse Rui Patrício com três grandes defesas (no livre de Andrézinho, numa bicicleta de Douglas e num remate de Desmaretes) quando o resultado estava em 3-1 e o resultado tinha sido outro. Com treinadores como Paulo Sérgio a montarem equipas desta maneira, dá gosto ver futebol!

Na 2ª parte apareceu também a arbitragem habilidosa de Bruno Paixão. Faltas que deram amarelo mal assinaladas,( Tonel sobre Roberto, João Moutinho sobre Nuno Assis), foras mal atribuídos, foras-de-jogo mal tirados, deixou Pedro Mendes fora de campo Pedro Mendes mais de dois minutos quando foi assistido, aquando da substuituição, mandou Miguel Veloso sair a correr e apitou para Rui Patrício despachar-se a repôr a bola em jogo num pontapé de baliza quando este estava a demorar o tempo normal. Podia ter disfarçado melhor a encomenda!

O Sporting ganhou bem perante os 35 mil adeptos (muitas mulheres) que hoje compuseram o Estádio José de Alvalade. Na minha opinião Liedson e Saleiro foram os melhores em campo pelo pressing que fizeram todo o jogo e pelos bonitos golos que marcaram, hoje sob o olhar atento de Carlos Queiroz. O Vit. Guimarães fez pela vida, veio jogar de igual para igual, como fizeram Olhanense e Académica quando vieram a Alvalade. O Vit. Guimarães também se fez acompanhar por numerosos adeptos, que como sempre, comportaram-se como uns selvagens. De lamentar, mas não de estranhar.

Na próxima 5ª feira recebemos o Atlético de Madrid num jogo onde as únicas certezas são as ausências de Grimi e Tonel por castigo. Daniel Carriço não deve recuperar, o que vai fazer com que o Sporting apresente uma defesa totalmente renovada. Embora não concorde, julgo que Carlos Carvalhal vai optar por Pedro Silva (eu queria Miguel Veloso) a lateral-esquerdo e por Caneira para fazer dupla de centrais com o Campeão do Mundo, Anderson Polga. Yannick continua em dúvida para o jogo, mas com esta exibição, Carlos Saleiro deverá manter a titularidade. Matías pode também surgir como uma alternativa viável. O At. Madrid é uma equipa a meu ver acessível, por isso, espero a qualificação!

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Casos da Jornada (22)

Porto - Olhanense

13': Golo de Djalmir em posição regular, ficam dúvidas é sobre se utilizou a mão para marcar, mas as repetições não esclarecem.

19': Remate de Rodríguez, de muito perto, a embater no braço de Tengarrinha, bola na mão e não o inverso.

33': Amarelo por mostrar a Belluschi, depois de entrada dura sobre um adversário.

55': Contacto entre M. Ângelo e Falcao na área do Olhanense, insuficiente para se marcar falta.

68': Penalty por marcar a favor do FCP: carga de Carlos Fernandes sobre R. Micael. Erro de Cosme Machado.

Algures na 2ª parte: Penalty de Bruno Alves ao carregar Djalmir no salto.

Resultado não sofre assim alterações.

Setúbal - Braga

Passou despercebido à generalidade da CS, mas há um penalty por marcar sobre Alan, claramente agarrado por um defesa da casa. No lance sobre Matheus, só no basket dava falta.

O Braga foi assim prejudicado em 2 pontos.

Belenenses - Sporting

21': Corte limpo de Beto sobre Liedson na área azul.

49': Fora-de-jogo mal assinalado a Lima.

60': Tonel sofre falta antes do golo do Levezinho, pelo que, sendo dentro da área, não deveria ter prevalecido a lei da vantagem, havendo lugar a penalty.

64': Golo mal anulado a Moutinho. O capitão leonino estava em jogo.

Vitória indiscutível do SCP.

Benfica - Paços de Ferreira

37': Cartão a Di María por pedir amarelo para adversários. Acho exagerado.

39': Luisão deveria ter levado amarelo logo aqui por uma entrada dura, e não apenas minutos mais tarde.

41': Lance com dúvidas sobre a acção de Maxi na área do SLB. Na repetição vê-se que o uruguaio não mexeu o braço, a bola é que lhe foi embater.

62': Saviola sofre um toque mínimo na área pacense e deixa-se cair. Não há nada e amarelo é bem exibido.

Resultado não sofre alterações.

Classificação Ajustada da Liga:

Benfica 55 pontos
Braga 52 pontos
Porto 46 pontos
Sporting 38 pontos

P.S. Peço desculpa pelo atraso na publicação desta rúbrica semanal.


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Tudo em Aberto

O Sporting trouxe de Madrid um resultado que deixa tudo em aberto para a 2ª mão. Pode-se dizer que o 0-0 é um resultado mais positivo para o Sporting do que para o Atlético Madrid, mas eu não me esqueço do que aconteceu ao Sporting na Taça Uefa 2007/2008. Depois de empatar a 0-0 na primeira mão em Glasgow o Sporting perdeu por 2-0 em casa na 2ª mão diante o Rangers. Já o SuperDepor nas meias-finais da Liga dos Campeões 2003/2004 foi empatar 0-0 ao Dragão na 1ª mão e depois perdeu em casa 1-0 na 2ª mão. O Atlético de Madrid confirmou neste jogo aquilo que eu já tinha dito antes: é uma equipa com dois bons avançados e pouco mais. A defesa é uma anedota. Qualquer um dos quatro defesas vacila e muito quando é pressionado. Quem viu os jogos do Atlético de Madrid contra o FC Porto na Liga dos Campeões dirá certamente o mesmo. Quique também mostrou o porquê de eu ter saudades de o ver no banco de suplentes do Benfica.


Face à lesão de Yannick, Carlos Carvalhal supreendeu ao lançar Bruno Pereirinha como titular. Izmailov apareceu na esquerda em vez de ser na direita. Com a expulsão de Grimi, Carvalhal colocou Miguel Veloso a defesa esquerdo, Izmailov a fechar o meio campo e Liedson bem solto na frente a fazer o que podia. Já na 2ª parte, Carvalhal voltou a mexer na táctica: fez entrar Pedro Silva para defesa esquerdo e subiu Miguel Veloso para o meio-campo.

O resultado acabou por ser ligeiramente positivo para porque jogámos com apenas 10 jogadores desde os 30' por expulsão (exagerada) de Leandro Grimi. Se o 2º amarelo foi muito bem mostrado, o mesmo já não poderemos dizer do 1º, uma falta banal perto da área contrária e aos 8'. Portanto, Grimi levou um amarelo por cada falta que fez. Se isto fosse sempre assim, Javi Garcia levava 7 ou 8 amarelos por jogo.

Até aos 30 minutos, quando o jogo foi onze contra onze, o Sporting foi superior. Esteve muito perto do golo nos instantes iniciais da partida quando Izmailov rematou forte fora-da-área e quando Liedson fez um lindo chapéu após roubar a bola a António López que foi direito à barra da baliza de De Gea. Já era de prever que a defesa colchonera tremesse demais perante a "ratisse" de Liedson.

Após a expulsão de Grimi, o Atlético de Madrid assumiu o jogo, mas também não é mentira dizer que o Atlético nunca conseguiu sufocar o Sporting como poderia e deveria tê-lo feito. O Atlético passou praticamente o jogo todo a jogar "andebol" à entrada da área do Sporting e foram poucas as vezes que criou perigo. Dois remates (um em cada parte) quase sem ângulo de Aguëro e um cabeceamento de Ujfalusi já na segunda-parte foi o máximo que o Atlético de Madrid conseguiu fazer. Enquanto isso, o Sporting limitava-se a sair da sua área com a bola controlada até ao meio-campo para a entregar de novo ao Atlético de Madrid. Liedson batalhou como ninguém sozinho na frente de ataque do Sporting, chegando mesmo a ganhar algumas bolas aos defesas madrilenos e até conseguiu inventar um canto. Não poderia ter feito mais!
Incrível foi também o facto de Quique ter mantido em campo todo o jogo quatro defesas para apenas um avançado. O Atlético de Madrid perdeu uma oportunidade de ouro para pôr um pé nos 1/4 final. Não é todos os dias que se joga contra 10 jogadores durante uma hora e durante 30 minutos um deles até era Pedro Silva. Em Alvalade será certamente diferente, até porque Grimi não vai jogar.

Tonel foi expulso já perto do final do jogo (também) exageradamente por ter empurrado Aguëro. Foi um empurrão perfeitamente normal que Agüero aproveitou para fazer uma fita tipicamente sul-americana. Se alguém agrediu neste lance foi o jovem astro argentino que pisou Tonel. Enfim, Tonel expulso sem ter feito uma única falta durante o jogo.

No Atlético de Madrid, o melhor jogador foi Reyes. Reyes fartou-se de ganhar faltas e bailar na cara dos jogadores leoninos. Sacou vários amarelos, quatro pelo menos: dois a Grimi, um a Miguel Veloso e um a Bruno Pereirinha. Reyes tem belíssimos pés e por vezes chega a ser desconcertante, mas a verdade é que isto não é futebol de salão. Tem que ser muito mais objectivo.

A segunda mão é já na próxima quinta-feira e sinceramente, pelo que vi da 1ª mão e pelo que conheço do Atlético de Madrid e do Sporting acho que temos tudo para seguir em frente. No Domingo o Sporting recebe o Vit. Guimarães que tem vindo a crescer e pode dar um passo muito importante para conquistar o 4º lugar caso vença o jogo.

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Eu acredito, Tu Acreditas, Ele Acredita, Nós Acreditamos, Vós Acreditais, Eles Acreditam

Quando acabou o jogo procurei reconfortar-me com uma atitude mental positiva...
Precisava de ouvir alguém que acreditasse e me fizesse acreditar ainda mais, confrontei benfiquistas que ainda que cautelosos todos me disseram o que queria ouvir, aquilo que nós jogamos apesar de o Marselha ser forte seremos capazes de sair vitoriosos do Velodrome!
O Marselha entrou forte! Deschamps tinha o jogo bem estudado, e notou-se que conhecia bem o futebol do Benfica. Fechou o mais que podia a porção mágica de Di Maria, e fez com que falta-se a ligação entre o meio campo e o ataque. Aimar não conseguiu desenvencilhar-se da armadilha dos gauleses e notou-se bastante a sua falta.
O Marselha pressionou alto e afastou o Benfica nos primeiros minutos da sua área, Lucho perdulário por duas vezes e mandou a bola para fora em claras ocasiões de golo.
Os calafrios eram muitos, jogava-se contra uma equipa a sério capaz de impor respeito perante um entusiástico estádio da luz.
Não menosprezando qualquer uma das equipas que visitaram o Benfica, este Marselha foi o maior desafio esta época, a equipa do antigo capitão francês joga futebol bonito com rápidas transições, e com muito querer.
Notei algum nervosismo da equipa por inicialmente não conseguir implementar o seu jogo, muitos passes falhados, jogadores a ir à “queima” que abriram brechas no sector defensivo encarnado.
Como passar do tempo o Benfica foi melhorando e criando ocasiões de perigo, o Marselha passou a jogar mais no erro e o jogo tornou-se equilibradíssimo e bem disputado. Muitas foram as ocasiões de golo para ambas as equipas e o jogo poderia ter chegado ao intervalo com golos em qualquer uma das balizas.
Na segunda parte esperava-se um Benfica a entrar jogo da mesma forma que terminou a primeira metade, mais posse de bola e tomando conta do jogo, mas a equipa francesa voltou a entrar forte. O nulo teimava em não sair do marcador e as oportunidades claras de golo continuavam a aparecer, o estádio tremeu e o coração apertou num cabeceamento perigosíssimo que Júlio César respondeu com duas excelentes defesas. O empate justificava-se mas pecava pela falta de golos.
“El loco” Carlos Martins entra para o lugar de Aimar e a equipa melhora, minutos depois Di Maria em excelente jogada individual cruza para Cardozo que se atrapalha a ele e aos defesas, Maxi na hora certa e no local certo faz explodir o estádio da luz. O Benfica acabava de ganhar uma importante vantagem na eliminatória.
O Marselha reagiu bem ao golo e foi em busca do prejuízo, Ramires atira uma bola a trave que tinha complicado em muito a vida para a equipa francesa, a bola não entrou e, já em tempo de desconto o jovem promissor Ben Arfa repõe a igualdade no marcador gelando o estádio da luz.

O empate é justo pelo que as duas equipas apresentaram, foi um excelente jogo de futebol entre duas equipas que pelo futebol que apresentaram poderiam muito bem figurar nos oitavos-de-final da champions.
O Benfica chegará a Marselha na próxima quinta-feira com um resultado menos bom, mas que em nada nos impede de sonhar.
É apenas obrigado a marcar, e marcar é algo que felizmente não tem sido difícil para a equipa encarnada. A equipa de Jesus joga melhor tomando conta das despesas do jogo e em busca do golo desde o primeiro minuto, têm sido assim que se tem apresentado em todos os jogos, e será assim que terá de se apresentar em França.
Este é um jogo de 180 minutos em que as equipas ainda estão no ”balneário” e ainda não subiram ao relvado para a segunda metade, o objectivo é igual ao dos outros jogos daquela que é e terá de ser a nossa competição principal até se sagrarmos campeões, marcar e garantir os 3 pontos!
Temos tudo para acreditar, temos tudo para seguir em frente, se não seguirmos ninguém fica mais chateado que eu, mas depois da "travessia no deserto", depois do desânimo dos últimos anos, por tudo aquilo que me deram e mais me irão dar até final do campeonato, por mim sairão de Marselha sempre vitoriosos! Joguem sem medo, e continuem a ter na Alma a chama Imensa!

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Árbitros nomeados

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Repost - Não havia necessidade!!

Pelo que me comprometi com quem lidera este projecto achei por bem fazer um novo post sobre o Arsenal-FC Porto.
O FC Porto deslocou-se a Londres para defrontar o Arsenal, num jogo onde as estatísticas jogavam, em tudo, contra os azuis e brancos.
E se chegou lá uma equipa abatida e desanimada, saiu de lá uma equipa despedaçada e sem forças, segundo me parece, para sair do fundo.
O Arsenal, é sabido por todos, pratica um futebol de outra galáxia. Muitos são os especialistas que consideram o futebol dos gunners, juntamente com o do Barcelona, o melhor futebol do mundo. Mas isso são opiniões e nada contam para além do enriquecimento pessoal de cada um.Importa falar do que se passou no Emirates Stadium e o que se passou foi humilhante para quem tem honra e vergonhoso para quem tem vergonha. Sinceramente já começo a acreditar que alguns jogadores e equipa técnica do FC Porto tenham perdido ambas as qualidades atrás referidas.
O futebol português fica, mais uma vez, com uma mancha horrível na sua história. Depois de vermos, a 25 de Novembro de 1999, o Celta de Vigo ganhar ao Benfica por 7-0, assistimos no ano passado, a 10 de Março de 2009, a uma goleada idêntica à de Vigo, com o Sporting a ser cilindrado pelo Bayern de Munique por 7-1, isto depois de terem sido goleados em Alvalade por 0-5, ontem foi a vez do FC Porto concorrer para este nosso curriculum negro. Admito que pior só mesmo se o jogo tivesse sido no Dragão. Foi um pesadelo sem medidas, mas graças a Deus não foram 7. Do mal o menos.
O adversário pode ser superior, os jogadores deles podem ser os melhores do mundo, os cofres deles podem estar recheados de milhões de euros, tudo isso eles podem ter mais do que nós, podem e têm, mas mais vontade? Isso não. Não há dinheiro que compre a vontade!! Trata-se de brio profissional, vergonha na cara, honra como homens, obrigação por quem lhes paga e respeito por quem sofre por eles. É isto que um profissional de futebol precisa de ter, bem antes de ser craque.
Ontem os jogadores do FC Porto mais pareciam bailarinas assustadas com o barulho das bancadas, encolhidos com os nomes que os adversários levavam nas camisolas. Não se admite quando todos, ou quase todos, eles são internacionais pelos seus países e já têm alguma tarimba na competição em causa.
O amor à camisola perdeu-se e quando assim é tudo fica mais difícil. É isto que o próximo timoneiro da equipa vai ter que trabalhar, para além da já falada limpeza de balneário.
Jesualdo Ferreira, como é seu hábito, inventou e fá-lo sempre que não deve, nem pode. O Professor faz-me lembrar todos os que recebem a carta de despedimento da entidade empregadora e depois limitam-se a ver passar os últimos dois meses, muitos deles optam até pelo famoso atestado médico e Jesualdo deveria pensar nesta última hipótese.
Tomas Costa passou de substituto natural de Fernando a adepto de bancada e Nuno André Coelho, que conta com zero minutos na Liga Sagres e contava com os mesmos minutos na Liga dos Campeões, passou a titular, melhor que isso só colocá-lo numa posição onde ele nunca jogou. Pior não podia fazer o Mister. O jovem central adaptado andou, como era de prever, perdido. Nem foi trinco, nem central, nem nada. Dali apenas saiu o prejudicar de um atleta e de uma equipa, sem necessidade nenhuma.
Cristian Rodriguez que tão bem entrou contra o Olhanense garantiu um lugar no banco e Hulk voltou a uma titularidade por teimosia. O “castigado até um dia destes” mostrou que só os jogos podem dar ritmo e confiança a um atleta com as suas capacidades. Em Londres, como no Dragão, o brasileiro deveria ter começado no banco e entrar, claro, na segunda parte para tentar explodir e surpreender o adversário, mas Jesualdo não viu isso e voltou a prejudicar o jogador e a equipa. O 12 portista andou perdido em campo e mesmo sendo o mais rematador acabou por desaparecer do jogo bem mais cedo do que o necessário e perdeu-se, como era de prever, em jogadas individuais sem qualquer fim prático.
Falando agora de más exibições, que são muitas ou quase todas, tenho que dar ênfase a dois nomes.
Rolando. No primeiro golo consegue perder um lance aéreo com Arshavin, que tem menos 17 centímetros que ele. O facto do russo estar em fora de jogo (o que torna o golo ilegal) não desculpa o central português que abriu, assim, um muro que deveria estar firme até ao minuto 90. Já no segundo golo Rolando divide as culpas com Bruno Alves, porque ambos deixaram Bendtner sozinho a um metro da linha de baliza para que este pudesse empurrar calmamente a bola para lá do risco.
Fucile. Não há palavras que classifiquem de forma correcta a exibição do uruguaio. Foi o pior que vi no nosso defesa direito. No primeiro golo faz um carrinho para tirar a bola de Helton e oferecê-la a Bendtner que só teve que empurrar; no segundo rouba a bola de Clichy e logo de seguida oferece-a a Arshavin que apanha a auto estrada azul para depois oferecer o golo ao abandonado Bendtner; for fim, o 13 portista, para provar o bom entendimento com o avançado dos gunners, decide agarrar Eboue na área e assim cometer o penalty que serviu para o 52 do Arsenal chegar ao hat-trick. Uma nota para este lance: Eboue é puxado por Fucile e cai para a frente, tal como Lisandro caiu quando Yebda lhe pôs a mão no peito, por isso o jogador do Arsenal pode agradecer o facto da Comissão Disciplinar da UEFA não ser a mesma da Liga Sagres, caso contrário falharia os jogos dos quartos de final.
Falando agora das coisas boas. É verdade, elas também existiram no meio daquele teatro de guerra. Helton, Falcao e Cristian Rodriguez foram a água no meio daquele deserto azul e branco.
Helton foi considerado por muitos o melhor em campo, mesmo com 5 golos sofridos no mesmo jogo e só isto já diz muito. O brasileiro fez defesas fantásticas, ao contrário do que costuma fazer nestes jogos, e a culpa dele não existe em nenhum dos golos.
Falcao. Começam a faltar os adjectivos para este senhor. O avançado colombiano mói uma defesa, seja ela qual for. Ontem, enquanto via o jogo, tentava imaginar o que seria um ataque com a dupla Lisandro e Falcao. O 9 dos dragões é incansável, faz quilómetros, vem atrás, vai à frente e tenta de todas as maneiras alvejar a baliza adversária. Aguardo ansioso por um FC Porto sério e com qualidade jogo para ver quantos golos faz Falcao, acho que nessa altura vamos ficar a saber com quantos golos se faz uma bota d’ouro.
Cristian Rodriguez entrou muito bem no jogo, tal como no último do campeonato. Mexeu com a equipa e empurrou o Arsenal para trás. Mostrou bom entendimento com os colegas e gostei de ver a sua condição física, mesmo que apenas por 45 minutos. Foi pena que aquele cabeceamento tenha sido parado por Nasri, o 2-1 mudaria o jogo, acredito eu, ou talvez não. Pouco importa.
É importante lembrar que o FC Porto dominou o jogo e empurrou o adversário para a sua área do minuto 45 ao minuto 63 quando sofreu o terceiro golo, sem merecer, naquele bailado do francês Nasri. Já agora, digo-vos que foi o golo que mais me enervou. Foi ver o baixinho do Arsenal entrar por ali adentro como quis e lhe apeteceu e notarmos que tinha três jogadores do FC Porto a apreciar, só isso, o trabalho dele. Não houve uma alma caridosa a meter o pé à bola. Irritante.
Queria também lamentar o nosso banco, que mais parece falido, tão fracas são as opções. Quando uma equipa recorre a Guarin e Mariano (como sempre) mostra que está curta de plantel e fraca de qualidade.
Quanto ao jogo é tudo.
Alguns adeptos do FC Porto esperaram e insultaram a equipa aquando da sua chegada ao aeroporto Sá Carneiro. Gostei de ler essa noticia, é preciso acordar quem dorme demais. A justiça dos adeptos fez-se notar quando Falcao passou e não mereceu mais do que elogios.
Eu sou portista de sempre e para sempre. Nas horas boas estou lá, mas nas más eu não me escondo. Não sou o adepto só de vitórias, como há muitos por aí, que até nem ligam muito à bola, mas só quando corre mal, porque quando corre bem eles parecem vulcões adormecidos a entrar em actividade. Isso é feio, esses não valem nada. Fazem-me lembrar os amigos de ocasião, que só aparecem quando dá jeito.
Neste momento estamos fora da Liga dos Campeões e fora do campeonato, ou melhor, dentro mas só matematicamente. A Taça de Portugal é o grande objectivo e espero que o FC Porto não deixe escapar esse troféu, pois ele permite-nos atingir um novo patamar no nosso longo palmarés. A Taça da Liga, infelizmente, vai ser mais um confronto de adeptos do que de duas equipas que querem vencer a Taça da Bejeca e ainda estou para ver com que equipa se vai apresentar Jesualdo. Eu por mim nem se apresentavam, é uma taça criada por alguém que não nos merece respeito, mas é óbvio que o FC Porto, A ou B, vai lá aparecer para tentar vencer. Já agora, quem quiser ir ver o jogo, com saída do Porto, paga 15€ com direito a bilhete e viagem, isto pela claque, quanto aos restantes preços não estou por dentro.
Aproveito este meu espaço para elogiar a nossa imprensa, se por vezes a critico, hoje elogio-a. A Bola e o Record mantiveram o mesmo diapasão e continuaram a ignorar o FC Porto, mesmo goleado. Achei estranho, até porque ontem muitos dos que compram esses jornais vibraram, ingleses adaptados, vibraram com a vitória do Arsenal como se fosse a do clube deles, eles mereciam capas melhores, ensanguentadas com o massacre sofrido pelos dragões.

Dei-me ao cuidado de vos trazer algumas provas do que vale um desses jornais. O Record é, como o próprio nome indica, um recordista, no caso, de capas inventadas, por eles sonhadas ou talvez por coisas que eles gostavam que acontecessem. Desde ser certo que Robinho (sim, o da selecção brasileira) era jogador do Benfica; passando pelo contrato de 5 anos de Lisandro Lopez com o Benfica; garantindo que Maxi Lopes ia também para o clube da Luz (foi para o Barcelona) e tinha um contrato válido por 5 anos e meio; o Falcao, sim o nosso Falcao, estava já a caminho do Benfica, isto pelas mãos do Record e nos sonhos mais cor de rosa de quem por lá escreve; os encarnados, defendia o jornaleco, tinham já contactado Laudrup e Zico, afinal acabaram por não vir; os da Luz tinham também um acordo com Andres Madrid; e para fim de exemplos da macacada, Berardo seria o novo dono do SLB, isto com a capa SLBerardo e transformando, em quatro passos, a cara de Vieira na de Berardo. São ridículos e vão morrer assim.

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Nota: Depois de ver tanta discussão na caixa de comentários, achei por bem esclarecer-vos. Em relação aos 7-0 de Vigo e aos 7-1 de Munique, apenas os usei como exemplos de vergonhas do nosso futebol, assim como estes 5-0 de Londres. Nada mais. Quando ao lance do penalty, quando referi Lisandro e Yebda, apenas critiquei a Comissão Disciplinar, não o Benfica, como não teria lógica, visto que o Benfica não interferiu em nada. Por fim, em relação às "falsas" capas do Record, garanto-vos que o nome do Benfica surge sem qualquer intenção minha de ligar o clube ao jornal, até porque não os vejo como aliados, nem nada parecido. Apenas quis retratar a veracidade, ou falta dela, com que este jornal se apresenta. Como último exemplo temos André Vilas Boas a desmentir qualquer ligação com o Sporting, quando o Record garante que já está tudo acertado. Assim sendo, é garantido que da minha parte não houve qualquer intenção de atacar o Benfica, apenas os referi por necessidade óbvia, como também referi o Sporting.


Cumprimentos azuis e brancos.

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22ª Jornada

Pobreza Franciscana
Foi jogada este fim de semana mais uma jornada da Liga Sagres rumo ao final da mesma. Foi uma jornada peculiar pois nos jogos que me cabem aqui analisar o resultado mais comum foi o empate 0-0, resultado que se verificou em três jogos. Sendo assim só no primeiro e ultimo jogos, U.Leiria-Leixões e V.Guimarães-Nacional é que foram marcados golos. Pobre, muito pobre.

Começando por cima, o Sp.Braga deslocava-se ao Estádio do Bonfim na segunda posição com um ponto de desvantagem em relação ao SL Benfica. Mais uma vez o V.Setúbal mostrou que, apesar de estar na luta pela manutenção, quer ter uma palavra a dizer na decisão deste campeonato, e depois de ter tirado dois pontos ao Benfica, repetiu a graça com os bracarenses. Sem Vandinho (suspenso) e com Olberdam lesionado, Domingos Paciência colocou Andrés Madrid (bom vê-lo de regresso) no vértice mais recuado do meio-campo, apostando também num meio-campo mais reforçado, com Hugo Viana e Luis Aguiar a municiarem o trio atacante onde jogaram Mossoró (fez de Paulo César), Alan e Meyong. O V.Setúbal utilizou a dupla mais alta de centrais da Liga Sagres, o experiente Ricardo Silva e o jovem formado no Olival André Pinto. O jogo foi equilibrado, mas foi a equipa de Setúbal que mais fez por ganhar. Com o resultado final de 0-0, o Sp. Braga deixa fugir o líder e o Vitória consegue mais um importante ponto que lhe vai deixando respirar melhor na luta pela manutenção.

Na Cidade Berço, o V.Guimarães recebia o Nacional num jogo possivelmente determinante na luta pela Europa. Mais uma exibição de nível dos viamaranenses que, com Lazaretti e Valdomiro sólidos no eixo defensivo, voltaram a jogar com o capitão Moreno a trinco, possibilitando um maior atrevimento a Nuno Assis, Rui Miguel, Desmarets e Andrezinho. A vitória caseira por 2-0 não foi mais do que justa sobre um Nacional que este ano não deve aspirar a mais do que a metade superior da tabela. Os golos foram marcados por Roberto, que voltou a facturar 3 meses depois do seu último golo, e Desmarets, depois de mais um momento de puro génio de Nuno Assis. Talvez ainda em êxtase por este grande momento de futebol e pela 3ª vitória consecutiva, no fim do jogo Paulo Sérgio deixou um recado a Carlos Queiroz, " Será pecado Nuno Assis falhar Mundial". Se assim acontecesse, a nossa selecção não estaria certamente mal entregue no capítulo criativo.

A abrir a jornada, a U.Leiria defrontava o aflito Leixões no Dr. Magalhães Pessoa. Apesar de teoricamente favorita, a equipa do Lis só garantiu a vitória aos 82' com Carlão a regressar aos golos. Na vitória caseira por 2-1 marcaram também Marco Soares de grande penalidade e o veterano pontapé canhão Zé Manuel. A União mantém a esperança da qualificação europeia, ultrapassando Paços de Ferreira e Nacional da Madeira e o Leixões perde mais um ponto em relação a V.Setúbal e Olhanense.

Nos outros jogos, Rio Ave-Naval 1º Maio e Marítimo-Académica, empares a zero, jogos sem história. Estas 4 equipas ocupam agora os lugares da tabela entre o 9º e 12º e o maior objectivo a atingir, para todas elas, será a metade superior da tabela. A Europa, um dia muito próxima, vai fugindo com o bom momento do Sporting.

Foi, como vimos, uma jornada de poucos golos e pouco futebol, deixando cada vez mais evidente a descida eminente de dois dos mais míticos emblemas de Portugal, o Belenenses e o Leixões.

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Não havia necessidade!!

Escrevi um post enorme e apagou-se. Não consigo voltar a escrevê-lo.
Procurem no Google, lá descobrem tudo.
Hoje lembrei-me de Vigo. Foi mau de mais.

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