Roubo de Igreja



Depois de já ter sido prejudicado na primeira e segunda jornadas, a deslocação a Guimarães do SLB revelou-se o exemplo mais flagrante da tentativa de arredar o actual campeão, o mais cedo possível, da luta pelo título. Foram lances a mais, entre penalties por assinalar, foras-de-jogo mal marcados, e um inexplicável critério de atribuição de amarelos num jogo que não foi violento - bem pelo contrário -, para que a tese de "erro humano" possa vingar. Até porque estamos a falar, supostamente, do melhor árbitro português, presente no Mundial da África do Sul, e que ainda esta semana, curiosamente ou talvez não, fôra por isso homenageado pela AF...Porto. Dir-me-ão que há erros próprios do SLB, que as arbitragens não explicam tudo, que a equipa está mais fraca, que o ano passado passávamos por cima dos erros, etc. Sem dúvida - e lá iremos! -, mas uma equipa não tem que ser, nem pode, ser sempre muito melhor que os outros; quando a um bom adversário se junta um artista destes...

Vinda de uma moralizadora vitória em casa, sobretudo pelas circunstâncias que a envolveram, o Benfica apresentava-se na cidade-berço com o esquema habitual, destacando-se a entrada de Carlos Martins para o lado direito, na ausência de Salvio. Do outro lado, o novo Vitória de Manuel Machado apresentou-se com a forma e atitude prometidas, uma equipa bastante ofensiva que juntava João Ribeiro a uma dupla de ataque com o novo craque Marcelo Toscano e o ponta-de-lança Edgar. E desde cedo o Vitória mostrou estar ali para ganhar o jogo. Foi um quarto-de-hora inicial muito bem disputado, nos dois meio-campos, sendo que desde cedo se percebeu que a equipa de Jesus ia ter dificuldades no centro do terreno, com Javi a ser o único centro-campista que defendia os contra-ataques adversários...e foi num lance desses, gizado pelo talento de João Ribeiro e finalizado superiormente por Edgar, que os vimaranenses se adiantaram.

Mais uma vez, o Benfica entrava a perder, mas desta vez reagiu à campeão, indo para cima do adversário; num bom período da equipa encarnada, com Gaitán e Coentrão bastante activos, Saviola chegou à igualdade merecida, já depois de o próprio Conejo se ter isolado num lance perigoso e anulado incrivelmente pelo auxiliar. Destaque também, nesta fase, para a acção de Carlos Martins, sempre em jogo, a testar o pontapé de longe e organizar o jogo (foi dele o passe que isolou Saviola no tal lance), para além de procurar ajudar mais nas transições defensivas (num desses lances, vê o amarelo depois de...cortar a bola). Tal como Javi o viu por falar - educadamente - com o auxiliar, David Luiz por uma falta que não fez e Luisão por pedir a expulsão de Alex num lance em que este atingiu perigosamente Coentrão. Uma das imagens de marca da equipa encarnada era, no ano passado, a pressão constante sobre o portador da bola; é verdade que falta alguém, Ramires, que era fulcral para ajudar Javi nessa função, mas se adicionalmente se amarela toda a zona recuada desde cedo sem justificação, mais impossível se torna exercer essa pressão.


Na segunda metade, a toada não se alterou no primeiro quarto de hora, fase em que o Benfica dominou, conseguiu aproximar-se com perigo da área do Vitória - é no entanto notório que está a faltar o golpe final, seja as combinações Aimar-Saviola, seja os desequilíbrios do Di María e cruzamentos mortíferos para Cardozo...Mas mais uma vez, lances capitais prejudicaram o Benfica nesta fase. Isso...e duas decisões de Jesus que, a posteriori, se vê claramente terem falhado: em primeiro lugar, a saída de Gaitán (acredito que estivesse tocado, senão não creio que o JJ o tivesse tirado), que estava, apesar de tudo, a ser a maior fonte de perigo, entrando Peixoto que não conseguiu imprimir o mesmo ritmo; depois, a saída de Carlos Martins e entrada de Jara, arriscando o 4x3x3 para chegar à vitória. Nesta última, não é a decisão táctica que critico, já que queríamos ganhar o jogo, mas creio que devia ter saído Aimar, muito desgastado, e não um inspirado Carlos Martins. Sinceramente, com a saída de Ramires e quando Ruben Amorim também não está no meio-campo, creio que é um suicídio não ter o Martins, já que é o único dos médios ofensivos que tem pulmão e noções defensivas.

A juntar a estas alterações, que acabaram por "matar" o ascendente encarnado, o Vitória continuava ambicioso, sem se remeter demasiado à defesa. Mexeu bem Manuel Machado, e, já depois de alguns lances a que Roberto se opôs bem, em mais um lance de contra-ataque (desta feita, uma perda de bola de Peixoto no ataque...) chegou a equipa da casa ao golo: centro perfeito de Bruno Teles (grande jogo!) e cabeçada do quase-proscrito-agora-reintegrado Rui Miguel. Um tento quase no término da partida, a que o Benfica já não conseguiu reagir.

No final do jogo, reagiram a meu ver bem os responsáveis benfiquistas, falando também de mais um apedrejamento do autocarro à passagem pela cidade do Porto...a equipa e o treinador têm que ser muito fortes para ultrapassar todas estas adversidades e focarem-se no essencial, eles próprios. E trabalharem muito para aperfeiçoar, como faziam o ano passado, os erros de jogo para jogo. Este ano vão ter é que trabalhar ainda mais, sobretudo no meio-campo. Tudo parece muito difícil e o primeiro lugar distante, mas se há coisa que os adeptos não vão tolerar é desistências. De resto, continuam a ter todo o apoio. São os mesmos que nos deram grandes alegrias o ano passado.

Parabéns ao Vitória, que fez um excelente jogo e não tem culpa de ter sido beneficiado pelo Benquerença...Se serve de alguma consolação, fico contente por ver um clube que sempre admirei (pela maneira como lá se vive o futebol e pela paixão pelo clube dos seus adeptos), e que além disso tem como se sabe relações privilegiadas com o SLB - por contraponto à proximidade FCP-Braga -, estar nos primeiros lugares e surgir forte esta época.

Por fim, gostava de dizer que a minha revolta por estes roubos não me impede de reconhecer que o FCP, actual líder da Liga, se apresenta neste momento muito forte e consistente. No jogo de ontem frente ao Braga, tiro o chapéu à força mental e vontade insaciável de vencer demonstradas, mesmo estando a perder por duas ocasiões perante um adversário que se limitou a chutar duas vezes de longe e fazer dois golos (gostava nesse sentido de perceber também onde é que a crítica viu ontem um "grande Braga"...). Além de que contam neste momento com um extraterrestre...Hulk está um fenómeno e cada vez mais adulto e decisivo. Faz-me saltar do sofá. Notável o trabalho de Villas-Boas, com ele e não só. Agora, quero é que o meu Benfica tenha também condições para lutar livremente contra os adversários (nomeadamente o melhor deles), o Porto pode estar actualmente mais forte mas a verdade é que a diferença de 9 pontos é um escândalo face ao que se passou nos vários jogos. A partir daqui, esperemos que a isenção impere.

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Golo da Semana

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Fantasy Football Uefa Champions League


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Gostaria também de relembrar que esta é a 2ª edição da Liga do Settore Offensivo sendo que a 1ª foi ganha pelo Mister Pedro Ferreira e Silva ao comando do Gasga Petrodólares com 671 pontos.

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Casos da Jornada 2010/2011 - 3ª Jornada

Benfica-Setúbal

24': Penalty bem assinalado contra o SLB por falta de Júlio César sobre Zeca. Expulsão indiscutível, também.

Resultado correcto.

Braga-Marítimo

78': Grande penalidade por assinalar a favor dos madeirenses por falta de Rodríguez já dentro da área. Erro grave de Duarte Gomes, que assinalou apenas livre por considerar que foi fora.

90+4': Golo bem anulado a Baba, por fora-de-jogo.

Uma vez que o penalty por marcar vale apenas 0,75 de um golo, a vitória do Braga acaba por se manter.

Rio Ave-Porto

22': Golo irregular do Porto; não creio que Falcao, aquando do remate de Hulk, tenha feito falta sobre o guarda-redes, a bola já tinha passado pelo guardião e só depois se dá o contacto, mas no cruzamento para Hulk, aí sim, há carga clara do colombiano sobre o defesa que saltava com ele. Jorge Sousa, que o ano passado viu tão bem a falta de Cardozo, com muitos mais jogadores na zona do lance, em Braga (no lance do golo anulado a Luisão), desta vez não descortinou uma infracção semelhante.

37': Penalty por assinalar sobre Tarantini.

Apesar dos erros, atribui-se assim, dada a pontuação de 0,75 do penalty por marcar e dado que ficou 2-0, a vitória ao FCP.

Naval-Sporting

41': Golo irregular de Liedson, já que o Levezinho beneficiou de uma posição irregular no lance do primeiro tento leonino.

60': Penalty mal assinalado a favor do SCP, dando origem a mais um tento. Lupede desvia primeiro a bola e só depois se dá o contacto, natural, com Liedson.

O resultado de 1-3 deveria assim ter sido um empate.

Classificação Ajustada da Liga

FCP - 9 pontos
Braga - 7 pontos
Sporting - 4 pontos
Benfica - 3 pontos

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Portugal e o Futuro

Sempre fui um defensor de Carlos Queiroz como Seleccionador Nacional. Depois de 6 anos em que Scolari se fez rodear de um grupo restrito de jogadores, a tão mediatizada "família Scolari", o estado de podridão e pobreza em que foi deixada a formação a nível de Selecções, goste-se ou não de Felipão, obrigava a mudanças e a uma re-estruturação drástica. Precisava-se de alguém conhecedor da "casa" e com créditos firmados na importante (e em Portugal extremamente problemática) fase de transição de um jogador de futebol de júnior para sénior, para o futebol "a sério". E para tal tarefa, penso eu, ninguém melhor que o Prof. Queiroz, bi-campeão mundial sub-20 e campeão europeu de sub-17. É nessa perspectiva que compreendo o contracto de 4 anos que foi celebrado entre Federação e técnico. Eram necessários tempo (provavelmente nem 4 anos seriam suficientes) e condições para re-organizar a estrutura da formação, de forma a suavizar o processo de transição para a Selecção AA.

Sejamos claros. O (relativo) sucesso que Portugal teve em Europeus e Mundiais na primeira década do Século XXI não se deve a Scolari, António Oliveira ou Gilberto Madaíl. Deve-se sim a uma geração única no nosso futebol, que nos deu a conhecer génios e, acima de tudo homens, como João Vieira Pinto, Rui Costa, Luís Figo, Vítor Baía, Fernando Couto, Jorge Costa, Sérgio Conceição, Paulo Sousa, Nuno Gomes, Pauleta, Jorge Andrade, entre outros. Uma geração que mais tarde foi complementada pelo Super-Porto de Mourinho (que considero ter mais mérito no segundo lugar de Portugal no Euro 2004 do que o Seleccionador brasileiro), com Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Maniche e Deco, aos quais se juntou ainda Cristiano Ronaldo. Porém, agora, tudo isto (quase tudo) acabou. Resta uma mescla de jogadores que apesar de se terem destacado a nível de clubes, viveram muitos anos na sombra da "família Scolari". À maioria não lhes falta qualidade, falta cultura de Selecção e experiência internacional.


Foi neste contexto, de uma transição difícil mas urgentemente necessária, que se jogaram a Fase de Apuramento e a Fase Final do Mundial da África do Sul. Portugal não deslumbrou, é verdade, mas na minha opinião é falso, é irrealista, dizer-se que os objectivos mínimos não foram cumpridos. Como diz Mourinho "No eggs, no omlets!". Faltou certamente garra e audácia, como faltou também uma estrutura federativa competente e bem organizada, capaz de fechar o grupo de jogadores do assédio por parte da comunicação social. Foi nessa vulnerabilidade que começou o processo de linchamento público do qual Carlos Queiroz tem sido vítima. Foi também através da comunicação social que o maior responsável por todo este processo, o Secretário de Estado Laurentino Dias, se começou a intrometer nos assuntos da Selecção, mandando os jogadores "falarem menos e jogarem mais".


Após o afastamento de Portugal do Mundial e com o vasto número de declarações infelizes de jogadores, responsáveis e equipa técnica, a comunicação social iniciou um ataque cerrado ao Seleccionador. Vendo-se pressionado pela opinião pública, Laurentino Dias decidiu que era politicamente necessário afastar a equipa técnica, encabeçada por Carlos Queiroz. Não havendo razões de mérito desportivo para o fazer, desenterrou-se então o incidente com o ADop, onde se transformou um insulto numa grave tentativa de bloquear um controlo anti-dopagem. Onde estavam estes moralistas quando Scolari tentou agredir Dragutinovic em pleno relvado? Alguém tem dúvidas que se Portugal tivesse atingido as Meias-Finais ou a Final do Mundial não se tinha desenterrado a "c*** da mãe do Luís Horta" do baú? O resto do processo é do conhecimento público e sobre isso não me vou alongar mais.


Resta agora olhar para o futuro após a mais que provável saída de Queiroz, a qual deverá ser anunciada na reunião de hoje (quinta-feira) dos mais altos quadros federativos. O que acontecerá aos verdadeiros responsáveis pelo estado amorfo em que o futebol português se encontra? Nada! Laurentino Dias continuará no seu cadeirão pronto a apontar o dedo sempre que se levantar uma onda negativa na opinião pública em relação ao futebol e Gilberto Madaíl, que demonstrou, uma vez mais, não estar disponível para defender os interesses do futebol português, vai-se continuar a perpetuar no topo da estrutura federativa, tal como Amândio de Carvalho, por muitos considerado como o maior responsável pelo "Caso Saltillo".


A única mudança resumir-se-á então à ponta do iceberg, o lugar de Seleccionador Nacional. Olhando para as hipóteses possíveis, vislumbram-se poucas alternativas viáveis. Em cima da mesa, segundo a imprensa, estão alguns técnicos estrangeiros de créditos provados, com Luis Aragonés e Javier Aguirre à cabeça, sendo que Paulo Bento também vem sendo falado. Espero que nem uns nem outro. Os primeiros (sobre quem severá recaír a escolha) porque não são portugueses, algo que deveria ser condição necessária para se sentar no banco de suplentes. O segundo porque é mau treinador. Na maneira como olho para este problema, penso que a escolha deveria recaír sobre alguém que, tal como Queiroz, conheça o futebol português desde as bases e que tenha a tal "cultura de Selecção". Jesualdo Ferreira (não gosto do estilo, mas reconheço-lhe mérito) seria uma escolha óbvia e, para mim, a mais acertada. Conhece a "casa", onde trabalhou durante muitos anos, está numa fase madura da carreira e identifica-se com o esquema táctico primordialmente utilizado pela Selecção, o 4-3-3, que tão bem soube trabalhar no FC Porto. No entanto, o contrato recentemente assinado com o Málaga, iria provavelmente inviabilizar esta escolha. Além de Jesualdo, não encontro nenhum treinador português experiente que preencha os requisitos necessários para ser Seleccionador (Manuel Cajuda e Manuel José não me parecem boas opções). Porque não então apostar em alguém mais novo, alguém conhecedor do futebol moderno? Paulo Sousa vem fazendo um trabalho interessante em Inglaterra e passou pelas várias etapas da formação até se formar como um grande jogador nos AA's. Conhece a "casa" e tem, como poucos, "cultura de Selecção". Não seria certamente uma escolha consensual e não estará nesta altura nos planos da Federação, mas se há momento para arriscar, é agora, quando nada pode correr pior do que já está. Portugal não tem nada a perder.


No entanto, infelizmente, o escolhido vai muito provavelmente ser estrangeiro. Quem quer que seja vai encontrar uma Selecção triste, amorfa e desmotivada. Porém, encontrará também uma Selecção onde começam a aparecer soluções para os lugares habitualmente vistos como problemáticos. Na baliza, e apesar dos recentes erros, há Eduardo (não podemos esquecer o fantástico Mundial que "adormeceu" dois meses o "fantasma" que existe na baliza portuguesa), sendo que Daniel Fernandes e Rui Patrício, com tempo, também lá poderão chegar; nas laterais surgem opções de futuro, mas que já dão garantias no imediato, Coentrão e Sílvio; No meio-campo, Meireles e Tiago ganharam maturidade e experiência internacional, são opções válidas. Manuel Fernandes necessitará de maior regularidade e utilização para atingir os patamares desejados. Veloso e Amorim oferecem confiança e polivalência. Hugo Almeida (muito criticado ao início), é agora um jogador importante na manobra ofensiva da Selecção. Quaresma parece ressuscitado, Varela e Danny são boas opções, Nani tem muito para oferecer à Selecção. Resta encontrar um verdadeiro líder dentro de campo (Bruno Alves?) e enquadrar Cristiano Ronaldo neste necessário que, em termos de recursos humanos, me parece bem mais favorável do que aquele que existia há dois anos. Portugal tem tudo para dar certo. Falta, no entanto, uma estrutura federativa que crie as condições necessárias ao sucesso da equipa, e isso, infelizmente, parece que ainda vai demorar muito tempo a acontecer...

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Golo da Semana

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Arquivo Offensivo

6 de Junho de 2001, estádio José de Alvalade. Perante 34500 espectadores, Portugal continuou o seu objectivo de qualificação rumo ao Mundial 2002, batendo o Chipre por 6-0. Pedro Barbosa, João Pinto e Pauleta bisaram, mantendo Portugal no encalço da República da Irlanda e com vantagem sobre a Holanda.

Uma bela exibição da geração de ouro para recordar (2ª parte do desafio), apesar da ausência de Figo e Fernando Couto.


Portugal 6 vs 0 Chipre - 2001
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Na Figueira Manda a Tradição

Foi à 3ª jornada que vimos o melhor Sporting desta nova época. Para a maioria das equipas portuguesas jogar na Figueira da Foz é sempre complicado, mas parece que para o Sporting não é. Foi a sétima vitória em outras tantas deslocações e o Sporting já é 3º classificado com apenas FC Porto e Sp.Braga pela frente.

Paulo Sérgio, lançou a dupla chilena – Matías e Valdés – como titulares e manteve a aposta em Abel na lateral direita apesar da convocatória do novo menino-bonito de Alvalade, João Pereira. Foi sem surpresa que Vukcevic e Hélder Postiga voltaram ao banco de suplentes.

O Sporting começou o jogo num 4-2-3-1 com Yannick a extremo-esquerdo, Valdés sobre a direita e Matias como nº10. Também não foram poucas as vezes que Yannick surgiu a fazer companhia a Liedson na frente de ataque, tal como não foram poucas as vezes que vimos Valdés em terrenos mais interiores, dando assim a ideia de um 4-4-2 losango.

Do lado da Naval, as minhas atenções recaíram sobre a titularidade de Hugo Machado, um antigo nº10 da equipa de B leonina que chegou a fazer e
a pré-temporada com Fernando Santos em 2003/2004. Também estava curioso para saber como se iria comportar o João Pedro, campeão europeu sub-17 em 2003.

O Sporting imprimiu um ritmo muito forte no início do jogo fazendo prever o golo a qualquer momento e logo aos 2’ já Liedson estava a disparar à baliza do francês Salin.

A Naval apresentava muitas dificuldades em sair com a bola controlada do seu meio-campo defensivo. Era sem surpresa que o Sporting rematava a “torto e a direito”. Valdés aos 4’, Evaldo aos 6’, Liedson aos 8’ por aí adiante…um massacre!

Aos 14’, após boa jogada individual de Valdés do lado direito, Yannick acerta na barra com um excelente cabeceamento. Na recarga Liedson falhou o golo iminente, mas o árbitro já tinha interrompido a partida por fora de jogo.

Foi sem surpresa que o Sporting chegou ao golo aos 39’. Matias viu muito bem Abel a entrar pela área e fez um passe de morte, o lateral domina mal a bola (como é costume) e remata (terá sido um passe?) para Liedson que resolve de calcanhar. Foi o primeiro golo de Liedson esta época, ele que estava a demorar a marcar.

Aos 43’ Matias quase marcou o golo da noite com um forte disparo de longe, Salin (bom guarda-redes ex Tours) defendeu para canto!

Na 2ª parte o Sporting baixou o ritmo e foi aí que entrou em acção Lupède, o jovem defesa francês da Naval parecia não querer deixar o Sporting sair da Figueira sem marcar mais uns golos.

Aos 58’ Lupéde travou em falta Liedson dentro da área e Elmano Santos assinalou penalty. Matias (que nunca falhou um penalty na sua carreira) não deu qualquer hipótese e voltou a marcar neste campeonato.

Aos 70’, Lupéde (quem mais haveria de ser?) isolou Yannick com uma assistência “à Secretário” e este não descurou a oportunidade. Segundo golo de Yannick esta época. Parece compensar as exibições paupérrimas com golos, já não é mau!

Aos 75’, João Pedro reduziu para 1-3 através dum lance confuso em que os jogadores leoninos não conseguiram aliviar a bola da área.

Ao 79’ Valdés esteve muito perto de marcar um golaço “à Dembelé” mas faltou-lhe discernimento na hora de rematar de pé esquerdo!

Aos 90’+4, novo brinde de Lupéde para Yannick, só que desta vez Yannick achou que poderia dar-se ao luxo de oferecer o golo a Saleiro. Achou mal!

O Sporting venceu com justiça na Figueira apresentando o seu melhor futebol desta época. Deixo a análise dos lances polémicos (ainda são alguns) para a rubrica semanal do Pedro Veloso.

No Sporting destaque para:

Valdés: não é nenhum extremo virtuoso como Quaresma ou Nani, mas não perde uma bola estupidamente, parece-me ser um jogador inteligente.
Dupla de centrais: Nuno André Coelho atravessa um bom momento de forma que culminou com a chamada à Selecção AA (precipitada na minha opinião) e Daniel Carriço tem-se revelado um líder (nenhuma surpresa) neste início de época.
Liedson: já não tem a genica de outros tempos mas mesmo assim dá trabalho a qualquer defesa.

Yannick: goste-se ou não (eu tenho dias), Yannick tem sido decisivo com as suas correrias desenfreadas. É com agrado que o vejo de volta à Selecção Nacional dois anos depois (vendo bem só temos Nani, Danny e Quaresma melhores que ele de entre os extremos desiquilibradores que poderiam ser convocados)

Na Naval destaque para:

Lupède pela negativa por todos os disparates que andou a fazer em campo.

Godomèche: o verdadeiro pulmão do meio-campo da equipa da Naval, também ele um líder!
João Pedro: o ex Sp.Braga deu boas indicações neste jogo, revelando uma excelente técnica com ambos os pés.

Na próxima jornada o Sporting tem tudo para subir na tabela classificativa uma vez que o Sp.Braga (2º) vai ao Dragão (1º) e o Sporting recebe o Olhanense num jogo que tem que ganhar obrigatoriamente!

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Milan! Milan! Milan!

Como miúdo que começou a ver futebol no início dos anos 90, há certos clubes que ganharam uma aura especial no meu imaginário de adepto. Manchester Utd, Bayern, Real Madrid...mas em especial o todo-poderoso Milan de Capello (já não me lembro dos anos de Sacchi, ao que dizem ainda mais brilhantes, como naquele ano de 1990 em que pela 5ª vez o Benfica perdeu, nesse ano às custas da formação rossonera, uma final da Taça dos Campeões Europeus).

Era uma máquina, assente numa das melhores defesas de sempre (Tassoti, Costacurta, e sobretudo os eternos Baresi e Maldini), e na classe dos executantes que tinha na frente: numa primeira fase o trio holandês Rijkaard, Gullit e Van Basten, depois artistas como Savicevic, Boban e Donadoni. Um jogo, em particular, marcou o meu fascínio pelo Milan, um gigante sete vezes campeão europeu: a final de 1994 da Champions, numa Atenas a escaldar, em que literalmente humilharam o mágico Barça treinado por Cruijff. Uma goleada que anos mais tarde levaria José Mourinho, numa das múltiplas guerras de palavras com o holandês, a dizer que "não quero que ele me ensine a perder uma final da Champions por 4-0".


Durante esta década, sobretudo com Ancellotti, voltámos a ver um Milan competente a nível europeu, mas a verdade é que internamente a equipa tem sido cada vez mais ridícula nos últimos anos, acumulando fracassos atrás de fracassos. Um pouco como o Liverpool em Inglaterra. Ora vem tudo isto a propósito do aparente renascimento de um Milan forte. Não só pelas recentes contratações de Robinho e Ibrahimovic, mas sobretudo pelos excelentes sinais que deram no primeiro jogo, esmagando o Lecce numa partida em que aqueles dois craques ainda não estavam presentes.

Sob o comando do novo técnico Massimiliano Allegri, jovem técnico de 43 anos vindo do Cagliari, parece a equipa ter recuperado a alegria de jogar e, essencialmente, ter uma filosofia muito mais ofensiva do que no passado. Jogaram, em simultâneo, Pirlo, Seedorf, Pato, Ronaldinho e Borriello (o bomber italiano que hoje seguiu para a Roma), suportados apenas por um médio de características mais defensivas (e que até sabe sair para o ataque, o veterano capitão Ambrosini). Estava farto de ver, nos últimos anos, jogadores limitados (e demasiado velhos) naquela equipa, desde Brocchi a Pancaro, e isso parece estar a mudar, como se vê ao olhar para o plantel. A nível defensivo também se garante muita qualidade com a dupla Nesta-Thiago Silva. Em suma, parece haver ambição e a equipa deu de facto festival neste jogo. Claro que, com a abundância no ataque e egos que não são fáceis, tudo dependerá da mestria do treinador em ir gerindo os recursos. Mas como diria La Palisse, é melhor ter bons ovos do que não os ter.

Para além do mais, há este senhor...voltou o ET. Um espanto chamado Ronaldinho. Deliciem-se. Sim Dunga, você também.


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O Campeão Voltou


À 3ª jornada, finalmente os primeiros pontos na Liga. Bom jogo do Benfica, com períodos consistentes a lembrar o melhor SLB da época transacta (desde a equipa até ao 12º jogador, de um apoio inesgotável), numa partida quase saída de um guião de Hitchcock.

O país fazia apostas para saber qual a decisão de Jesus, e ele tomou aquela que, a meu ver, era a mais acertada. Convocou Roberto mas simplesmente deu a titularidade a Júlio César, isto é, procurou dar tranquilidade à equipa mas sem queimar o portero espanhol deixando-o fora dos convocados. De resto, assinale-se a entrada de Salvio para o flanco direito, apresentando assim o Benfica um onze extremamente ofensivo. Um onze...e uma mentalidade, porque desde os primeiros minutos a equipa procurou marcar cedo, o que seria fundamental para recuperar confiança. O golo chegaria mesmo aos 4', na sequência de um cruzamento perfeito de Gaitán para cabeçada certeira de Cardozo.


Estava feito o mais difícil, até porque o Benfica continuou a jogar bem, lateralizava o jogo com facilidade e, sobretudo, atacava pelos dois flancos e não só pelo esquerdo como nos primeiros jogos. Mas o incrível aconteceu aos 23', com aquele disparate do Maxi que o Júlio César deveria ter resolvido de primeira: penalty e expulsão, olhava para o lado e a maior parte das pessoas ria-se de nervosismo perante aquela situação, do género "Que mais nos irá acontecer?". No entanto, passado o choque inicial os adeptos apoiaram desde logo o Roberto - e quão contente fiquei por essa reacção de todos -, como tinham feito com o Júlio César. Acho que não havia um benfiquista que naquele momento, com a pressão enorme do estádio nos ombros do ódio de estimação Hugo Leal e o enorme apoio ao Roberto, não tivesse a certeza que ele ia dar um pontapé no destino. Sentia-se, não sei porquê, como às vezes alguém está na cara do golo e se sente que vai falhar. Defendeu mesmo o espanhol; qualquer amante de futebol, benfiquista ou não, terá certamente naquele momento pensado que o futebol é de facto um desporto único e incrível nas emoções que nos cria, um jogo que é sempre imprevisível e onde o céu e o inferno se tocam de maneira irresistível.

Naturalmente, foi um lance decisivo; o golo do empate obrigaria o Benfica a tentar chegar à vitória com dez, o que seria muito complicado. Assim, a equipa pôde baixar mais o bloco, tendo-se adaptado muito bem à inferioridade numérica: nunca permitimos oportunidades ao adversário (Luisão esteve imperial) e atacámos pela certa, sobretudo com esticões de Gaitán/Coentrão e Aimar (até porque do lado direito já não havia Salvio, sacrificado na expulsão). Como salientou o Jesus, a equipa demonstrou muita cultura táctica, embora também seja justo salientar que o Setúbal foi inofensivo demais. E o golo à beira do intervalo matou o jogo, um cabeceamento fulminante de Luisão (já tinha saudades dos golos de bola parada!!).

O segundo tempo foi mais do mesmo, até porque JJ (esteve acertadíssimo, a meu ver, nas substituições) voltou a completar o meio-campo metendo Ruben Amorim por Saviola, o que permitiu à equipa controlar ainda mais a partida. E ainda no primeiro quarto de hora uma magnífica combinação entre os homens da esquerda ofereceu a Aimar o terceiro. O Benfica geriu depois como quis, sobretudo pela acção do mago argentino. Man of the match, não só pela noite de grande inspiração a nível técnico, mas fundamentalmente pela inteligência táctica e pelo muito que correu - aguentou os 90' a um ritmo que raramente consegue.

Destacaria ainda o regresso do muro Javi, imprescindível para o sucesso deste Benfica, e para o Gaitán, de regresso à boa forma depois da lesão. O Nico pode não ser tão explosivo como o Di María - o que, diga-se em abono da verdade, é quase impossível -, mas é daqueles jogadores que qualquer adepto - desde que ele seja produtivo, claro, e não apenas um brinca-na-areia - adora pela classe que empresta ao jogo. Daqueles que até a andar tem pinta de craque, um pouco como o Belluschi, por exemplo (embora Nico ainda tenha a magia extra de ser canhoto). Fartou-se de distribuir túneis sobre adversários, combinou muito bem com o Fábio e mostrou um cruzamento temível como já fizera na Choupana. Além disso, também mostrou ter disponibilidade para defender. Já havia muitos jornalistas a escrever que não justificava o investimento, estou certo que vão ter que engolir (mais) um sapo.


Pela negativa, apenas mais umas faltas desnecessárias do David Luiz, que dão livres aos adversários. Àqueles de que gostamos exige-se sempre tudo, e a um jogador da categoria dele eu não posso aceitar aqueles erros, não pode querer disputar todos os lances como se fosse o último! Calma!

Agora vem a paragem das selecções, e a seguir uma jornada muito importante, com uma deslocação difícil a Guimarães e um Porto-Braga. Só posso desejar a continuação da consolidação da equipa e que os árbitros sejam um pouco mais competentes (estou a ser irónico no adjectivo, claro) do que o demonstrado nesta jornada. Ainda que haja sempre um lado positivo: pelo menos este ano até agora ninguém disse ou escreveu que o Benfica está a ser levado ao colo...

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Casos da Jornada 2010/2011 - 2ª Jornada

Setúbal - Braga

Jogo bem dirigido por Artur Soares Dias, sem casos.

Nacional - Benfica

55': Saviola vai às pernas de um adversário. Viu amarelo, mas se Pedro Proença mostrasse vermelho também se aceitava.

62': Penalty por assinalar a favor do Benfica, uma vez que Coentrão é derrubado por Luis Alberto já dentro da área.

67': No 2º golo do Nacional, Ruben Amorim coloca Orlando Sá em jogo. Golo perfeitamente legal.

74': Reclamou-se penalty por mão de Danielson, mas foi completamente fortuito. Esteve bem o árbitro.

79': Num lance com algumas semelhanças com o de Saviola aos 55', Danielson poderia ter sido expulso por entrada violenta sobre Cardozo.

Dado que um penalty por marcar vale 0,75 de um golo na nossa contagem, o lance de Coentrão não é suficiente para alterar o resultado: vitória do Nacional.

Sporting - Marítimo

35': Lance entre Liedson e o guarda-redes Marcelo Boeck, sem motivos para penalty.

87': Grande penalidade bem assinalada a favor do SCP, por derrube de Tchô a Liedson.

90 + 1': Kanu agride Carriço fora de campo. Incrivelmente, Bruno Paixão decidiu-se pela justiça salomónica tão querida dos árbitros nacionais: amarelo para os dois e siga jogo.

Resultado correcto.

Porto - Beira Mar

44': Não há falta de Djamal no livre que dá origem ao golo de Belluschi. Decisão errada do árbitro João Capela.

50': Penalty por marcar para o FCP, por derrube de Yohann Tavares a Varela.

Os três pontos do Porto não estão assim, tendo em conta o resultado folgado, em causa.

Classificação Ajustada da Liga:

FCP - 6 pontos
Braga - 4 pontos
Sporting - 3 pontos
Benfica - 0 pontos

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Golo da semana

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Crise na Luz



Quatro derrotas consecutivas, três das quais em jogos oficiais. Performance digna de um qualquer dos Benficas negros da 2ª metade dos anos 90 mas, por incrível que pareça, aconteceu no SLB campeão nacional, que entra assim nesta época da pior forma possível. Para além das consequências óbvias em termos de classificação, a derrota lançou a discussão sobre a saída imediata do onze de Roberto, apontado como o principal responsável pela derrota na Madeira – mas lá iremos.

Paradoxalmente, tivemos nos primeiros 45 minutos o melhor Benfica da época em termos oficiais, a jogar a um nível que por momentos se aproximou da fluidez e criatividade reconhecidas na época transacta. Em relação ao jogo anterior, Jesus mantinha o 4-1-3-2 habitual, com Luisão de volta (finalmente a defesa completa com todos os habituais titulares) e Gaitán a ocupar o seu lugar do lado esquerdo do meio-campo em detrimento de Peixoto. Pensei que pudesse jogar Carlos Martins no lugar de Aimar, que andava em baixo mas até acabou por fazer um bom jogo, mas JJ manteve o internacional português no banco e Ruben Amorim à direita. Do lado nacionalista, destaque para a presença de Orlando Sá no eixo do ataque e para dois jovens reforços dos Balcãs: o esloveno Mihelic e Skolnik, esquerdino croata que deixou excelentes indicações. De louvar, aliás, esta diversificação e redução da matriz brasileira – outrora excessiva – na equipa madeirense.


Como esperado, desde cedo o Benfica mostrou estar na Choupana para ganhar. A entrada de Gaitán permitiu, juntamente com mais uma excelente prestação de Coentrão, dinamizar o lado esquerdo e evitar o jogo excessivamente centralizado que tínhamos visto nos jogos anteriores. O regresso de Luisão também conferiu maior tranquilidade à defesa e, no meio-campo, Aimar voltou às boas exibições em termos de condução de jogo. Mesmo perante um Nacional bem organizado e com uma dupla de centrais (Danielson e o excelente Fellipe Lopes) de grande qualidade, o SLB conseguiu criar desequilíbrios suficientes para criar pelo menos três grandes situações de golo, mais um par de aproximações perigosas. Umas vezes por demérito próprio (que falhanço de Gaitán aos 12’!) e outras por intervenção de Rafael Bracali, a verdade é que o Benfica não marcou. Na baliza adversária, Orlando Sá criou o lance de maior perigo com um forte disparo de pé esquerdo. De destacar aliás o excelente jogo do avançado emprestado pelo FCP; em particular, impressionou-me a quantidade de bolas que ganhou nas alturas às torres encarnadas, muito bom!


Chegava-se ao intervalo com um resultado manifestamente injusto, mas na 2ª parte...veio o descalabro. Logo no reinício, mais um golo sofrido de bola parada. Desta vez, num lance em que (estranhamente?) estávamos a defender ao homem em vez da zona habitual, Cardozo achou que não valia a pena seguir Luis Alberto (deviam multar o Tacuara pela displicência!) e deixou o médio brasileiro cabecear à vontade, pese embora a saída – pouco conseguida, diga-se – de Roberto.


O golo claramente inverteu o sentido do jogo, intranquilizando o Benfica e moralizando os anfitriões. Os encarnados, ainda assim, podiam ter chegado ao empate por Aimar e reclamaram um penalty sobre Coentrão. Mas mais uma vez, um lance de bola parada deitou tudo a perder. Desta feita, com responsabilidade maior de Roberto, que falhou totalmente no golpe de vista e deitou tudo a perder. Péssimo momento, como péssimo foi ver depois o David Luiz aparentemente a discutir com ele.

Até final, o jogo arrastar-se-ia com o Benfica a arriscar tudo, a expôr-se naturalmente (o Nacional poderia até ter ampliado a contagem) mas a conseguir apenas reduzir já muito tarde, para lá dos 90’. Um grande tiro de Carlos Martins, por sinal.

Voltando ao Roberto...parece indiscutível que nesta altura não reúne grandes condições para se manter à frente das redes no imediato. Quem conhece a Luz e os benfiquistas sabe que se o Roberto aparecer para o aquecimento, como titular, no sábado, vai levar uma vaia de fazer chorar as pedras; e a verdade é que neste momento não só temos que proteger o jogador como acima de tudo fazer a equipa recuperar a confiança. E Roberto só intranquiliza. Também não acho que o devamos emprestar ou vender. Ele é muito melhor do que o que tem mostrado (e entre os postes até o vai demonstrando, o pior é as saídas) e precisa apenas de, calmamente, recuperar a confiança para até, quem sabe, poder voltar às redes mais à frente na época noutro quadro de estabilidade (e mais à frente, como todos esperamos, a própria equipa estará muito mais forte).


Quanto ao substituto, estou um pouco dividido: claramente prefiro o Júlio César, que aprecio e gostei de ver o ano passado (tirando o erro com o Liverpool, claro), mas o Moreira tem um capital de popularidade junto dos adeptos que se calhar até fazia bem injectar na equipa. A terceira opção, ir buscar um guarda-redes fora, depende muito de quem vier. E corremos o risco de falhar novamente se vamos arranjar alguém agora à pressa.

Independentemente disto, sábado não há alternativa. É ataque, ataque, ataque, como diria o Bobby Robson. Para recuperar rapidamente na tabela e lutar pelo título. Basta jogar o que sabem.

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F.C.Porto 3 - 0 Beira Mar

Mais uma vitória...Um jogo que começou mal para os Portistas, o jovem Ukra saiu lesionado não sabendo o tempo da sua recuperação. Pena, ele vinha no seu processo evolutivo, fazendo parte do onze inicial numa aposta clara de André Vilas Boas. Jogador nascido e criado no Dragão era bom que se começasse a mostrar ao seu público, era bom este tempo de jogo que estava a ter, era bom que se habituasse aos grandes palcos, esperamos a sua rápida recuperação. O Porto precisa de jogadores da formação.


Souza entrou para o lugar de Ukra e este brasileiro tem toque de bola, sabe bem o que fazer com ela, apenas ainda um pouco lento o que revela ainda estar em período de adaptação ao futebol europeu. Falcao, perdolário, desinspirado, já li de tudo nesses pasquins que se intutilam de jornais..Mas alguem lhes esqueceu de dizer que Falcao falhou 5 mas marcou 2? Alguem lhes esqueceu de dizer que em 4 jogos oficiais, Falcao fez, salvo se a memória não me falha...mas é provavel que hajam mais golos, 5 golos? Vamos lá ser sérios na informação meus senhores...





Sapunaru já teve mais activo na defesa, já dando uma resposta mais eficaz, no entanto, e que diferença, com Fucile a música é outra, durante o tempo que Sapunaru esteve em campo, tivemos consistencia defensiva mas o ataque estava coxo, com Fucile? Ataque constante pela esquerda e pela direita, com a defesa contrária a não ter meios para suster o ataque azul e branco, e que ataque com o maestro Ruben Micael a justificar a entrada no onze...Mas quem sai? Bellushi? Com a exibição de ontem...parece dificil...João Moutinho uma entrega formidavel...Ou seja, ao contrário da epoca passada que faltavam soluções, este ano abundam, e soluções de luxo! O Porto tem equipa e alem disso, tem banco, sem duvida prontos a atacar todas as competições que vamos estar envolvidos, existe como A.Vilas Boas diz, um compromisso com a vitoria, e neste compromisso está inerente um enorme compromisso com a qualidade. Temos Porto.


O estádio verificou ontem uma moldura humana aceitavel, 43 mil pessoas, e o ambiente era extraordinário, a simbiose entre equipa e o seu público foi tremenda, e ainda mais gratificante foi ver a principal Claque do Porto, Superdragões, a puxar pelo público, incentivando este a entrar na festa tornando o ambiente no Dragão mais festivo, iniciando a "onda mexicana", cativando a atenção do público, terminando logo com canções conhecidas por todos que originava 43 mil vozes em unissono a apoiar. Isto é de uma grande Claque, fugiu dos canones associados a apenas "adeptos ultras" puxando pelo "publico em geral", transformando o Dragão numa voz de apoio.

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Golo da semana

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Casos da Jornada 2010/2011 - 1ª Jornada

Regressa esta semana a rúbrica Casos da Jornada, que procura contabilizar os ganhos e perdas dos três grandes e do Sporting de Braga, ao longo da Liga Zon Sagres, devido aos erros da arbitragem, permitindo estabelecer uma tabela classificativa corrigida.

Em relação ao ano transacto, introduzimos uma nuance que vem conferir maior rigor, na medida do possível, à análise: as grandes penalidades por assinalar passam a contar não como um golo por atribuir à equipa beneficiária desse penalty, mas como 0,75 de um golo. Isto é, atribui-se uma probabilidade de concretização do penalty de 75%, em linha com as taxas históricas de sucesso no nosso campeonato. Poderemos eventualmente vir a introduzir, a breve prazo, uma ou outra alteração adicional (nesse caso, naturalmente com efeitos retroactivos desde a primeira jornada).

Braga-Portimonense

Num jogo relativamente fácil para Carlos Xistra, o único caso do jogo aconteceu no golo dos algarvios. Elias desvia a bola para a baliza – em posição regular (há um colega em fora-de-jogo posicional mas sem interferência) –, mas não se percebe totalmente se o faz com o ombro ou mesmo com o braço. Benefício da dúvida para o árbitro, já que o lance acaba por não ter influência na vitória justa do vice-campeão nacional.

Naval-FC Porto

21’: João Pedro cai na área do FCP em disputa com Álvaro Pereira. O jogador navalista afirmou a posteriori que o uruguaio reconheceu ter-lhe tocado, mas as imagens apontam mais para um tropeção sem falta, na minha opinião.

25’: Na área contrária, a bola vai ao braço de Rogério Conceição, chutada de muito perto por um colega. Claramente bola na mão, sem falta.

62’: Carlitos derruba Hulk em zona perigosa, mas não se justificava o vermelho porque o Incrível ainda não seguia isolado para a baliza.

74’: Jonathas entra de forma deliberada, com a sola da bota, sobre Moutinho; devia ter ido para a rua mais cedo.

82’: Ao contrário do lance aos 25’, neste caso Jonathas de facto cometeu grande penalidade – bem assinalada, portanto, por Paulo Baptista –, uma vez que desviou a bola com o braço (que estava a aumentar o volume do corpo).

A vitória do Porto é assim correcta.

Paços Ferreira-Sporting

9’: Disputa entre Polga e Caetano na área leonina, sem qualquer infracção do central.

25’: Amarelo por mostrar a David Simão, reincidente nas faltas.

41’: Liedson cai na área pacense, sem falta. O luso-brasileiro chocou com o central, que já tinha ganho a posição e se limitou a proteger a bola de forma legal.

A vitória do Paços é assim justa.

Benfica-Académica

12’: Saviola carregado à entrada da área por Diogo Gomes, Cosme Machado deveria ter assinalado livre directo mas deixou seguir.

50’: Addy bem expulso por acumulação. Ambas as faltas mereceram acção disciplinar.

72’: David Luiz protege a bola de Sougou e, nesse movimento, usa o braço de forma agressiva para afastar o extremo. Não creio que fosse agressão, mas a verdade é que o amarelo se justificava. Como o central já tinha um, deveria ter sido expulso.

86’: Saviola cai na área ao disputar uma bola com Diogo Melo. Fica a ideia que não há falta, o jogador da Académica limitou-se a saltar para cabecear (sem se apoiar no argentino), enquanto Saviola apenas esperou o contacto inevitável dos corpos para se aproveitar.

89': Javi García desvia a bola de um adversário e é na sequência atingido na perna. Penalty por assinalar para o SLB.

90+3’: No lance imediatamente anterior ao golo de Laionel, queixas de mão na bola de Júnior Paraíba na área da Briosa. As imagens não esclarecem se a bola tocou mesmo no braço, e por outro lado ele tinha-o junto ao corpo, não fazendo nenhum movimento para desviar a bola. Parece ter decidido bem Cosme Machado.

Uma vez que, em função das novas regras desta rúbrica, um penalty vale apenas 0,75 de um golo, o lance aos 86’ não é suficiente para alterar a justiça da vitória academista.

Classificação Ajustada da Liga:

Braga - 3 pontos

Porto - 3 pontos

Sporting - 0 pontos

Benfica - 0 pontos

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