Golo da Semana

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A Caminho de Madrid

De Munique e Milão, vinham vantagens (de 1-0 e 3-1, respectivamente) para as equipas que jogaram a primeira mão destas meias-finais da Liga dos Campeões em casa, que deixavam ainda grandes dúvidas sobre quem iria ocupar as duas vagas para a grande Final do Santiago Bernabéu.




Olympique Lyon - Bayern Munchen

Ainda que importante, a vantagem de um golo trazida pelo Bayern, não permitia aos bávaros descansarem sobre o resultado, principalmente quando o adversário em questão era uma equipa que este ano já havia eliminado, por exemplo, o poderoso Real Madrid.

Não podendo contar com Ribery, Van Gaal colocou Altintop de inicio, promovendo também uma maior consistência no meio-campo. Na defesa a novidade foi Daniel Contento (apenas 19 anos) ao lateral esquerdo. Do lado contrário a grande baixa era Toulalan, também expulso na primeira mão. O Bayern apresentou-se muito bem preparado mentalmente e foi sempre superior à equipa da casa, praticando um futebol de surpreendente boa qualidade. Aos 26', aquele que viria a ser o homem da noite, Ivica Olic, marca o primeiro para os alemães depois de boa combinação de Robben e Muller pela esquerda. Já na segunda parte, Cris borra a pintura e é expulso de forma muito infantil, vendo dois amarelos no mesmo minuto. A partir daqui pouco havia a dizer sobre quem seria o vencedor, mas o Bayern fez questão de exercer e intensificar o seu domínio fazendo mais dois golos pelo avançado croata, que deste modo conseguiu um hat-trick. Aos 30 anos Olic atravessa agora a melhor fase da sua carreira. Van Gaal consegue assim chegar mais uma vez a uma Final da Champions. Porém, muito provavelmente não poderá contar com uma das suas maiores estrelas, pois Frank Ribery foi suspenso por 3 jogos. Fase complicada na vida do francês.

Barcelona - Internazionale

Em Camp Nou, sob um ambiente escaldante, jogava-se aquela que era por muitos vista como uma Final antecipada. Se a vantagem estava do lado dos pupilos de Mourinho, todos sabemos a facilidade que este Barcelona tem para marcar golos.

As adversidades para a equipa do "Zé Mário" começaram bem antes do jogo. O autocarro demorou mais de uma hora a fazer um percurso pequeno entre hotel e estádio. A equipa chegou ao estádio debaixo de insultos e assobios e, pior que tudo, Pandev que estava na equipa titular para este jogo, lesionou-se no aquecimento. O treinador português tinha como opção alternativa Mariga, mas segundo ele o kenyano ainda não tem estaleca para estas andanças e por isso entrou Chivu, que jogou perto de Cambiasso, numa atitude assumidamente de contenção.

A estratégia do Inter foi patente desde o apito inicial e manteve-se ao longo dos 90 minutos. Os italianos limitaram-se a jogar em cerca de 25 metros do campo, com um bloco muito baixo, procurando os lançamentos longos, invariavelmente à procura de Milito (Diego). Este por sua vez tinha como função sofrer faltas ou controlar a bola, sempre tentando quebrar o ritmo do Barcelona. Além da linha de 4 defesas, Mourinho colocou Chivu entre Cambiasso e Thiago Motta, com Eto'o, Sneijder e Milito muito recuados. Nos momentos defensivos, Eto'o era practicamente um segundo defesa esquerdo e o mesmo acontecia com o avançado argentino à direita. As coisas ainda se complicaram mais com a expulsão prematura e duvidosa de Motta logo aos 28'. Se jogar com onze frente ao Barça era difícil, com 10 parecia impossível. Contudo, os nerazzurri foram extremamente competentes nas suas tarefas, entregando a posse de bola quase totalmente ao Barça, que no entanto não conseguia encontrar o caminho para a baliza de Júlio César. Foi impressionante a forma como os italianos ocuparam os espaços. Evitando as marcações homem-a-homem, o Inter conseguiu anular as individualidades do Barcelona. Durante todo o jogo parecia que os jogadores blaugrana estavam à espera que Messi aparecesse, limitando-se a fazer o seu "tika-taka" desta vez muito pouco eficiente, mas esta não era a sua noite. Assim, só com as entradas de Bojan e Muntari (sim, do Inter) e com a passagem de Piqué para ponta-de-lança é que o Barça, contra o relógio, conseguiu criar mais perigo, acabando mesmo por marcar o golo da esperança, num trabalho de classe do melhor central europeu da actualidade, Gerard Piqué. O Barcelona ainda introduziu a bola mais uma vez na baliza por Bojan Krkic, mas foi anulado (bem) por mão de Touré.

Para desespero dos adeptos da casa, Figo e Mourinho saíram vencedores e vão marcar presença, eles sim, em Madrid. Il Speciale aproveitou para festejar à sua maneira, o que provocou o desagrado das gentes do Barça, nomeadamente Valdés. Muito feia a atitude dos responsáveis catalães, ao ligarem a rega no local onde o Inter festejava esta importante vitória. Como Mourinho disse antes do jogo "Estar na final de Madrid para o Barcelona não é um sonho, é uma obcessão".

Mourinho, pela maneira como organizou tacticamente a sua equipa, foi o grande responsável por esta vitória, mas há que enaltecer a exibição, acima de todos, de Cambiasso, mas também de Maicon, Zanetti, Samuel, Lúcio, Eto'o e Milito. Pela negativa, os 3 jogadores que entraram no decorrer do jogo (Córdoba, Mariga e Muntari) não se mostraram à altura dos seus colegas e tenho a convicção que mais minuto menos minuto o Barcelona acabaria por marca.
A recepção aos jogadores em Milão foi apoteótica e merecida.


Santiago Bernabéu

O tão aguardado confronto entre professor e aluno, Van Gaal e Mourinho, dois treinadores que já venceram esta competição, está então marcado para o dia 22 de Maio pelas 19:45, em Madrid. Curiosamente o ponto comum destes dois treinadores é o Barcelona. Espera-se um grande jogo de futebol, de duas equipas muito distintas, mas igualmente competentes e cujas maiores estrelas, Sneijder e Robben, foram "escurraçadas" do palco onde se vai desenrolar este jogo épico e regressam agora em busca de glória.

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Hasta el Final

Na 34ª jornada da Liga do nosso país vizinho houve poucas surpresas. A luta continua a dois, Barça recebeu e bateu o lanterna vermelha Xerez e o Real Madrid foi arrancar três preciosos pontos a Zaragoza, uma cidade sempre muita matreira para quem lá vai jogar.

O Barça jogou primeiro e aproveitou a facilidade deste jogo para poupar os seus jogadores mais importantes com o intuito de se apresentarem mais frescos para o jogo da 2ª mão diante o Inter. Foi então sem surpresa que Dani Alves, Piquénbauer, Busquets, Messi e Pedro não se apresentarem como titulares. Chygrynkiy, Jeffrén e Henry foram as maiores surpresas no onze.

O Barça chegou com a uma vantagem confortável, aos 24' já vencia por 2-0 com golos de Jeffrén e Henry. O Xerez ainda reduziu por Bermejo aos 25', mas foi Zlatan quem selou o resultado em 3-1 aos 54'.

O Real Madrid foi ao La Romareda defrontar o aflito mase sempre muito incómodo, Real Zaragoza. O Real Madrid marcou primeiro aos 50' por Rául a passe de Ronaldo(tinha entrado aos 15' pelo lesionado Van der Vaart) e parecia ter o jogo controlado. No entanto, tal como tinha acontecido no Zaragoza-Barça, apareceu Colunga que igualou o marcador com um grande golo, o seu 4º desde que chegou de Huelva em Janeiro passado. O encontro caminhava para um empate, até que aos 81', Ronaldo descobre Káká na área maña, internacional canarinho não perdoou Roberto e fez o 1-2. Eliseu foi titular e mais uma vez foi dos elementos mais irrequietos do Zaragoza. Ronaldo voltou a ser fulcral, apesar de não marcar, ambos os golos dos Merengues foram assistidos por eles.

1- Barcelona 87 pts (35ªJ: Villarreal fora), 2- Real Madrid 86 pts (35J: Osasuna casa)

O Valência continua firme no 3º lugar depois de vencer o Depor em casa com um golo de Villa (who whelse?) de penalty. O 3º lugar já não deve fugir à equipa da Costa Brava. Manuel Fernandes e Miguel foram suplentes.

A luta pela última vaga de acesso à Liga dos Campeões continua a ser fortemente disputada. O Mallorca actual 4º classificado empatou em casa diante o Málaga, e o Sevilla não aproveitou o deslize da equipa Balear, ao perder 4-3 no Coliseum Alfonso Pérez. O grande beneficiado da ronda foi o Villarreal que foi vencer a Santander por 1-2 com golos de Nilmar e Rossi (ambos devem ir à África do Sul). O Submarino Amarelo fica assim só a 4 pontos do Mallorca de Nunes.

4-Mallorca 56pts (35J: At Bilbao fora); 5-Sevilla 54pts (35ªJ: At Madrid casa); 6-Villarreal 52 pts (35ªJ: Barcelona casa)

A luta pela manutenção, tal como em Itália, está ao rubro. Xerez parece estar condenado, mas as outras equipas não baixam os braços. O Real Valladolid foi vencer a Gijón e acendeu assim uma luz ao fundo do túnel. Tenerife perdeu no Vicente Calderón mas continua bem vivo. Zaragoza marcou passo e o Málaga arrancou um importante (e difícil) ponto no terreno do Mallorca. Racing Santander e Sporting Gijón também não estão em situações agradáveis.

13-Almería 38pts (35ªJ: Xerez fora) ; 14-Sp.Gijón 37pts (35ªJ: Málaga fora); 15-Racing Santander 36pts (35ªJ: Tenerife fora); 16-Málaga 34pts (35ªJ: Gijón casa), 17-Real Zaragoza 34pts (35ªJ: Deportivo fora); 18-Real Valladolid 32pts (35ªJ: Getafe casa); 19-Tenerife 32pts (35ªJ: Racing casa); 20-Xerez 27pts (35ªJ: Almería fora)

Melhores Marcadores: 1-Messi (Barcelona) 27; 2- Higuaín (Real Madrid) 25; 3- Villa (Valencia) 21, 4- Ronaldo (Real Madrid) 20; 5- Forlán (At.Madrid) 17

Na próxima jornada, acredito que haverá nova mudança de líder. Málaga, Real Valladolid e Tenerife também têm três jogos para ganhar e com isso subir alguns lugares na classificação. Na luta pelo 4º lugar, nenhum dos três candidatos têm jogos fáceis, mas acredito que o Villarreal e Sevilla vão apertar o Mallorca que não deve passar em Bilbao.

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Recordando... Hristo Stoichkov

Ainda na senda do jogo de homenagem a Ivaylo Iordanov e numa altura em que muito se fala e compara o Barcelona de Guardiola com o de Joahn Cruyff, relembramos aquele que foi o melhor jogador de sempre da Bulgária, com quem Iorda teve a sorte de jogar no famoso Campeonato do Mundo de 1994.
Hristo Stoichkov, nasceu em Plovdiv em 1966. Iniciou o seu percurso no futebol no clube local, o Maritsa, com apenas 10 anos, chegando à equipa sénior, que disputava a segunda divisão búlgara, em 1981, com 15 anos. Depois de jogar ainda duas temporadas no Hebros, transefere-se a pedido de seu pai (preocupado com a indisplina do filho), que trabalhava no Ministério da Defesa, para o clube do exército búlgaro, o CSKA Sófia, fortemente apoiado pelo regime comunista. Durante o seu percurso no CSKA, vence por três vezes Campeonato e Taça e atige a incrível marca de 81 golos em 119 jogos. Na sua última época ao serviço do clube, foi Bota de Ouro Europeu, com 38 golos, os mesmo que Hugo Sanchez do Real Madrid. Desta fase da sua carreira, fica ainda a suspensão de quase um ano de que foi alvo, depois de se envolver em confrontos com o antigo guarda-redes do Belenenses Mahaylov (que viria a ser seu companheiro de Selecção), nessa altura ao serviço do Levski, na Final da Taça da Bulgária em 85. As consequências da batalha campal foram ainda maiores, com os dois clubes a terem que mudar temporariamente de nomes. Ao serviço do CSKA (ou Vitosha) foi companheiro de Penev (treinador da Bulgária em 1994), Kostadinov e Ivanov.
O título de melhor marcador europeu não passa despercebido aos grandes "tubarões" do futebol europeu e Hristo é contratado pelo Barcelona de Joahn Cruyff, uma constelação de estrelas considerada como uma das melhoras equipas de sempre. Contudo, o futebol espanhol era nesta altura dominado por um Real Madrid pentacampeão, face a um Barcelona ainda à procura de um sucessor para Maradona, Neeskens e Bernd Schuster. Quando chegou à Catalunha, Hristo encontrou jogadores como Zubizarreta, Busquets (pai do médio defensivo Sergio), Ferrer, Ronald Koeman, Amor, Bakero, Michael Laudrup, "Pepe" Guardiola e Beguiristain. Logo na primeira época com Stoichkov, o Barça é campeão, quebrando a série de títulos madrilenos, mas o jogador búlgaro continua a demonstrar a sua indisciplina dentro de campo, sendo suspenso por dois meses por pisar um árbitro. No Barça, Stoichkov desempenhava um papel semelhante ao de Messi, jogando próximo das alas, mas aparecendo muitas vezes na zona de finalização, como segundo avançado. Nos três anos seguintes, os blaugrana somam outros três títulos e Hristo ganha um lugar especial no coração dos catalães, tornando-se no grande ídolo da equipa, o que o motivou a dizer a famosa frase "Só há dois Cristos, um joga no Barcelona e o outro está no Paraíso" (Hristo=Cristo em búlgaro). Em 1992, o Barça vence a sua primeira Taça dos Campeões Europeus, derrotando na final a Sampdoria de Pagliuca, Toninho Cerezo, Mancini e Vialli por 1-0, com o famoso golo de Koeman no prolongamento. Na época de 1993/1994, fazendo parelha atacante com o "baixinho" Romário, Stoichkov vê o seu Barça perder a final da Liga dos Campeões para o AC Milan com uma humilhante derrota por 4-0. Contudo, no Verão desse ano, Stoichkov brilha ao serviço da sua Selecção, marcando 6 golos no Mundial dos EUA (melhor marcador em igualdade com o russo Salenko) e sendo considerado o melhor jogador europeu pela revista France Football. Na época seguinte as coisas não correm bem para o Barcelona, que perde o título para o seu grande rival de Madrid. Hristo incompatibiliza-se com o treinador holandês e ruma ao Parma por uma época, onde encontra Buffon, Couto, Sensini, Bennarrivo, Cannavaro, Dino Baggio, Zola e Pippo Inzaghi.
Na época de 1996/97 regressa ao clube catalão, agora treinado por Sir Bobby Robson (e José Mourinho), acompanhado de Fernando Couto, mas encontra uma realidade completamente diferente. A antiga Lei que limitava os jogadores estrangeiros nos clubes espanhóis já não se aplicava a jogadores europeus e o Barça era uma autêntica Torre de Babel. Hristo fica apenas uma época e meia em Camp Nou, vencendo a Taça das Taças e a Copa do Rei. Desta sua segunda passagem pelo clube fica o contacto com Vítor Baía, Abelardo, Popescu, Sergi, Laurent Blanc, o capitão Nadal, Figo, Luis Enrique, De La Peña, Ronaldo "fenómeno", Amunike (ex-Sporting), Giovanni, Hesp, Reiziger, Sonny Anderson, Rivaldo, Dugarry e Louis Van Gaal (como treinador).
No entanto, a meio da época de 1998, esta lenda búlgara torna-se num autêntico Globetrotter, começando por regressar ao seu clube, o CSKA, para depois rumar ao Al-Nassr (Arábia Saudita), Kashiwa (Japão), Chicago Fire e DC United (EUA), onde termina a carreira de jogador em 2003. Em 2004, inicia a carreira de treinador como seleccionador da Bulgária, mas não tem sucesso. Semeia conflitos com alguns importantes jogadores (como o capitão Styllian Petrov) e acaba por saír. Ruma então em 2007 ao Celta de Vigo, com o qual desce de Divisão e sai a meio da segunda época (é substituído por Lopez Caro, ex-Real Madrid). Já em 2009 assina pelo Sundowns da África do Sul, com o qual rescindiu em Março último, estando agora sem clube.
Hristo Stoichkov será para sempre lembrado como um jogador "virtuoso", com um enorme talento e um feitio complicado, a que ele chamava de personalidade forte. Marcou uma Era do futebol europeu, mas acima de tudo, é um marco na história do seu próprio país, que ainda hoje procura um sucessor (que não encontrou em Berbatov) para o seu grande ídolo dos relvados. Ao todo, ao serviço do seu país, fez 83 jogos e fez 37 golos. Os 6 golos que marcou no Mundial de 1994, muitos deles decisivos, são o exemplar perfeito de como uma pequena Nação com poucas tradiçoes futebolísticas a nível de grandes conquistas, pode surpreender numa competição deste tipo, principalmente se tiver ao seu serviço um craque ímpar, como foi o "Maradona Búlgaro".

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Arquivo Offensivo

Em semana de clássico viajamos à Época 97/98. O Benfica, na data a fazer uma grande 2ª volta, recebeu o futuro tetracampeão FC Porto, tendo ganho por 3-0 devido à grande exibição de Brian Deane.

O jogo foi fértil em agressões envolvendo o banco de suplentes do Benfica, Graeme Souness e inúmeros jogadores de ambas as equipas, desde Luís Carlos e Paulo Madeira a Mário Jardel e o mítico Paulinho Santos (que na primeira volta havia protagonizado novo round com o "companheiro" de luta João Vieira Pinto). Um retrato das péssimas arbitragens da década de 90, com os árbitros e a Liga a fecharem os olhos a agressões claras e escabrosas!

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Casos da Jornada (28)

Setúbal-Porto


34': Mão de Rolando no livre, penalty por marcar a favor do Vitória. Pedro Henriques não deve ter visto.

45': Fernando chuta a bola contra a cara de Neca, que estava no chão. Pareceu-me não intencional, para aliviar a bola. Porque se fosse intencional tinha que ser vermelho.

67': Lance duvidoso entre Hélder Barbosa e dois portistas. Creio que há falta mas fora da área.

79': Amarelo a Falcao, que tanta celeuma provocou. Bem mostrado por ter acertado ostensivamente na cara do adversário, mais que isso não se justificava. Faltou amarelo ao setubalense que simultaneamente carregou o colombiano.

Vitória correcta do Porto.

Benfica-Olhanense

2': Penalty claro de Delson, que com o braço estendido desvia o cruzamento de Weldon.

8': Delson expulso por acumulação na sequência de uma falta dura. Nada a dizer quanto à decisão de Lucílio Baptista.

55': Cardozo está em linha no momento da assistência para o quarto golo.

82': Dúvidas no golo de Aimar. Parece-me irregular porque ele se aproveita do braço para ganhar vantagem, um pouco à semelhança do golo anulado ao Barcelona hoje.

87': Vermelho por mostrar a Maxi depois de entrada dura sobre um adversário. Amarelo foi pouco.

Triunfo incontestado do SLB.

Naval-Braga

Nada a dizer. Excelente arbitragem de Jorge Sousa.

Leiria-Sporting

9': Amarelo bem mostrado a Carriço por cortar lance perigoso.

59': Cássio pediu penalty, sem razão a meu ver.

90 + 1': Fora-de-jogo duvidoso a Postiga, acho que estava em linha.

Resultado sem alteração.


Classificação Ajustada da Liga

Benfica 73 pontos
FCP 64 pontos
Braga 64 pontos
Sporting 49 pontos

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Premier de Luxo!

Na 36ª jornada os dois candidatos ao título jogavam em casa. Se o líder Chelsea recebia um mais que acessível Stoke City, os pupilos de Fergunson recebiam o sempre incómodo Tottenham, o mais forte Tottenham dos últimos anos.

O Man Utd dominou quase toda a primeira parte e o golo primeiro golo parecia ser uma questão de tempo, e assim foi. Giggs aos 58' fez o primeiro golo da tarde ao cobrar uma grande penalidade de forma exímia. Redknapp respondeu lançando Lennon para o relvado que regressou após uma lesão que chegou colocar em causa a sua participação no Mundial. O Tottenham queria pontuar para não perder o comboio da Champions League e foi numa jogada de insistência que chegou ao golo. O intemporal Ledley King empatou de cabeça aos 70'.
Com o jogo empatado, estava na hora de surgir o génio de Nani! Aos 81', Nani marca um golo fabuloso. O internacional luso fez 1x2 com Macheda e na cara de Robinson teve o descaramento (e classe) de lhe picar a bola! Aos 86', Nani decidiu arrancar com a bola e só foi parado em falta dentro da área adversária. Novo penalty para o United e novo golo de Ryan Giggs. Harry Redkanpp afinal tinha razão quando disse, antes do jogo, que o jogador dos Red Devils que mais temia era Nani!
O Man Utd garantiu assim os 3 pontos e continua a pressionar fortemente o Chelsea de Don Carlo.

O Chelsea jogou no Domingo e trocidou o Stoke de Tony Pulis. Destaque para o Hat-Trick do marfinense Saloman Kalou e para o bis de Frank Lampard. Sturridge e Malouda (15º da época) fizeram os outros golos da tarde em Stamford Bridge. Espero ver outro Kalou a jogar contra Portugal no Mundial.

Na luta pela última vaga de acesso para a Champions League, o Aston Villa recebeu e bateu o Birmingham no Derby da segunda maior cidade britânica por 1-0 com um golo de James Milner (na corrida para o Mundial). Os Villans igualaram assim o Tottenham em pontos e prometem dar luta até ao fim. Os Citizens podiam ter passado para o 4º lugar se tivessem ganho no Emirates, mas o Arsenal não é nenhuma brincadeira e o resultado foi de 0-0. Já o Liverpool também acalenta algumas esperanças para chegar ao 4º lugar, os Reds foram a Burnley golear por 0-4 a equipa da cidade com bis de Gerrard e confirmar também a descida do Burnley ao Championship.

Na luta pela manutenção já quase não há nada para decidir. O Burnley juntou-se ao Portsmouth no grupo dos despromovidos esta jornada e o Hull para lá caminho sendo que na próxima jornada já deve ter o seu passaporte para o Championship carimbado.

Na próxima jornada temos um electrizante Liverpool - Chelsea e o Man Utd descloca-se a Sunderland para defrontar a equipa local. Teremos nova mudança de liderança na penúltima jornada?Aposto que sim!

Premier League: 1- Chelsea 80 pts ; 2- Man Utd 79pts; 3º Arsenal 72pts, 4º Tottenham 64pts; 5º Aston Villa 64pts; 6º Man City 63pts; 7º Liverpool 62pts

Melhores Marcadores: 1- Rooney (Man Utd) 26 ; 2- Drogba (Chelsea) 25 ; 3 Bent (Sunderland) 24; 4- Tevez (Man Citry) 22; 5- Lampard (Chlelsea) 20

No Championship, com Newcaslte e WBA já promovidos à Premier League, o ponto alto do fim do campeonato passou a ser a luta pelos lugares de acesso ao play-off. Nottingham já tinha o lugar no play-off garantido e nesta jornada foram o Cardiff City e o Leicester a confirmarem também ficando assim por se decidir a última vaga que será ou do Swansea de Paulo Sousa ou do Blackpool de McPhee (ex Beira-Mar). Também será interessante ver quem joga contra quem. Uma coisa é certa: Blackpool ou Swansea jogarão contra o 3ºclassificado.

Falta apenas uma jornada para o fim da fase regular do Championship. Sendo assim a próxima jornada será decisiva. Tanto o Swansea como o Blackpool jogarão em casa e darão tudo para ficar com o 6ºlugar.

Championship: 1- Newcastle 99 pts ; 2- WBA 90pts ; 3- Nottingham Forest 78pts; 4- Cardiff 76pts; 5- Leicester 73pts; 6- Blackpool 69pts; 7- Swansea 68pts

Melhores Marcadores: 1-Whittingham (Cardiff) 20; 2- Manyard (Bristol City) e Hooper (Scunthorpe) 19; 4º Nolan (Newcastle) e Carroll (Newcastle) 17

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Recordando...Iordanov

Ivaylo Iordanov foi apresentado em Alvalade no dia 13 de Junho de 1991 durante um Meeting de Atletismo. Era a vez do ucraniano Sergei Bubka fazer o seu salto quando surgiu no relvado o então presidente do Sporting, Sousa Cintra com o novo reforço leonino...Ivaylo Iordanov! Um nome que iría ficar na história...

Iordanov nasceu a 22 de Abril de 1968 em Samokov na Bulgária. Cedo se percebeu que o seu futuro seria ligado ao desporto e foi com naturalidade que Iorda ingressou nas escolas do clube da sua terra natal, o Rilski Sportist. Depois de despontar nas camadas jovens do Rilski, Iorda, com 14 anos apenas, estreou-se pelos séniores e desde aí nunca mais parou de jogar no escalão sénior.

Manteve-se no Rilski por 7 épocas até se mudar, aos 21 anos, para o Loko Gorna, uma equipa que na altura estava na 1ª divisão do campeonato búlgaro e que actualmente joga na zona norte da 3ª divisão búlgara. Jogou durante duas épocas no Lokomotiv e apontou 21 golos, ajudando assim o Loko Gorna a alcançar o 9º lugar e garantir a presença na Taça Intertoto (que viria a ganhar na época seguinte já sem Iordanov).

No Verão quente de 1991, Iordanov mudou-se para Alvalade para ser treinado por Marinho Peres. Na altura, o Sporting tinha uma constelação de estrelas no balneário: Ivkovic, Luisinho, Venâncio, Paulo Torres, Litos, Peixe, Figo, Balakov e Jorge Cadete.

O seu estilo de jogo estava longe de ser parecido com o jogo tecnicista dos seus compatriotas Balakov, Stoichkov, Letchkov ou Kostadinov, mas Iorda, tinha uma qualidade que os outros não tinham e que mais tarde viria a fazer dele uma lenda para os lados de Alvalade, a sua paixão ao jogo! Iordanov era um ponta-de-lança com fracos recursos técnicos, mas o seu fácil remate com qualquer pé e de qualquer sítio faziam dele um avançado temível, a forma como disputava todos os lances de cabeça também faziam mossa em qualquer defesa.

Nas três primeiras épocas de leão ao peito, o Sporting ficou em 4º,3º e 3º, mas mesmo assim Iordanov foi chamado por Dimitar Penev para o Mundial 94' nos EUA. E que Mundial esse...

Iordanov fez parte de uma das maiores supresas de sempre num Mundial, uma selecção que contava com grandes jogadores no pico da sua carreira: Mihaylov (ex Belenenses), Ivanov, Iankov, Hubtchev, Kostadinov, Balakov, Stoichkov e Letchkov. Neste Mundial Iordanov actuou como médio-defensivo em quase todas as partidas e o resultado foi muito bom. A Bulgária ficou em 2º no Grupo D atrás da uma outra surpresa, a Nigéria, e à frente da Argentina de Diego Armando Maradona e da Grécia. Nos 1/8 Final eliminou o México e nos 1/4 Final tirou a campeã do Mundo na altura, a Alemanha, da prova e foi eliminada finalmente nas meias-finais pela Itália com um bis de Il Codino Divino, Roberto Baggio! Esta selecção búlgara será recordada para sempre com muita saudade!

Ultrapassado o Mundial de sonho, Iordanov voltou a apontar baterias para o Campeonato português de 94/95. Fez parte de mais uma equipa de luxo do Sporting. Que eu me lembre, nunca vi uma equipa do Sporting com tantos nomes sonantes: Lemajic, Marco Aurélio, Valckx, Naybert, Nélson, Peixe, Figo, Dani, Amunike, Juskowiak, Sá Pinto, Oceano, Vujacic e Jorge Cadete. O treinador era Carlos Queiroz e era ele que punha esta equipa a jogar um futebol fantástico! Em 94/95 o Sporting tinha tudo para ser campeão, mas encontrou um FC Porto demasiado forte que não deu a mínima hipótese (34 J, 29V,4E e 1D). O Sporting ganhou a Taça de Portugal ao Marítimo com um bis de Iordanov, naquele que foi o último jogo de Bala e Figo com a camisola leonina.
Em 1997, foi-lhe diagnosticado uma doença grave que poderia antecipar o fim da carreira ao menino querido dos adeptos leoninos, Esclerose Múltipla, uma doença que ataca o sistema nervoso central e pode-se manifestar nos olhos, braços ou pernas. Iordanov só pensava no Mundial de 1998, por isso batalhou com todas as forças contra a doença e conseguiu continuar a jogar futebol. Foi convocado por Hristo Bonev para o França 98', mas o Mundial já não correu tão bem. Iordanov fez dois jogos completos como defesa-central e com o número 5 nas costas em três possíveis, e a Bulgária foi mais cedo para casa depois de ter calhado no grupo da morte: Espanha, Nigéria e Paraguai.

Em 1998/1999 fez aquela que podemos considerar a sua melhor de sempre ao serviço do Sporting. Treinado por Mirko Jozic, o Sporting praticou um futebol muito vistoso, tendo sido roubado como nunca tinha acontecido e terminado o campeonato em 4º. Nesta equipa pontificavam: Marco Aurélio, Beto, Quiroga, Rui Jorge, Vidigal, Delfim, Pedro Barbosa, Duscher, Simão Sabrosa, Edmilson, Leandro e Acosta. Iordanov foi o melhor marcador da equipa com 13 golos e desde aí nunca mais voltou a ser o mesmo.

Em 1999/2000, como capitão de equipa, Iordanov cumpriu o seu maior sonho: ser Campeão Nacional, pelo clube que o adoptou como herói. A doença começou a atacar e Iordanov começou a contribuir cada vez menos com o seu futebol, mas cada vez mais com o seu espírito de sacrifício e liderança no balneário leonino. Nos festejos do título no Marquês de Pombal, foi Iordanov que colocou um cachecol do Sporting no leão do Marquês de Pombal!

Retirou-se no final da época de 2000/2001 e assumiu o comando da equipa B leonina. Saíu mais tarde do Sporting por divergências e voltou para a Bulgária. A sua filha, Maria, continua a viver em Lisboa com a mãe e Iorda viaja frequentemente para Lisboa para estar junto desta e dos amigos que deixou em Portugal.

No dia 5 de Maio de 2010, Iordanov será homenageado em Alvalade com um jogo onde participarão inúmeras estrelas: desde colegas de balneário do Sporting e da selecção búlgara, a rivais de outros clubes que sempre expressaram admiração por Ivaylo!

Será recordado para sempre como um dos maiores leões que vestiu a camisola do Sporting!
Nome completo: Ivaylo Stoimenov Iordanov
Alcunha: Iorda
Nacionalidade: Búlgara
Data de Nascimento: 22 de Abril de 1968
Carreira como jogador:
1982-1989 Rilski Sportist 199 (23)
1989-1991 Lokomotiv Gorna 51(23)
1991-2001 Sporting CP 183 (55)

Selecção Búlgara: 50 jogos e 3 golos

Competições Internacionais:

Campeonato do Mundo 1994 (EUA)
Europeu 1996 (Inglaterra)
Campeonato do Mundo 1998 (França)

Títulos:

Taça de Portugal 1994/1995
Campeão Português 1999/2000

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NO DRAGÃO NINGUEM PASSA! ACABAMOS COM A VOSSA RAÇA!

LAMPIÕES VEJAM ESTE VIDEO Min.3.15 até 3.56...CÀ VOS ESPERO!!


Está a chegar o dia que vai fazer parar Portugal. Domingo no Dragão o Porto vai mostrar a verdadeira razão e quão deturpado foi este campeonato, Domingo vamos como sempre, contra tudo e todos demonstrar o que nós somos, e a nossa força!






Temos assistido a demonstrações vexatórias para com a nossa cidade, ( Rotunda da Boavista) temos sido apelidados de "cabeçudos" ( porque, dizem eles, vamos assistir à consagração do Benfica na nossa casa), temos sido tratados como cidadãos de 2º. Que Portugal é este? É o mesmo que não deu o crédito suficiente pelas nossas vitorias europeias é o mundo futebolístico que temos.



Domingo eu vou lá estar, domingo todos vamos lá estar, DOMINGO O PORTO É NOSSO! AQUI MANDA O DRAGÃO! NO PORTO MANDAM OS TRIPEIROS! A CIDADE É NOSSA!

Talvez a vossa memória seja pequena, mas não é a primeira nem a última vez que clubes perdem campeonatos nas últimas jornadas, mas lá está a vossa cultura futebolística está no antigamente, e aqueles que a viveram, se calhar já esqueceram!

UMA PEQUENA MENSAGEM PARA AQUELES QUE VÃO A DRAGÃO!

É chegada a hora dos verdadeiros Ultras, a hora das decisões
irrevogáveis, saíremos para lutar e apoiar o nosso Campeão FC Porto
que, ao longo desta época tem encontrado obstáculos e armadilhas
jornada após jornada desde o inicio. Até mesmo perante as maiores
ameaças, provamos a nossa união, tenacidade, coragem e honra. Estes
são os nossos valores e devemos no próximo fim-de-semana estar ao lado
do Clube e apoia-lo até ao fim!



VAMOS TODOS AO DRAGÃO!! TENHAM BILHETE OU NÃO! O PORTO É NOSSO! A CIDADE É NOSSA! NO PORTO NASCEU PORTUGAL! CONCENTRAÇÃO A PARTIR DO MEIO DIA NO DRAGÃO!


PS : Posso ter estado adormecido, mas ESTOU AQUI!

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A Esperança é a Última a Morrer

A classificação final do nosso campeonato está cada vez mais "fechada" a cada jornada que passa. Contudo, além do Sp. Braga lutar ainda pelo campeonato (ao mesmo tempo que procura garantir a pré-eliminatória da Champions), a luta é grande ainda pela última vaga de acesso à Liga Europa e pela fuga ao lugar que ainda resta abaixo da "linha de água".

Grande romaria dos adeptos bracarenses à Figueira da Foz no Domingo. O Sp. Braga não podia perder pontos para não entregar o título de bandeja ao S.L. Benfica. A pressão sobre os minhotos era muita e do lado da Naval, que esta época já roubara pontos aos arsenalistas, havia também a necessidade de ganhar para continuar a acalentar o sonho europeu. Domingos, consciente da importância deste jogo, não promoveu nenhuma surpresa no "onze" que iniciou a partida, apenas apostando forçadamente em Paulão, no eixo da defesa, devido à indisponibilidade de Moisés e Leone. Mais uma demonstração da profundidade do plantel bracarense, que possui 4 alternativas de excelente qualidade para a posição de defesa central. Empurrados pelos seus adeptos e com enorme confiança na sua qualidade, os jogadores do Sp. Braga entraram decididos a ganhar e logo após o apito inicial Renteria desperdiça uma excelente oportunidade para marcar. O meio-campo da Naval era uma autêntica auto-estrada (Hauw, na primeira parte, fez muita falta ao lado de um desinspirado Godemeche) e a equipa visitante foi criando várias ocasiões de perigo, até que aos 24', num livre a castigar uma falta duvidosa (ainda muito longe da baliza), Luís Aguiar marca um "golaço", mostrando que este era o seu dia. Certamente um dos melhores golos desta Liga. A Naval nunca conseguiu ser uma ameaça e só por uma vez, por intermédio de Fábio Júnior, foi capaz de levar verdadeiro perigo à baliza contrária. A vitória por 4-0 do Sp. Braga não foi, então, mais do que natural, face à discrepância de qualidade entre as duas equipas. Os restantes golos foram marcados por Matheus (39'), aparecendo ao segundo poste "à Saviola", na marcação de um canto que é desviado, Paulão (74'), que desta forma marcou à equipa que o projectou na Liga Sagres e novamente Luis Aguiar (84') com um bonito chapéu face a um impotente Peiser. Destaque para a qualidade das bolas paradas dos minhotos: 2 golos de canto e um de livre. Numa grande tarde do médio uruguaio (que volta a ser falado como possível reforço do outro Sporting), uma vitória importantíssima do Sp. Braga, adiando (cancelando?) a festa benfiquista e dando um passo de gigante rumo à Champions. Como Domingos disse, e bem, antes do jogo, "...Os jogadores do Braga já são uns campeões...". Importa recordar que com estes pontos o Sp. Braga já seria campeão nas épocas de Boloni com a dupla Jardel-João Pinto (em percentagem de pontos por jogo) e de Trap (67 contra 65 pontos). Só uma muito boa equipa pode ser capaz de suplantar este enorme Sp. Braga que merece um lugar na mais importante competição internacional de clubes.

Em Guimarães, o Vitória, comandado pelo novo treinador do Sporting, atirou em definitivo o Belenenses para a Liga Vitalis, vencendo por 2-0 (Andrezinho e Nuno Assis). Mais um histórico que abandona o convívio com as melhores equipas portuguesas. O Belém só tem no entanto de se queixar de si próprio, pois foram-lhe dadas duas oportunidades que não merecia, e a gestão levada a cabo no clube tem sido absolutamente ruinosa e instável. Não deixa no entanto de ser um dia triste para todos aqueles (e são muitos) que simpatizam com este simpático clube.

Na Choupana, o Nacional da Madeira mantém-se também à espreita de um lugar na Liga Europa, onde teve um bom desempenho nesta época. Empate 1-1 com o Paços, que só difilmente lutará pelo mesmo objectivo. Diego Barcellos marcou para os da casa e Maykon para os forasteiros. Manuel Machado, depois de na semana passada ter sido dito que sairía do Nacional (o que foi prontamente desmentido pela Direcção do clube madeirense), é agora associado a um possível regresso a Guimarães.




A Académica venceu fora o Leixões por 3-1 (Hugo Morais; Sougou, Éder e Berger) e carimbou a manutenção na Liga Sagres, o seu objectivo desde o início da temporada. Já Fernando Castro Santos fica com margem de manobra muito reduzida e parece que o destino da sua equipa será o mesmo que o do Belenenses, apesar de Olhanense e Vitória de Setúbal terem ainda uma palavra a dizer neste assunto.

Está quase a terminar esta Liga Sagres 2009/2010. Por decidir estão ainda os destinos de várias equipas, enquanto que outras vão cumprindo os objectivos que estabeleceram para esta temporada e limitam-se agora a cumprir calendário, ao mesmo tempo que começam já a preparar a nova época.

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Faltam Duas Jornadas

O Sporting foi a Leiria jogar com a União local e ainda não foi desta que garantiu o 4ºlugar. Falta um ponto apenas para os nossos leões garantirem o 4º (não 6º) lugar.

No onze verde-e-branco não houve nenhuma novidade de relevo. Yannick apareceu a ponta-de-lança e cedeu o seu lugar no meio-campo a Miguel Veloso. Grimi entrou para lateral-esquerdo. Hélder Postiga que era apontado à titularidade, continuou no banco de suplentes.

Uma das atracções deste jogo era ver como se comportava o futuro reforço do Sporting, André Santos. Como de costume, o camisola 8, jogou de pézinhos de lã, no meio-campo leiriense. Faz lembrar Paulo Bento no ínicio de carreira. Veremos onde vai chegar.

O Sporting entrou bastante melhor no jogo, com jogadas muito interessantes entre Izmailov, Liedson, Miguel Veloso, João Pereira e João Moutinho.

Foi sem surpresa que o Sporting criou aos 14' o primeiro lance de perigo no encontro. Excelente o cruzamento de Izmailov para Yannick que atirou para uma grande defesa de Djuricic (Radomir Antic esteve na bancada a observar o GR sérvio). Na recarga, Miguel Veloso atirou muito forte ao lado.

Aos 15', Liedson recebeu à entrada da área um passe-de-ruptura fantástico do médio russo e , na cara de Djuricic, picou a bola e fez o 0-1. Foi o vigésimo-segundo golo do internacional português esta temporada. Bastante aceitável para uma época destas. Desde que chegou a Alvalade o internacional luso tem uma média de 23,3 golos por época (e não são 2 ou 3 épocas...são 7).

O Sporting foi mantendo a toada ofensiva, dando por vezes a sensação que estava a jogar futsal, tal era o carrocel que Izmailov, João Moutinho e Miguel Veloso praticavam no meio-campo. O segundo golo estava perto e avizinhava-se uma goleada. Puro engano!

Yannick, em luta por um lugar nos 23 de CQ, era o elemento mais activo do Sporting nesta 1ª parte. Foram várias as vezes que surgiu na área leiriense a criar perigo. Só foi perigo e não golos porque a bola era lhe entregue nos pés e é aí que falta habilidade ao jovem avançado. Yannick precisa que a bola lhe seja posta em profundidade para não correr o risco de dominar mal a bola e para aproveitar a sua melhor (única?) característica, a velocidade. Foi com naturalidade que Yannick não aproveitou da melhor forma as opurtunidades que ele próprio criou aos 20',23' e 35'. Quem não está habituado estranha!

Ao intervalo, o número de espectadores em Leiria era de 4365, um número fantástico para os leirienses tendo em conta a sua média, mas terrível se nos lembrarmos que o adversário era o Sporting. E dizem que Leiria é uma cidade de sportinguistas...

A 2ª parte abriu com o golo da equipa da casa. Pontapé de canto do lado direito muito bem cobrado por Patrick e Cássio solto de marcação, só teve que cabecear para o fundo das redes do Casillas português. Mais um golo sofrido pelo Sporting num lance de bola parada, rídiculo! Parece uma equipa de infantis que nem uma marcação sabe fazer!

A 2ª parte teve muito pouco de parecida com a 1ª. A toada ofensiva do Sporting baixou bastante e foi a União que começou a aparecer tanto que aos 63' Carlão rematou de calcanhar ao lado da baliza de Rui Patrício. A U.Leiria esteve perto de se colocar em vantegem no marcador.

Parecia que ambas as equipas estavam satisfeitas com o resultado, tal era a falta de velocidade do futebol destas.

Hélder Postiga, recém-entrado, tentou dar um abanão e por pouco não foi feliz. O camisola 23 disparou de muito longe onde Djuricic conseguiu fazer uma defesa de recurso depois de a bola ter batido no relvado mesmo à sua frente.

Aos 85' e 87' o Sporting podia ter confirmado a vitória, mas a falta de eficácia de Hélder Postiga (por duas vezes) e Matías Fernández não deixou o Sporting sair de Leiria com os 3 pontos.

No final o empate aceita-se, mas a haver um vencedor teria que ser o Sporting. A U.Leiria vê assim mais complicada a tarefa de chegar ao 5º lugar (o objectivo ambicioso de Lito Vidigal) e o Sporting continua a passear-se na Liga, coisa que tem feito mais ou menos de Janeiro.

Grandiosa exibição do guarda-redes sérvio da U.Leiria provavelmente motivado pela presença do seu seleccionador nas bancadas do Magalhães Pessoa. Djuricic deve assim ter garantido a presença na África do Sul como 3º guardião da selecção balcânica. Vou até mais longe: se Eduardo sair do Braga para o Benfica, creio que Djuricic seguirá para o Minho. Claramente um guarda-redes para outros voos!

Duas jornadas para o pesadelo sporinguista terminar e cerca de uma semana para começar o pesadelo de ver o SL Benfica campeão! Felizmente vem já aí o Mundial para distrair a malta...

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Obrigado Pá...zzini!

Ainda em clima de euforia pela vitória (parcial) do melhor treinador Mundo sobre a melhor equipa e o melhor jogador do Mundo, o Inter recebia a Atalanta à espera de uma "mãozinha" da Sampdória em Roma. Os genoveses viam-se por seu turno obrigados a não perderem pontos na interessantíssima luta pela última vaga do comboio Champions, disputada palmo a palmo com o Palermo.

No Giuseppe Meazza, "Mou" surpreendeu ao apostar no kenyano Mariga para o "onze" titular. Muntari e Cordoba foram também titulares e Balotelli ficou de fora por castigo interno. O jogo começou practicamente com um balde de água fria. Aos 5' Tribocchi foge à "armadilha" de fora-de-jogo e marca o primeiro do jogo, gelando os adeptos da casa. O Inter respondeu de imediato e passou a dominar o jogo por completo. Aos 25', um dos melhores e mais completos pontas-de-lança da actualidade, falo obviamente de Diego Milito, aproveita uma falha de um defesa contrário e finaliza com a classe que o caracteriza, executando um chapéu perfeito a Coppola. Dez minutos volvidos, a "wild card" lançada por Mourinho gera dividendos. Eto'o cruza da esquerda e no meio de falhanços atacantes e defensivos surge McDonald Mariga isolado no coração da área e não desperdiça a oportunidade de fazer o 2-1. A partir daqui deixou de se ver a Atalanta e só faltava saber por quantos iria ganhar o Inter. Ainda assim, o golo do descanso só chegou aos 78' com um tiro de Chivu do meio da rua. Tive a certeza que ia ser golo a partir do momento em que a bola saíu da bota do lateral esquerdo romeno. Um golo de se lhe tirar o chapéu, literalmente. Importa também referir que Sneijder saíu ao intervalo e está em dúvida para o embate decisivo em Camp Nou, o que poderá representar uma grande perda para Il Speciale. Quaresma mais uma vez viu o jogo todo do banco. Por último, destaco a entrada de Arnautovic durante a segunda parte, parece-me ser um avançado muito competente, com um bom futuro pela frente. Com o objectivo de vencer cumprido, restava ao Inter esperar por um deslize da AS Roma.

Em Roma, os líderes da Serie A recebiam uma das equipas sensação desta temporada, a Sampdória, treinada pelo nosso velho conhecido Del Neri. Os comandados de Ranieri começaram o jogo a mandar e chegaram com naturalidade ao primeiro golo logo aos 15', pelo seu eterno capitão, Francesco Totti. Durante toda a primeira metade foram-se sucedendo oportunidades para ampliar a vantagem e tudo parecia bem encaminhado para um vitória tranquila dos romanos. Contudo, o intervalo veio mudar tudo e a Samp entrou com uma excelente atitude na segunda parte, com Palombo a dominar todo o meio-campo. Aos 52', os suspeitos do costume empatam a partida. Cassano desequlibra no lado esquerdo e centra de canhota para um excelente cabeceamento do goleador ex-viola Pazzini. Espero que Lippi tenha visto. A AS Roma acusou o toque e iniciou um sofucante massacre, com consecutivas oportunidades flagrantes de golo. Contudo, os esforços gialorossi esbarraram vezes sem conta numa parede chamada Storari. O ex-AC Milan fez intervenções verdadeiramente incríveis, tais como a defesa a negar o golo a um cabeceamento de Luca Toni (da primeira vez que tocou na bola) e uma saída corajosa aos pés de Vucinic. Aos 81', numa altura em que "Gigi" parecia preocupar-se apenas em levar um ponto do Olímpico, Semioli conduz um contra-ataque pela esquerda e centra para, imagine-se, Pazzini, que aproveita para bisar sem grandes dificuldades. Enorme decepção para Ranieri que regressa às derrotas no campeonato e ao segundo lugar, num altura em que a sua equipa parecia ser invencível. O resultado justo seria provavelmente a vitória da equipa da casa. No entanto, os 3 pontos premeiam a excelente atitude lutadora e a excelência do contra-ataque do clube de Génova, finalizado com mestria por um ponta-de-lança que já merece outras andanças. Mourinho agradece.

Na Sicília, um Milan tranquilo mas afastado da luta pelo título enfrentava um Palermo à espreita da "Liga dos Milhões" (a Samp ainda não tinha jogado). O trio maravilha composto por Pastore, Hernandez e Miccoli virou a defesa milanesa do avesso e os Rosaneri venceram por 3-1. Na primeira parte, Bovo inaugurou aos 9' e Hernandez ampliou aos 18'. Já no segundo tempo, Seedorf reduziu aos 55', mas Miccoli colocou a cereja no topo do bolo com mais um grande golo aos 69'. Em Milão, pede-se a cabeça de Leonardo e a "canarinha" é apontada como possível destino para o antigo extremo esquerdo brasileiro.


Apesar das vitórias dos seus "rivais", a Juventus continua também a alimentar o sonho Champions, vencendo por 3-0 o Bari. Iaquinta (por duas vezes) e Del Piero (de penalty) foram os marcadores. No San Paolo, o Napoli desiludiu com um empate por 0-0 com o Cagliari e parece ter que se contentar com a Liga Europa.

A 3 jornadas do final do campeonato, é também tempo de olhar para o extremo inferior da tabela, onde o Livorno disse adeus em definitivo à Serie A 2010/2011, apesar da vitória por 3-1 na recepção ao Catania. Os outros dois lugares que dão direito à despromoção serão disputados por Siena, Atalanta, Bologna, Lazio e Catania.

Numa altura em que se diz que a Selecção Italiana está velha e gasta, começam a aparecer, nos clubes da metade superior da tabela do campeonato transalpino, vários jogadores que prometem dar continuidade aos excelentes desempenhos da Azzurra nas grandes competições de Selecções.

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A um ponto



De volta às goleadas na Luz, o Benfica está agora a um pequeno passo do ambicionado 32º título de campeão nacional. 10ª vitória consecutiva (um terço da Liga sempre a ganhar), indispensável porquanto o Braga (e o FC Porto, embora já fora da luta pelo título) continuam a responder muito bem com um excelente final de época.

Frente a um Olhanense ainda não descansado no que diz respeito à luta pela manutenção, Jesus fez apenas duas alterações em relação ao jogo de Coimbra: Ramires voltou ao seu posto habitual, recuando Ruben Amorim para o lado direito da defesa, enquanto no eixo da rectaguarda Luisão regressou para formar a habitual dupla com David Luiz.

Tal como na jornada anterior, a equipa adiantou-se no marcador muito cedo. Quase paradoxalmente, um lance em contra-ataque, com Weldon a ser lançado por Aimar e a cruzar para a área, com Delson a desviar com o braço. Penalty impecável de Cardozo, curiosamente para o lado em que sente mais dificuldades. O jogo ficava mais fácil e tudo melhorou ainda mais quando Delson, de forma absolutamente suicida, varre Di María a meio-campo. Expulsão indiscutível e o Olhanense a ver-se privado do polícia de serviço a Aimar, que se aproveitou disso para, com todo o tempo do mundo, lançar Angelito aos 17', com classe, para o segundo golo. Boa conclusão do jovem argentino, tirando Lionn do caminho antes de finalizar de pé...direito.


Sem precisar de forçar muito, o Benfica tinha o jogo praticamente ganho ainda antes dos 20 minutos, e isso acabou por levar a uma primeira parte pouco emocionante. Jogo naturalmente controlado por parte da equipa encarnada, boa circulação de bola, defesa sem dar veleidades atrás mas, perante um Olhanense que aí se preocupou mais em não sofrer outros golos, abusou-se um pouco demais das tabelas quando não havia espaço e repetidas vezes jogadores, por distracção, se deixaram apanhar em fora-de-jogo.

No segundo tempo, felizmente, tivemos de volta um grande Benfica. Futebol muito bem jogado nos primeiros 20 minutos, com Aimar a organizar muito bem a meio-campo, Javi com talvez um dos melhores períodos da época - nomeadamente a nível de passe - a garantir sucessivas posses de bola e, sobretudo, um génio à solta. Di María abriu o livro com um show de assistências (duas de letra, uma das quais deu golo), fintas e remates perigosos. Merecia bem marcar aquele golaço quase aos 90'...Além do verdadeiro prazer que me dá vê-lo jogar, é alguém que fica sempre muito feliz, e festeja imenso, com os golos e as vitórias da equipa, e eu gosto muito disso como é óbvio. Faz lembrar Drulovic na regularidade com que assiste para golos.


Com a boa exibição do colectivo beneficiou sobretudo nesta fase o Tacuara: duas finalizações à matador que lhe valeram a ultrapassagem a Falcao na tabela dos goleadores. A equipa aliás - e bem - preocupou-se sempre em jogar para o paraguaio, o que, naturalmente, comprometeu mais um ou dois golos. Aimar coroou ainda a excelente exibição com o 4º tento na Liga e pudemos ver o regresso de Saviola (e Nuno Gomes) à competição, ganhando ritmo antes do Dragão.

Foi, em resumo, uma boa exibição e um triunfo gordo, permitindo à equipa atingir, neste momento, a melhor média de golos (2,68 por encontro) desde os anos 60. Individualmente, e para além dos jogadores que já destaquei, uma palavra para o Quim que, ao contrário de Coimbra, esteve sempre muito atento sem se deixar iludir pelo pouco trabalho. Uma palavra também para o Jorge Costa, que, com a rectidão que sempre o caracterizou (por mais que o detestasse obviamente enquanto capitão do rival), depois de reconhecer durante a semana que o Benfica é líder do campeonato com todo o mérito, ontem não veio criticar a arbitragem como outros, por mais que objectivamente tivesse o jogo perdido com aquela expulsão aos 10 minutos.


Agora espero festejar na próxima jornada no Dragão - o que, sem hipocrisias mas com todo o respeito como salientou o Jesus, teria obviamente significado especial por ser na casa do arqui-rival e actual (tetra)campeão -, senão depois na última jornada diante dos adeptos.


Finalmente, aproveito a oportunidade para destacar o Benfica campeão europeu de futsal que tivemos hoje. Uma enorme alegria. Foi um grande jogo, que com mais 9.400 pessoas presenciei no Pav. Atlântico, um ambiente infernal que carregou a equipa - que, até mais do que na sexta na meia-final, jogou mesmo muito bem - para a vitória. E eles bem merecem, porque nestes últimos anos negros foram dos poucos a dar-nos alegrias ano após ano, e porque sempre tiveram enorme paixão pelo Clube. Inacreditavelmente, o jogo dos tri-campeões nacionais não deu em nenhum canal aberto ou sequer na Sportv...


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Golo da Semana

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Casos da Jornada (27)


Braga-Leixões

Nada a registar, a não ser um cartão amarelo por mostrar a Fernando Alexandre. Jogo sem casos e com boa arbitragem.

Académica - Benfica

3': Javi García parece estar em fora-de-jogo posicional, mas não tem qualquer interferência no lance do golo de Weldon. Golo regular.

29': Diogo Gomes terá dominado a bola com o braço antes de disparar para a igualdade, mas fica o benefício da dúvida para Carlos Xistra, já que é um lance difícil e, a meu ver, as imagens não são totalmente conclusivas.

78': Não há qualquer falta para penalty de Sidnei, que se soube aguentar muito bem, esperando o desequilíbrio de Éder.

79': Villas Boas falou demasiado a quente, queixando-se de um lance em que não há qualquer irregularidade no salto entre Diogo Gomes e Rúben Amorim.

Resultado não sofre alteração.

FCP - Vit. Guimarães

27': Queixas vimaranenses de possível penalty de A. Pereira sobre Rui Miguel, mas sem razão. Saltaram ambos e não houve mais do que um contacto normal.

28': Falcao parece estar em linha no momento anterior ao golo de Hulk, e em caso de dúvida há que beneficiar o atacante. Bem o fiscal.

45': Penalty por marcar a favor do FCP, já que Guarin foi agarrado por um adversário e assim impedido de chegar à bola.

61': Falta muito dura de N. Assis, entrada perigosa sobre Guarín que até podia justificar o vermelho...nem o amarelo saiu.

77': Penalty bem marcado, Gustavo Lazaretti apoiou-se ostensivamente em Falcao ao saltar.

Vitória incontestada do Porto.

Sporting - Vit. Setúbal

47': Lance duvidoso entre Sandro e Matías na área setubalense, não me parece que o toque seja suficiente mas também não era escandaloso que Jorge Sousa marcasse.

59': Aqui não houve qualquer dúvida, Collin fez falta para penalty sobre Saleiro. Bem assinalado.

82': Fora-de-jogo bem marcado a Liedson.

86': Queda de Liedson na área visitante, mas sem falta.

87': Idem na outra área, numa disputa de Rui Fonte e Carriço.

Resultado mantém-se.

Classificação Ajustada da Liga

Benfica 70 pontos
FCP 61 pontos
Braga 61 pontos
Sporting 48 pontos

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Premier League

Na 35ª jornada da Premier League jogou-se o derby de Manchester, em que os forasteiros vencerem 1-0 em tempo de descontos com um excelente cabeceamento de Paul Scholes a centro de Evra.


O Man. United dispôs das melhores oportunidades no 1º tempo mas foram sempre ineficazes na finalização. Já na segunda metade o City intensificou a sua pressão em busca da vitória mas foram surpreendidos aos 93´ num lance contra a corrente do jogo. Nani entrou aos 59’ mas não conseguiu intervir em lance digno de perigo.


O Chelsea viu assim o seu rival aproximar-se para apenas 1 ponto, ao ser bem derrotado em White Hart Lane por 2-1 num grande espectáculo de futebol! Os Blues apresentaram-se em campo com Paulo Ferreira e Zhirkov a laterais e um meio campo com Mikel, Deco, Lampard e Joe Cole servindo Malouda e Drogba.

Já o Tottenham jogou ao ataque com Gareth Bale a extremo esquerdo, Bentley na direita, Modric a organizador de jogo e Huddlestone a médio centro. No ataque Pavlyuchenko foi a aposta no apoio a Defoe. Kranjcar está lesionado e não jogará mais esta época, para a qual Rednkapp poderá contratar o toffee Steven Pienaar.

O jogo disputou-se a um ritmo bastante alto e alucinante por vezes, com o Chelsea sempre à procura do golo mas com os Spurs sempre superiores. O meio-campo de Ancelotti em muitos momentos do jogo circulou bem a bola e criou algumas oportunidades mas o ataque revelou-se ineficaz por inépcia de Drogba, Malouda (viu golo bem anulado por fora de jogo) ou Ballack (entrou aos 33’ por lesão de Obi Mikel) e por algumas boas intervenções de Gomes que continua em excelente momento de forma.


Já na equipa da casa a defesa foi bastante competente, controlando e bloqueando ao ataque do Chelsea quase todo o jogo e o meio campo e ataque criaram constantemente contra-ataques fortíssimos, alguns dos quais jogadas soberbas, que furaram constantemente a defesa dos Blues. Gareth Bale foi o homem do jogo (já se fala do interesse dos red devils), passando constantemente em técnica e velocidade por Paulo Ferreira que não esteve à altura, ainda por cima sem o apoio defensivo de Joe Cole. O extremo dos Spurs fez um a grande exibição, ludibriando o português por diversas vezes: na 1ª parte foi abalroado por Mikel na grande área após furar a defesa adversária por P.Ferreira, ficando por marcar uma grande penalidade; marcou também o 2º golo dos Spurs na cara do lusitano; no 2º tempo forçou o 2º amarelo a J. Terry aos 67´ num excelente contra-ataque e já perto do fim do jogo, isolado e com ângulo apertado atirou a rasar o poste de Cech.



Modric e Defoe também estiveram em bom plano na criação de jogadas, nomeadamente contra-ataques e Pavlyuchenko, em bom plano, dispôs de várias oportunidades para marcar mas borrou a pintura ao falhar duas oportunidades incríveis que sentenciariam o jogo.

Os golos foram apontados por Defoe de grande penalidade após mão de Terry num lance polémico aos 15` (falhou o 2º golo isolado) ,Bale aos 44´ e por Lampard aos 92´.


Deste modo, P. Ferreira foi o pior defesa em campo, contrariando as suas últimas boas exibições e Deco passou ao lado do jogo, não obstante ter contribuído para a boa circulação de bola da sua equipa em vários momentos.

Após este derby londrino, os Spurs deslocam-se para a semana a Manchester onde irão defrontar o Manchester United. Depois de venceram Arsenal e Chelsea nas duas últimas jornadas, será que continuarão em grande forma, continuando a contribuir para a decisão do título da Premiership? A ver vamos, mas tal facto tem também colocado a luta pelo 4º lugar ao rubro, já que os londrinos roubaram a última vaga para a Champions aos pupilos de Mancini quando daqui a duas jornadas teremos o escaldante City-Tottenham!

Na véspera da deslocação a Manchester, o Arsenal continuou a desiludir após reviravolta histórica da equipa do Wigan no Dw Stadium, que encaixou 3 golos nos 11 minutos finais aos londrinos! Walcott aos 41´ e Silvestre aos 48´ construíram o que aparentemente seria a vitória dos gunners mas Watson aos 80 ‘, Brambia aos 89’ (após novo frango de Fabianski) e N´Zogbia aos 91’ com um charuto indefensável construíram derrota impensável. A equipa do espanhol Roberto Martinez (a orientar o clube desde este ano, foi ex-jogador da equipa nas divisões inferiores e é uma lenda viva do Wigan; foi contratado em Espanha ao modesto Balaguer em 1995 juntamente com alguns compatriotas que deram um punhado de técnica ao conjunto Inglês) está confortável e tem assim a manutenção praticamente assegurada.


Para tristeza do Tomás e de muita gente, a equipa de Arsène Wenger volta assim a “morrer na praia” mais um ano, após praticar um futebol soberbo todo a época. Ou seja, infelizmente o Fado Gunner do costume! Para 2010/11 precisam de um ponta de lança com urgência, venha Chamakh para jogar com Van Persie (entrou aos 90’ mas ainda sem ritmo competitivo).

O Liverpool "finalmente" perdeu o 6º lugar cinicamente após vencer o último jogo por 3 golos aos Hammers (Benayoun, Ngog e autogolo de Green). O polémico Mido voltou a ficar no banco e pelo que consta é o jogador com salário mais baixo da Premier League (4000 libras por mês, cerca de 4616 Euros). O facto de a família ser milionária e dele querer desfrutar de nova oportunidade no principal escalão inglês levou-o a aceitar tal contracto.

O Aston Villa venceu o Portsmouth 2-1 em Fratton Park (Brown, Carew e Delfouneso) e venceu fora o jogo em atraso da 28ª jornada com o Hull City com golos de Agbonlahor e Milner de castigo máximo.
Premier League: 1- Chesea 77: 2- Manchester united 76; 3- Arsenal 71; 4- Tottenham Hotspur 64 (34J.); 5- Manchester City 62 (34J.); 6- Aston Villa 61 (35 J.); 7- Liverpool 59 (35 J.)

No Championship destaque para o Newcastle que se tornou campeão após derrotar o Plymouth Argyle com golos de Carroll e Routledge e volta com justiça à elite de inglaterra. Os magpies continuam ainda no top-20 dos clubes mais ricos do mundo segundo novo ranking da Forbes (liderado por man. United e Real Madrid), isto apesar da descida de escalão ter provocado menos um terço de receitas!


O Swansea cumpriu e venceu em Gales o Barnsley por 3-1 com golos de Williams, Kuqi e Pratley e Moore para os visitantes. A duas jornadas do fim da prova, a equipa de Paulo Sousa (recentemente associado ao Hull e Barnsley) mantém a vantagem de dois pontos para com o Blackpool, que venceu 3-1 o Nottingham Forrest. O play-off está cada vez mais perto!

Championship: 1- Newcastle 98 (44J.); 2- West Bromwich Albion 89; 3- Nottingham Forest 75; 4- Cardiff City 73; 5- Leicester City 70; 6- Swansea City 68; 7- Blackpool 66; 8- Middlesbrough 61

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La Liga

No fim-de-semana jogou-se o derby de Barcelona entre o Espanyol e o Barça num jogo em que as melhores oportunidades até pertenceram à equipa da casa. Com Henry, Ibrahimovic e Boyan no banco, o Barcelona foi ineficaz nas poucas oportunidades de que dispôs, tendo ainda vistou uma bola embater na barra num centro desviado de Pedro. Aos 62' viu-se privado de Dani Alves aos por acumulação de amarelos. Victor Valdés fez uma boa exibição e ainda conseguiu desviar um golo certo para o poste.


Quem agradeceu foi o Real Madrid que galgou 2 pontos para o topo da classificação, estando a 1 do líder. A vítima foi o Valência, no qual Miguel e Manuel Fernandes não foram convocados.


Já no Real Guti foi titular, tendo Marcelo recuado para defesa-esquerdo.

O Valência sentiu sempre grandes dificuldades no Barnabéu, dispondo de escassas oportunidades de golo: duas na mesma jogada, aos 32´, por Alexis e Mata, que esbarraram em grandes defesas de Casillas, e outra aos 72’ num remate espectacular de David Silva do meio da rua que esbarrou na quina da barra.



Ao invés do opositor, o Real controlou o jogo todo e dispôs de inúmeras chances. Higuaín aos 25´ a passe de Guti e Ronaldo aos 78´ após grande jogada de Marcelo construíram o marcador. Ronaldo foi o melhor jogador em campo e um enorme quebra-cabeças para a defesa ché, furando-a repetidamente e construindo sucessivos lances de perigo. Contudo não foi muito eficaz no remate como costuma. Face à grande exibição dos vice-campeões, Guti, Marcelo, Van der Vaart e Higuaín puderam construir resultado mais pesado e justíssimo mas sem sucesso.



O Maiorca de Nunes venceu o Osasuna por 2-1, mantendo o 5º lugar com um ponto de vantagem do Sevilha (3-1 ao Sporting Gijon com novo golo do emergente Juan Cala). Nunes foi considerado o melhor em campo e continua a mostrar-se a Queiroz em grande plano. Já Bruno China teve oportunidade de jogar o último quarto de hora.

O Atlético de Madrid continua em 10º ao somar a terceira derrota sucessiva, desta vez no no El Madrigal com golos de Godín e Rossi. Simão e Tiago foram titulares e ambos substituídos na 2º parte.

Destaque ainda para a descida do Valladolid de Sereno e Pelé para a zona de despromoção após empate a zero com o Málaga de Duda e Hélder Rosário, que foram totalistas no encontro.

La Liga: 1- FC Barcelona 84 (33 J.); 2- Real Madrid 83; 3- Valência FC 59; 4- RCD Maiorca 55; 5- Sevilha FC 54; 6- Villarreal 49; 7- Athletic Bilbao 49

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Arquivo Offensivo

27 de Novembro de 2007, o Besiktas recebia o Liverpool no Inonu Stadyumu. Como é prática corrente nos maiores clubes da Turquia, no período de aquecimento (geralmente antes da entrada da equipa adversária) um membro da claque desloca-se ao campo e solta o inferno!

Neste jogo, a Çarsi, claque do clube e a mais conhecida da Turquia, gerou uma atmosfera que constituiu recorde mundial num estádio de futebol na altura: 132 dB. O jogo terminou 2-1 para os turcos e, mais uma vez, esta prática efectuada nos jogos europeus e nas competições internas ajudou na galvanização da equipa da casa e no amedrontar dos forasteiros.


Besiktas 2 -1 Liverpool - Adeptos
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Recordando...Dani

Um dia, Nuno Gomes disse sobre ele " foi o jogador mais talentoso com quem alguma vez joguei".
Daniel da Cruz Carvalho, mais conhecido no universo do futebol como Dani, nasceu em Lisboa a 2/11/1976, no seio de uma família da classe média, um contexto pouco comum para um jogador de futebol. Ao pé esquerdo de craveira mundial, do qual saíam passes, remates e fintas ao nível dos melhores, e à muito boa visão de jogo, Dani juntava ainda uma capacidade de discurso bastante superior à de um jogador de futebol comum.

Dani deu os seus primeiros passos no futebol na famosa cantera do Sporting C.P. ainda antes de completar 10 anos, sendo descoberto durante umas férias de Verão por Aurélio Pereira. Nos primeiros anos de formação foi utilizado como lateral esquerdo, devido à qualidade fora de série do seu pé canhoto. Contudo, o tempo levou-o à posição de nº 10, onde se haveria de fixar. Paralelamente ao seu caminho na formação leonina, fez também parte de todas as selecções jovens, sendo inclusivé campeão europeu sub-18 (com apenas 17 anos) em 1994 (Espanha), o que motivou a sua chamada ao plantel principal do Sporting pelo então treinador, o Prof. Carlos Queiroz. Já nesta altura Dani começava a evidenciar a sua atitude pouco profissional face ao futebol, dando tanto importância à sua vida como futebolista como à sua vida nocturna.

Em 1994/1995, o Sporting tinha provavelmente um dos seus melhores plantéis de sempre, que só não se tinha sagrado campeão em 1994, porque encontrou pela sua frente o célebre Benfica de João V. Pinto, Rui Costa, Isaías e Paneira. Este era o Sporting de Naybet, Valckx, Vujacic, Marco Aurélio, Oceano, Balakov, Luís Figo, Emílio Peixe, Juskowiak, Amunike, Cadete, Iordanov, Capucho e Sá Pinto. No meio desta constelação de estrelas, Dani fez apenas 10 jogos na sua primeira época na equipa sénior, ajudando a equipa na conquista da Taça de Portugal frente ao Marítimo (bis de Iordanov).

No Verão de 1995, Dani fez parte da fantástica equipa portuguesa que participou no Campeonato do Mundo sub-20 no Qatar, alcançando um excelente 3º lugar. Brilhou ao lado de Quim, Beto, Mário Silva, Bruno Caires, Edgar e Nuno Gomes, o jovem 10 português foi considerado o segundo melhor jogador da competição e foi também o segundo melhor marcador (o artilheiro foi Etxeberria). Para a história fica uma exibição fenomenal na vitória por 3-0 frente à Holanda, onde apontou um golo de canto directo e protagonizou um dos golos mais originais já alguma vez vistos: "canto de mangas arregaçadas" na direita, Dani envolve-se numa suposta discussão com Bruno Caires sobre quem marcaria o livre e, no meio de empurrões, centra para o segundo poste onde Agostinho, face à perplexidade da equipa contrária, cabeceia para o fundo da baliza.


Dani era agora considerado como um dos melhores jogadores da sua geração, mas o jovem jogador não digeriu bem a fama. Na época de 1996, a sua falta de profissionalismo leva o ainda técnico do Sporting Carlos Queiroz (que nesta altura dizia que Afonso Martins ia ser um dos melhores jogadores do Mundo) a devolvê-lo à equipa de juniores. Sem espaço no plantel, é emprestado em Janeiro ao West Ham de Harry Redknapp. Na Premier League, Dani foi companheiro de Rio Ferdinand, Frank Lampard, Dumitrescu e Slaven Bilic. Começou da melhor forma, marcando um golo na sua estreia frente ao Tottenham e fazendo algumas boas exibições. Porém, mais uma vez a noite (desta vez londrina) falou mais alto e após 9 jogos (e 2 golos) Redknapp devolveu-o ao seu clube de origem, sugerindo até que mudasse de profissão pois o seu estilo de vida não se adequava ao de um futebolista profissional. Sobre Dani, o actual treinador dos Spurs disse ainda: "Dani is so good-looking I don't know whether to play him or fuck him" .

Depois deste falhanço, Dani não é convocado para o Europeu desse ano, disputado em Inglaterra. Procura então relançar a sua carreira nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996, cuja medalha de ouro foi para a Nigéria (mais tarde provou-se que muitos dos seus jogadores tinham nesta altura mais do que 23 anos). Mais uma vez a comitiva portuguesa tem um desempenho muito positivo (manchado apenas pela derrota por 5-0 com o Brasil) e mais uma vez Dani aproveita a oportunidade para brilhar junto aos melhores da sua geração (Nestes Jogos estiveram jogadores como Ortega, Simeone, Verón, Zanetti, Crespo, Cláudio Lopez, Ronaldo "fenómeno", Roberto Carlos, Rivaldo, Bebeto, Taribo West, Okocha, Kanu, Bossio, etc.). A equipa portuguesa era composta por jogadores de grande qualidade. Ao lado de vários que, com Dani, haviam estado no Mundial sub-20, estavam também Rui Bento, Peixe, Capucho, Rui Jorge, Litos, Luís Vidigal, Calado, Sérgio Conceição, Kenedy, José Dominguez, Paulo Alves, Nuno "Golos" e Porfírio.

A boa prestação nesta competição de grande projecção, leva o poderoso Ajax dos anos 90 a contratar a jovem promessa portuguesa. O lendário clube de Amsterdão havia ganho a Champions no ano de 1995 e perdido a final em 1996 para a Juventus na marcação de grandes penalidades. A ArenA de Amesterdão tinha acabado de ser construída. O clube era orientado por Louis Van Gaal e tinha nesta altura jogadores como Van der Sar, Bogarde, Blind, Franck e Ronald de Boer, Litmanen, Kluivert e Overmars. Mais uma vez, Dani não podia esperar melhor estreia, ao bisar num jogo frente ao Rangers para a Champions. Também nesta época, o jogador português marca um importante e bonito golo nos quartos de final desta competição frente ao Atlético de Madrid. Na sua passagem pela Eridivisie, Dani deixou algumas boas recordações no aspecto futebolístico, ostentando por diversas vezes na camisola o lendário 14 de Cruyff (hoje em dia retirado de circulação). Foi um jogador muito acarinhado pelos adeptos, sobretudo as do sexo feminino. Contudo, nunca atingiu a regularidade necessária para ser um indiscutível no "onze" holandês e para se afirmar como o craque de nível mundial que poderia ter sido. Época após época foi-se perdendo na noite daquela cidade e o seu futebol foi piorando, já sob o comando de Morten Olson. Foi campeão holandês por uma vez (1998) e venceu também a Taça por duas vezes (98 e 99). Fez um total de 72 jogos (12 golos para o campeonato). Foi ainda colega de Michael Laudrup, Arveladze, Oliseh, Gronkjaer, McCarthy, Chivu, Winter, Van der Vaart, Brian Laudrup e Machlas. O Ajax nunca mais viria a ser o mesmo, pois a Lei Bosman acabou por desmantelar a equipa de sonho de 1995.

Em 2000/2001, com muitos quilos a mais e sem lugar no Ajax de Co Adriaanse, Dani ingressa no S.L. Benfica, nessa altura treinado por José Mourinho. Faz apenas 5 jogos para o campeonato onde não deslumbrou, mas também não fez má figura. Quando começava a ganhar espaço na equipa é dispensado por, adivinhe-se, má conduta disciplinar e Paulo Futre leva-o para o Atlético de Madrid.

Por esta altura, O Atleti jogava a primeira de duas épocas na segunda divisão espanhola. Na segunda época em Madrid, Dani faz uma das suas melhores épocas de sempre (10 golos em 32 jogos), ajudando a equipa a regressar à La Liga. Parecia que Dani ia viver uma segunda juventude, sem noite nem copos. Como nem tudo o que parece é, na terceira época ao serviço do clube, Aragonés afasta o jogador português, que volta aos velhos e maus hábitos, da equipa principal. Dani acaba por rescindir contrato no final dessa época. No clube da capital espanhola jogou com Antonio Lopez, Santi, Aguilera, Hugo Leal, Kiko, o "recém-nascido" Fernando Torres, Carcia Calvo, Coloccini, Contra, Albertini, Emerson, Luis Garcia, Javi Moreno e José Mari. Ironicamente, Hugo Leal também acabou por passar ao lado de uma grande carreira. Tanto um como o outro poderiam ter sido o tão desejado substituto de Rui Costa na Selecção Nacional e não precisariamos de recorrer aos serviços de um brasileiro frustrado para essa posição.

Após testes falhados no Celtic Glasgow, Dani decide pendurar precocemente as botas, com apenas 27 anos...
Internacional A por 9 vezes, foi um jogador de altos e baixos. Via o futebol como um hobby e não como uma paixão, muito menos como uma profissão. Jogou com e contra alguns dos melhores jogadores do seu tempo, foi treinado por grandes treinadores, mas nem os melhores exemplos foram suficientes para encaminhar a sua carreira. Dividiu a sua curta vida como futebolista entre trabalhos como modelo, discotecas, maus hábitos e muitos relacionamentos mediáticos (entre os quais Dj Poppy). Após terminar a carreira foi ainda apresentador de televisão.

A nós, adeptos de futebol, resta-nos rever os vídeos de momentos mágicos protagonizados por um "génio da bola", um dos mais talentosos jogadores portugueses pós-"geração de ouro" e imaginar como poderia ter sido a sua carreira.

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