Mercado de Inverno

Muitos são os desejos para 2010, mas nem todos se podem concretizar.

O mercado de Janeiro é quase tão forte como o de Verão.
Nesta fase os treinadores têm uma maior consciência das fraquezas das suas equipas e pedem aos seus presidentes as prendas de Natal necessárias ao bem estar do plantel.
No nosso país o normal é entrarem mais jogadores do que os que saem no Inverno e este ano vai-se manter a tendência ou até mesmo aumentar o caudal de chegadas e diminuir o das saídas.
O FC Porto está parado. Nem vende, nem compra.
É objectivo de Jesualdo recuperar Orlando Sá, Miguel Lopes, Prediger, Maicon, Valeri e lançar Abdoulaye.
Agradam-me a maior parte deles, mas também acho que sangue novo a meio da época faz bem. Para além de aumentar o leque de opções, refresca a equipa.
Bruno Alves é falado. Ontem para o Real Madrid, hoje para o Manchester United. Mas acredito que não sairá em Janeiro e é, desde já, um grande reforço.
Gostava muito que o FC Porto fosse buscar o Ukra.
O Sporting é o campeão do mercado de Inverno.
João Pereira e Sinama Pongole estão já garantidos. Manuel Fernandes, Rodriguez, Ruben Micael, Pavlyuchenco, Bale e Tosic são nomes referenciados, porém, ao que tudo indica, Manuel Fernandes está garantido.
Del Horno, ao que tudo indica está perto. A mim não me seduz.
Mexer é uma certeza...que vai rodar.
De todos estes há dois que me enchem as medidas: João Pereira e Manuel Fernandes.
O primeiro é raçudo, é rápido, defende e ataca bem, cruza bem e é bom tecnicamente, porém tem o problema da disciplina. João Pereira perde a cabeça muito facilmente, porque ferve em pouca água, mas eu acredito que ele vai melhorar esse aspecto e vai dar que falar.
Manuel Fernandes é, na minha opinião, dos melhores trincos do mundo. Era, se não tivesse o mesmo problema do João Pereira e quando não há disciplina é complicado. O médio formado no Benfica faz-me lembrar Essien. Tem uma força que não acaba, chuta da mesma forma (e que forma!!) com os dois pés, é bom no passe, destrói e constrói jogo de uma maneira única, tem é que estar motivado e de cabeça limpa.
Quantos aos "ingleses", esses, não acredito que venham.
Carlos Carvalhal vai ter o que Paulo Bento nunca teve - o que não se entende - e com isso acresce-lhe a responsabilidade. Tem muita matéria prima, veremos como vai ficar o produto final, leia-se o futebol do Sporting.
O Benfica é, dos três grandes, na minha de ver, o que menos precisa de se reforçar, porém Airton e Kardec são já reforços encarnados.
Airton desconheço, mas acompanhei Kardec no Mundial de sub-20 e o jovem brasileiro parece-me ter sido uma boa compra.
Eder Luiz também deve estar para chegar, o que aumenta o leque de opções de Jorge Jesus.
O que me baralha é a quantidade de avançados no plantel encarnado. Não será fácil dar minutos a todos. Mas a minha opinião não passa disso mesmo.
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Gostava, porque é já um hábito, ver o FC Porto ser campeão e acredito nisso.
Porém era bom para o nosso futebol que o Sporting também se "levantasse", que o FC Porto atingisse níveis exibicionais melhores e constantes e que o Benfica mantivesse o seu futebol.
Para 2010 desejo que todos estejam na sua plenitude, que não haja jogadas de bastidores e que vença o melhor.

Cumprimentos azuis e brancos.

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Golo da Semana


Golos da terceira semana de Dezembro, que por falha minha não tinham ainda sido disponibilizados.
As minhas desculpas pela demora.

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Continuação de Boas Festas!

Antes demais queria pedir desculpa a todos pelo desleixo que tenho tido na última semana pelo blog, mas motivos festivos e outros profissionais têm me impedido de tal. Só hoje tive um "tempinho" e apenas para vos vir desejar uma continuação de Boas Festas, e um grande 2010 para todos vós! Que o novo Ano vos traga tudo o que desejarem! Quanto á passagem de ano... Quem for para os lados da Nazaré... ;)
Abraço a todos!

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Feliz Natal!!

Aos portistas, aos sportinguistas, aos benfiquistas e aos adeptos dos restantes clubes.
Lembremo-nos, nesta data e sempre, que o futebol é apenas uma paixão e uma fonte de alegrias e de tristezas, nunca uma fonte de ódio e de inimizades.
A vida é bem mais que futebol.
Desejo-vos a todos muita saúde, amor, paz e alegria.

Cumprimentos azuis e brancos.

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O Campeão de Inverno

É no Minho que mora o campeão Inverno 2009, o Sp.Braga.

A época do Sp.Braga começou de maneira algo atribulada. O treinador D.Paciência foi apresentado já a meio da pré-época (que foi programada por Jorge Jesus), César Peixoto saíu em litígio para o Benfica e no fim do Verão saíu Frechaut para os franceses Metz. A juntar a isso o Sp.Braga foi eliminado precocemente da Liga Europa (3ª pré-eliminatória) pelo modesto Elfsborg da Suécia por 4-1 aggregate. Começou-se a duvidar das capacidades de Domingos para comandar uma equipa com objectivos como é o Sp.Braga. Domingos respondeu "à campeão": "farei melhor que Jorge Jesus". Todos se riram (eu incluído), mas a verdade é que Domingos provou mais uma vez não ser parvo nenhum. É bom não esquecer que já tinha feito bom trabalho em Leiria e em Coimbra. Esta temporada está a fazê-lo em Braga.


O Sp.Braga só perdeu quatro titulares da época passada: Luis Aguiar (que saudades!), Frechaut, C.Peixoto e Rentería. Saíu também Edimar que no final da época passada estava a conquistar o seu espaço. Para o onze titular apenas entrou Hugo Viana. Adriano, Diogo Valente e Paulão também chegaram mas ainda não são titulares.`

Grande parte do sucesso deve-se à gestão deste clube. É dos poucos clubes que vende muito bem e contrata ainda melhor. Jogadores como Jorge Luiz, Luis Filipe, Abel, João Alves, Luis Aguiar, Luís Loureiro, Cícero, Nunes, Wender, César Peixoto e João Tomás foram todos muito bem vendidos. Para os seus lugares entraram sempre jogadores tão bons ou melhores e a equipa nunca se ressentiu. É aqui que o Sp. Braga tem crescido em relação às outras equipas.

O Sp.Braga é uma equipa que não goleia como outras equipas desta Liga, mas ganha e isso é que é importante e é por isso que é o líder do campeonato desde a primeira jornada. Joga um futebol muito trabalhado, muito técnicista e muito apoiado no ataque pelos seus laterais ofensivos. Apresenta-se normalmente em 4-4-2 losango, mas também é frequente vê-lo jogar em 4-2-3-1 com Alan na direita e Paulo César na esquerda ou mesmo em 4-3-3. Para quem gosta de futebol, este Sp.Braga é um espectáculo muito por causa da sua imprevisibilidade táctica.

Começou por bater naturalmente a Académica em casa na primeira jornada. Na 2ª jornada foi a Alvalade dar um banho de bola e venceu mesmo o vice-campeão nacional por 2-1. Na 3ª e 4ª jornada conseguiu duas vitórias algo polémicas, em casa diante o Belenenses e na Madeira contra o sempre difícil Marítimo. Na 5ª jornada recebeu e venceu com categoria o tetra-campeão nacional por 1-0. Ainda venceu na 6ª e 7ª jornada o Olhanense e o Vit. Setúbal, só sendo travado à 8ª jornada com um empate a uma bola em Vila do Conde com o golo do Rio Ave a ser obtido de forma irregular. Na 9ª jornada recebeu o seu ex-treinador e a equipa sensação das primeiras jornadas e deu mais um banho de bola coroado com mais uma vitória, desta feita por 2-0. Quando teve que ser superior e ganhar aos outros candidatos, ganhou. Sem espinhas!

Só perdeu uma vez este campeonato, foi diante um Vit. Guimarães super-motivado num dos melhores jogos desta Liga, foi na 10ª jornada. Um jogo extremamente rápido, bem jogado pelas duas equipas onde a vitória sorriu à equipa que marcou um golo primeiro, o Vit. Guimarães, e que golo de Desmarets (recomendo a todos os portistas a verem este golo para saber se também acham que deveria ser anulado)! A partir da décima jornada o Sp.Braga começou a perder gás. Ainda ganhou ao U.Leiria, mas empatou em Matosinhos com muita culpa de Eduardo, empatou em casa com a Naval e recentemente voltou as vitórias em Paços de Ferreira. À décima-quarta jornada o Sp.Braga tem 10 vitórias, 3 empates e uma derrota. Tem todo o mérito em ir em primeiro, ganhou e bem aos três grandes na primeira volta, feito digno de uma grande equipa. Continua em prova na Taça de Portugal e ainda vai disputar a Taça da Liga. Está fora da Europa, mas isso até pode ser bom para ter a competitividade na Liga que não teve a época passada fruto da sobrecarga de jogos.

O onze titular

O Sp.Braga tem um onze bastante forte. Na baliza tem só o titular da Selecção Nacional, Eduardo. Muito criticado recentemente por causa do frango que deu em Matosinhos, mas a verdade é que só sofreu 6 golos no campeonato e é o guarda-redes menos batido da Liga Sagres.

Há três centrais que podemos considerar titulares: Moisés, André Leone e Alberto Rodríguez. Moisés é dos três o que joga mais vezes. É forte de cabeça, sabe sair a jogar (e com os dois pés) e é muito calmo na hora de aliviar a bola. André Leone beneficiou da lesão de Rodríguez para ganhar o seu espaço. É mais trapalhão que Moisés mas também é mais rápido e mais forte de cabeça que o ex axadrezado. Rodríguez tem vindo a recuperar aos poucos o tempo que esteve parado por lesão. É um central robusto e algo pesado. Ganha quase tudo de cabeça, mas à semelhança de Bruno Alves, é muito lento a virar, não tem rins para se bater com um avançado que seja rápido e jogue pelo chão. De pés também é fraco.

Na lateral-direita tinha um jogador muito raçudo, João Pereira. É um lateral muito disciplinado tacticamente, inventa pouco, é agressivo a procurar a bola e tenta ser um lateral ofensivo, o que nem sempre consegue. É muito frequente vê-lo a fazer kilómetros e kilómetros por jogo. Só não tem mais qualidade a atacar porque lhe falta alguma técnica para isso, no entanto vai chegando e sobrando para actuar em Portugal. Recentemente foi transferido para o Sporting. Enquanto não chegar um lateral novo (fala-se em Miguel Lopes), Filipe Oliveira ocupará o seu lugar.

Na lateral canhota está um dos melhores jogadores desta equipa, Evaldo. Evaldo é um lateral brasileiro de 27 anos com muita técnica, velocidade e resistência. Defende muito bem, de forma segura (também tem altura para isso) e é a atacar que provoca desiquilíbrios. Faz o flanco todo da equipa bracarense com grande à vontade e ainda tem fôlego para centrar com qualidade. Para mim, o melhor lateral-esquerdo da Liga e um dos jogadores-chave do Sp. Braga.

A médio-centro joga Vandinho,um dos capitães desta equipa. Para mim não é trinco como muitos dizem, mas um médio centro, não um 8 como está na moda, mas um 5 à "brasileira", o chamado médio de cobertura. É alto, joga bem com os dois pés e tem bastante resistência, é um dos jogadores fundamentais desta equipa.

A interior-esquerdo temos Hugo Viana. Hugo Viana veio acrescentar qualidade a este meio campo, é pouco agressivo a recuperar a bola, mas a entregar a bola talvez seja o melhor que há em Portugal. É muito raro vê-lo falhar um passe, tanto curto como longo, faz passes para desmarcação fantásticos, bate livres laterais de forma exímia e este ano até tem marcado golos, o que não era muito comum.

A interior-direito joga Alan, na minha opinião, o melhor jogador do campeonato até agora. É um regalo para os olhos ver Alan a jogar. No Marítimo, FC Porto e Vit. Guimarães, Alan era apenas um extremo muito veloz, desiquilibrava é certo mas não passava de mais um Lito, Douala, Sougou ou José Manuel, desses há muitos na Liga Sagres. Com Jorge Jesus recuou no terreno, passou a jogar mais no miolo e tornou-se outro jogador. Dono de uma técnica invulgar, digna dos melhores jogadores do mundo, Alan é um dos cérebros desta equipa. Joga e faz jogar, faz aberturas, faz fintas inteligentes deliciosas e agora até marca golos (alguns bem bonitos). O ano passado aparecia muitas vezes em situação de finalização, mas nunca marcava. Uma das agradáveis surpresas deste campeonato.

A número 10 joga Mossoró. Mossoró apareceu para o mundo do futebol em 2005 no Paulista, quando chegou surpreendentemente à final da Copa do Brasil. Nessa altura, José Peseiro, então técnico do Sporting fez um forcing para o trazer para Alvalade, mas este acabou por fugir para o Internacional. Mais tarde viria a ser dispensado para o Marítimo e depois transferido para o Sp.Braga. Na época de estreia, sob o comando de Jorge Jesus foi muito utilizado, não sendo um titular porque Luis Aguiar era o dono do lugar, mas entrava muitas vezes. Este ano tem jogado muito bem, tem feito golos (alguns importantes) tem desiquilibrado no último terço do terreno e servido com mestria os avançados P.César e Meyong.

Como dupla de avançados costumam jogar Meyong e P.César. Meyong, é o ponta-de-lança mais fixo,um goleador já muito conhecido no futebol português (e com muitos golos).Começou muito bem a época. Fez vários golos de seguida e foi importante nas vitórias iniciais da equipa minhota. Depois foi perdendo gás, até à ultima jornada onde mais uma vez facturou. Leva 6 golos esta época e está de saída para a CAN no próximo mês de Janeiro se for convocado por Le Guen. O avançado mais móvel é Paulo César, um jogador que nunca deu muito nas vistas nas equipas por onde passou: Gil Vicente, Vit. Guimarães, Rio Ave e U.Leiria e que chegou a Braga para ser uma das últimas opções de ataque. Contudo tem justificado a aposta de Domingos. Paulo César sabe cair e bem nas alas porque tem velocidade e técnica para isso e servir da melhor maneira Meyong. A época passada mesmo não sendo um titular marcou 7 golos, esta época leva apenas 3 , também porque a equipa já não ataca o que atacava com Jorge Jesus.

Matheus é o 12ºjogador, normalmente é o primeiro jogador a saltar do banco. Joga a extremo esquerdo ou direito, apesar de ser canhoto, ou a segundo avançado. Tem muita técnica e marca também golos, sendo alguns deles importantes como o que marcou em casa com a U.Leiria.

Uma das desilusões do plantel têm sido Adriano que tarda a voltar à melhor forma, quando a recuperar pode vir a ser muito perigoso. Com a iminiente saída do Meyong para a CAN acredito que terá mais minutos e que começará a fazer golos pois é um autêntico animal de área. Rodrigo Possebom é outra desilusão. Internacional sub-20 italiano apesar de brasileiro, veio do Man Utd onde fez 8 jogos na última época. Esperava bastante mais deste jogador. Este insucesso vem comprovar o que eu desconfiava, o Sp. Braga já não é aquela equipa para qual os clubes grandes despacham os jogadores jovens para ganhar minutos. Se estes não tiverem os nivéis de qualidade exigidos, podem ter a certeza que não jogam, independentemente de virem do clube A, B ou C.
Dos outros suplentes, Yazalde tem feito minutos mas ainda não mostrou estar a altura para ser titular. Andrés Madrid tem aparecido recentemente, três jogos a titular, provavelmente por ser Inverno e a equipa precisar de mais jogadores de combate. Quando é para defender o resultado, Madrid é muito útil. Diogo Valente entra quando Domingos quer o 4-3-3 e aí P.César costuma ser o crucificado. Diogo Valente é um jogador com um bom pé esquerdo, com alguma agressividade, mas depois resultados práticos é que nem vê-los, parece que vai para o Paços de Ferreira agora em Janeiro. Aguardo com alguma expectativa que dêm alguns minutos ao venezuelano Peña. No mundial sub-20 soube que ele andava por lá e tomei atenção aos jogos da Venezuela. É um médio de ataque com alguma qualidade de passe e bastante técnica, ainda não teve oportunidade de se mostrar em Braga porque Domingos não pode fazer experiências, mas a verdade é que a Lázio anda de olho nele. Tiago Pinto depois da lesão precisa de minutos. Com Evaldo por perto será bastante difícil, gostava também de o ver jogar mais vezes, seja em Braga ou noutra equipa da Liga Sagres qualquer. Ney Santos foi emprestado neste mercado de Inverno ao Vit. Setúbal.

Bom Natal a todos os seguidores e visitantes do Settore Offensivo e também para os meus colegas de comentários!

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Análise ao momento azul-e-branco


Estamos em vésperas de Consoada, e falo dias depois de um Benfica-Porto. Sobre o clássico muito se disse, e apesar da análise “apaixonante” do Cristiano, revi o jogo e não posso concordar com tudo o que ele, dirigentes e equipa técnica referem.

Apesar de achar que existem decisões erradas por parte de Lucílio Baptista, não considero que possa justificar a derrota no clássico. César Peixoto comete penálti sobre Hulk? Sim, mas já vi pior e não ser marcado. O golo nasce de fora de jogo na jogada anterior? Sem dúvida, mas preocupa me mais a passividade da defesa Portista.


O mau estado do relvado também não me parece ser um argumento válido para justificar a prestação na Luz. O campo estava mau para ambas as equipas, e o “meu” Porto ganhou uma Taça Intercontinental em Tóquio com o relvado coberto de neve, ganhou ao CSKA Moscovo com -4 graus negativos, e por aí fora. Não gosto destas “desculpas”. Aliás, sempre foi isso que nos distinguiu de todos os outros. O Porto de Mourinho foi talvez a equipa mais prejudicada pelas arbitragens, e com colagens de jornais e raça a equipa uniu-se e superou tudo.


Sendo o Natal uma altura de reflexão, preocupa-me chegar a Dezembro e ver que o FC Porto é ainda, uma equipa em construção. Sem uma estrutura definida, onde todos os jogos parecem um tubo de ensaio, onde Jesualdo experimenta da defesa para a frente.

Na baliza, Helton. Para mim, continua a ser o mais completo guarda-redes do campeonato.

A defesa tem sido talvez o melhor sector. Rolando, Bruno Alves, Alvaro Pereira e Fucile. Apesar de alguma indolência de Rolando, neste momento não existe concorrência. Fucile trouxe á equipa o que ela precisava: profundidade, agressividade e a velocidade que Cissokho levou para Lyon.

É no meio-campo que reside a principal lacuna da equipa. Fernando continua dono e senhor do lugar, algo que não compreendo. Apesar de ser impressionante na arte da recuperação de bola, é na construção, na saída a jogar que tem revelado graves problemas. Não compreendo o porque de se gastarem 4 milhões de euros em Prediguer se não é alternativa credível. Assim como, Bolatti. Meia Europa atrás dele e não tem lugar no Porto?

Enquanto Meireles é titular indiscutível (apesar de alguma inconsistência exibicional, “tem” de ser titular), Belluschi, Guarin, Valeri, Tomas Costa, Mariano e até Rodriguez já passaram pela 3ª vaga no meio campo do FC Porto. Se Tomás Costa parece ser (incompreensivelmente) uma carta fora do baralho (depois de tantos jogos no ano passado e de algum bom rendimento), Guarin e Belluschi não conseguem agarrar o lugar e demonstrarem consistência. Valeri, que defendo ser a melhor opção, tem tido (demasiadas) lesões que o afastam da titularidade.

No ataque, Rodriguez e Hulk ainda estão a milhas do que fizeram no passado, e não revelam crescimento a nível de exibições. Varela é, na minha opinião, a grande contratação desta época, e tem revelado uma consistência/importância aliada a uma humildade notável no meio futebolístico. Falcão tem sido para mim o melhor jogador da equipa nos últimos tempos. A jogar muito longe do seu sítio de origem (grande área), Jesualdo tenta ver nele um lutador, um jogador que receba a bola, a guarde, enquanto os seus companheiros sobem, para depois a entregar aos colegas enquanto sobe até ao coração da área. É aqui que ele se desgasta desnecessariamente, e não são aproveitadas as suas reais capacidades. Se nos lembrarmos de Lisandro, vemos que era um avançado que fazia toda a frente de ataque, e era no seu trabalho invisível que abria espaços, e Falcão é ponta-de-lança, não avançado. Farias pode marcar muitos golos, mas não me convence. Marca a equipas pequenas, mas nunca se mostrou forte quando defrontamos equipas superiores. Orlando Sá esteve muito tempo afastado, e tem características físicas distintas dos colegas, e talvez seja importante a sua presença em campo, para “cansar” defesas.

É aqui que entra a questão: Como pode Pinto da Costa afirmar que a equipa não precisa de reforços no mercado de Inverno?

Num plantel onde Miguel Lopes, Nuno Andre Coelho, Prediguer, Tomas Costa, Mariano Gonzalez são “pesos mortos” e somente gastam dinheiro á SAD, onde Guarin, Farias e até Belluschi não são opções em quem o treinador confie realmente, não podemos olhar para o mercado nacional e encontrar soluções como, inteligentemente, fez o Sporting com João Pereira? Vejo Ruben Micael, Evaldo, Felipe Lopes, Hugo Viana, Desmarets, Sereno (ao que parece já contratado para a próxima época) e questiono me se não têm lugar no plantel Portista. Será que o Porto só tem olheiros na Argentina? Ou serão os cofres de empresários e “abutres da SAD” que têm interesse em tais negócios?


Faz me também confusão o clube estar a desperdiçar, provavelmente, a melhor fornada de jovens formados no clube dos últimos 10 anos. Paulo Machado brilha em França. Ventura, Castro, André Pinto, Bura, Candeias, Ukra, Helder Barbosa, Diogo Viana, Rabiola não podem crescer se a própria equipa não mostra confiança nas suas capacidades para entregar o plantel.

Em conclusão, não estou a dizer que estava tudo bem antes e que está tudo mal agora. Nada disso. Acho que há necessidade de reflectir, pensar e analisar as coisas, de forma honesta e clara, sem arranjar desculpas, e corrigir as lacunas. Porque acredito que vamos fazer uma boa segunda volta e que podemos cumprir o objectivo: ser Pentacampeões.

Desejo a todos os seguidores do Settore Ofensivo um Feliz Natal, em especial aos azuis-e-brancos.

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Casos da Jornada (14)

Antes de entrar na análise dos casos da jornada 14, uma nota correctiva em relação à última jornada. Ao Benfica haviam sido, no meu post, atribuídos três pontos por conta do jogo de Olhão, uma vez que considerei que não há qualquer irregularidade de Ramires no livre que dá origem ao golo de Carlos Fernandes. Visto que na caixa de comentários houve uma maioria de comentários discordantes (isto é, que consideravam ter havido de facto falta do médio brasileiro), ao Benfica atribui-se assim apenas um ponto. Discutamos então a jornada do último fim-de-semana.

Paços de Ferreira - Braga

Não vi o jogo, mas de acordo com os jornais Duarte Gomes esteve bem num jogo sem casos relevantes. Resultado não sofre assim influência.

Naval - Sporting

- 39': Carlitos atinge Saleiro no chão com uma pisadela. Há dúvidas quanto à intencionalidade, mas talvez se justificasse mesmo o vermelho.

- 41': Penalty por assinalar contra a Naval. Peiser derruba Saleiro, é certo que com algum teatro por parte do avançado, mas houve falta.

- 87': Postiga salta e no ar atinge com o cotovelo Gomis. Não é uma agressão, mas pedia-se um amarelo por jogo perigoso.

Resultado também "verdadeiro".

Benfica - Porto

- 2': Javi García chuta a bola contra Falcao já depois de este ter caído, acertando-lhe na cabeça. Javi disse ao árbitro que não ouviu o apito - parece-me tanga, obviamente -, é daqueles lances que dão para amarelo ou vermelho consoante o critério (comigo seria amarelo). Há lances mais graves sinceramente, não é uma agressão.

- 3': Amarelo por mostrar a Peixoto por agarrar Hulk pela camisola.

- 10': Falcao pisa David Luiz já depois deste ter aliviado a bola. Como o lance do Javi, pode dar expulsão ou não, embora este até ponha mais em causa a integridade física.

- 22': Golo de Saviola. Já muito foi dito e aqui vai a minha interpretação. No lance anterior do ataque do Benfica há fora-de-jogo - do Urreta, não do Saviola, como não sei porquê estou sempre a ver escrito -, mas um fora-de-jogo que está muito longe de ser um escândalo. Vejamos, o que aconteceu foi simplesmente o seguinte:

Passe por alto do Carlos Martins, com Saviola e Urreta a virem de trás da defesa, por isso em jogo. O que se passa depois é que de facto o Saviola, ao tentar dominar a bola, toca nela (ao de leve mas toca) e, mesmo sendo uma recepção falhada e não um passe, o que interessa é que a bola sobrou para o Urreta e este, como a bola tocou no Saviola e estava à frente do argentino nesse momento, passou a estar offside (pois beneficiou da sua posição), antes de dar de calcanhar. Agora, eu ao ver o lance corrido - vejam bem o vídeo do golo sem ser em câmara lenta - até nem consigo perceber que o Saviola, apesar de falhar a recepção, toca mesmo na bola. E por isso é natural que o fiscal também o não tenha percebido. Está muito longe de ser algo fácil de ver, mas há fora-de-jogo indiscutivelmente. Isto é o primeiro ponto que é necessário salientar.

Depois, na jogada seguinte há um golo limpo. Os adeptos portistas dizem que é o mesmo lance mas isso é falacioso e uma desculpa. Reparem que, depois do falhanço do Cardozo, a defesa do Porto se reposiciona toda (o Benfica é que até ficou com menos um jogador activo já que o Maxi ficou sentado na linha de golo), três jogadores do Porto tocam a bola entre si sem ser pressionados (vejam a saída a jogar do Porto depois do corte na linha do Álvaro Pereira) e depois perdem-na (para o David Luiz, que por sua vez isola o Saviola para o golo), mas isso é incompetência dos jogadores do Porto, não temos culpa que eles tenham saído à charutada em vez de jogar a bola no chão, por isso o lance é totalmente regular, é uma jogada distinta do lance anterior! Ou por acaso se os jogadores do Porto, em vez de terem sido "incompetentes" (com todo o respeito), tivessem feito um bom ataque e marcassem um golo legal, também esse golo seria irregular por causa da jogada anterior? Além de que isto é subjectivo, quantos segundos/minutos mais se teriam que jogar para que os adeptos do Porto dissessem "agora já é um novo lance"?

Também no Tribunal d'O Jogo os árbitros foram unânimes - incluindo o Coroado e o Rosa Santos - em considerar legal o golo...

- 25': Amarelo a David Luiz mal mostrado: falta normalíssima, nem houve sucessão de faltas que o justificasse. Em sentido inverso, Guarín fez seis na 1ª parte sem ser admoestado.

- Algures na 1a parte: amarelo por mostrar ao Carlos Martins por entrada de pé levantado sobre Raúl Meireles. Jogou a bola, mas não pode entrar assim.

- 33': Lance entre César Peixoto e Hulk na área. Logo no Estádio - e eu estava atrás da baliza do Quim na 1ª parte - fiquei com a impressão de que tinha havido um "chega para lá" (o típico em Portugal, em que os defesas ao proteger a bola empurram o avançado que a persegue e o árbitro nunca marca a falta não sei bem porquê). Mas atenção a uma mentira que também aí vi escrita muitas vezes, de que o César não tocou na bola. No Dia Seguinte não queria acreditar, eu a ver a imagem repetida mil vezes com um grande zoom e o Guilherme Aguiar a insistir que o César não tocava na bola!!! Foi o único a tocar aliás, o que acontece é que ao esticar a perna para chegar à bola toca na perna do Hulk, e cá em cima dá-lhe uma "ombrada" forte (sem ser no ombro do Hulk). Por isso é falta e penalty por marcar a favor do FCP.

- 37': Novo lance na área do Benfica, desta feita com os portistas a pedirem mão de Cardozo. A bola vem de um ressalto muito perto e vai ao braço do paraguaio, que além do mais o manteve junto ao corpo, sem alargar ilegalmente a extensão do corpo. Também ainda não vi ninguém na Comunicação Social, ex-árbitro ou não, considerar isto falta.

- 44': Amarelo a Saviola exagerado por falta sobre Rodríguez na linha.

- 45': Urreta simula falta grave de Fucile quando apoiava com perigo um contra-ataque. Ainda por cima foi má simulação. Amarelo por mostrar ao jovem extremo do Benfica.

- 45+ 2': Muitos protestos portistas por Lucílio Baptista ter apitado para o intervalo no momento em que Maxi ceifa Rodríguez, que saía para contra-ataque. O árbitro disse que já tinha apitado antes, mas não me pareceu. Acho que foi mesmo naquela altura. Era falta e amarelo ao Maxi.

- 71': Ramires lesiona-se em lance rijo, mas legal, com Álvaro Pereira. Na sequência do lance, muitos protestos, com razão, do FCP por Lucílio Baptista ter parado o jogo para assistir o brasileiro quando o Porto recuperou a bola, não o tendo feito antes quando o Maxi a tinha.

- 72': Penalty perdoado ao Porto por mão de Rodríguez na área.

- 82': Falta muito mal marcada a Varela sobre César Peixoto.

- 87': Expulsão perdoada a Rodríguez por entrada karateca sobre Javi García. Lucílio ficou-se pelo amarelo ao uruguaio, admoestando ainda Bruno Alves e Maxi não sei por que razão.

- 90 +3': Cardozo tem boa chance que nasce de uma bola passada por Peixoto já depois de ter saído pela linha final.

Em suma, na minha opinião, o resultado do ponto de vista arbitral é correcto, apesar dos inúmeros erros do árbitro, já que em termos de lances capitais temos um penalty para cada lado por marcar, e o golo é limpo. Tentei que esta análise fosse clara e fugisse ao facciosismo, mas obviamente espero a discussão e se for o caso alterarei, como sempre, o veredicto, desde que tudo seja bem fundamentado.

Classificação Ajustada da Liga

Braga - 33 pontos
Benfica - 31 pontos
Porto - 29 pontos
Sporting - 23 pontos

Por fim, gostava de desejar um Feliz Natal e Bom Ano Novo aos companheiros de blog e aos nossos leitores. Este ano o Settore cresceu muito - em equipa, visitantes, número de posts e comentários - e espero que para o ano tal continue a acontecer, com o esforço e dedicação de todos. Um abraço

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Uma noite no pântano.

Numa noite chuvosa e fria, tentou-se, e só isso, jogar futebol, num estádio que se encheu para receber o Tetracampeão Nacional.
Notava-se nos que lá estavam que há muito ansiavam por receber um clube da Liga dos Campeões, um clube respeitado na Europa, um clube que ganha títulos como nós bebemos água, um clube que por ser tão grande motiva uma raiva enorme, raiva essa que encontra o seu expoente máximo no melhor dirigente desportivo de sempre: Jorge Nuno Pinto da Costa. Dirigente este que foi vitima de uma tentativa de agressão da gente fina da capital. A esses deixo-lhes um convite para a segunda volta.
No fim fiquei até emocionado com a alegria daqueles rostos, notava-se que para eles, aconteça o que acontecer, o titulo deles já lá mora, afinal de contas eles tinham acabado de vencer o melhor clube português da actualidade, tinham vencido o clube que eles tanto admiram, que acabam por odiar. Admito que quando filmaram as bancadas no fim jogo veio-me à lembrança o Natal dos Hospitais, onde brindam os que necessitam e sofrem.
Deslocaram-se de todas as partes do país, alguns vieram mesmo das ilhas, a qualquer preço, todos eles com o objectivo único de prestar vassalagem a quem ostenta o "IV" nas camisolas e de acreditar que desta vez é que ia ser. E foi.
No pântano onde a falta de Shrek foi compensada pela presença de três burros, foi rei quem era previsto ser desde a nomeação.
Meu Deus, como é possível nomear-se árbitro de um clássico alguém que marcou penalty a bola dominada pelo peito? Talvez por isso não tenha assinalado a mão de Rodriguez.
Nada disto era possível sem o alto patrocinio da APAF, que entregaram o pedido tal como exigido na encomenda.
Lucilio, desta vez, teve classe no que fez. Não cometeu quase nenhum erro grosseiro. Aliás, grosseiros mesmo foram só os dois penaltys perdoados a Cesar Peixoto e Cristian Rodriguez. Só não viu quem não quis.
O Senhor Lucilio Batista executou o plano na perfeição. Vejamos:
1- Javi Garcia, com o jogo parado, pontapeia a bola contra a cara de Falcao, de forma mais do que propositada. Agride, como é hábito dele, o adversário.
2- Cesar Peixoto derruba Hulk dentro da área. Com o pé esquerdo rasteira Hulk.
3- Saviola entra de pitons na coxa de Fucile.
4- Saída para contra ataque portista, falta grosseira para amarelo, o árbitro apita...para intervalo.
5- Cesar Peixoto corta a bola para fora, fiscal de linha assinala lançamento favorável ao FC Porto, Varela arranca e Fucile vai lançar rápido, o árbitro apita e marca falta atacante. Até Cesar Peixoto ficou baralhado.
6- Ramirez caído no chão, Benfica segue com a bola, FC Porto recupera a bola e o árbitro interrompe para mandar assistir Ramirez.
7- Felipe Menezes é o último a tocar na bola e o árbitro marca canto. Canto que origina a mão de Cristian Rodriguez. Terá pesado a consciência a Lucilio Batista?
8- Rolando corta a bola contra Weldon, ganha o ponta de baliza, sobem os portistas para tentar o empate quando faltava pouco tempo, o árbitro apita e marca pontapé de canto.
9- Entrava a maca para retirar os jogadores do Benfica de campo e eles saíam em passo lento, pelo seu próprio pé. Legal, mas tem que ser compensado no tempo final.
10- Quim brincava com duas bolas em campo, fazendo de conta que não via nenhuma.
11- Nunca se viu um jogo com tantas faltas atacantes. O FC Porto, mesmo que quisesse, não conseguia atacar.
12- Confusão (como de costume) no túnel da Luz. Quem foi expulso? Hulk e Sapunaru. Será que os dois colegas se agrediram? Ou bateram em jogadores do Benfica quando eles estavam no balneário sentados, como disse Jorge Jesus? Aguardemos o enfeitado relatório.
13- Lance capital! Saviola, como se vê na imagem, adiantado uns dois metros, vai dar de calcanhar para trás e o resto já é conhecido. Assim se fez o 1-0 final. Ninguém quer falar deste fora de jogo? O país ficou cego? Onde estão os entendidos do futebol? Está aqui ao lado, todos podem ver. O golo do Benfica, quer queiram, quer não, é precedido de um fora de jogo escandaloso!!
Podemos falar de 1001 coisas para tentar abafar isto, mas uma imagem não é um relato, uma imagem não se abafa e Saviola está em fora de jogo tão claro como a água!!
Para cé(gos)pticos, o video.
O Benfica rematou muito mais que o FC Porto, mas qual foi a grande defesa da noite? A de Quim. Helton defendou o quê? Não me lembro de nada para além de remates à figura.
O Benfica foi superior a um Porto como há muito não se via, mas a isto não se deve só o mérito do Benfica e o estado do relvado. Acredite quem quiser.
Será que Lucilio recebeu a sms que recebeu o Presidente do Braga?
No pântano da Luz faltou um Shrek para tamanho burro.


Cumprimentos azuis e brancos.

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Benfica1-0 Porto



Clássico à chuva numa Luz lotada, que permite ao Benfica voltar a colar-se na liderança com o Sporting de Braga e, mais importante, recuperar pontos perdidos nas últimas jornadas.

Depois de uma semana em que muito se especulou sobre os bluffs, ou não, rodeando Aimar e Ramires, e se fizeram mil e um cenários sobre o onze que o Benfica apresentaria, acabou curiosamente por ser o Porto a mexer mais na estrutura da equipa. Jesualdo pela enésima vez - e basta consultar a blogosfera portista para verificar o agastamento por mais esta decisão - chega a um clássico e retrai-se. Desta feita, entrou Guarín, teoricamente para beneficiar da sua maior pujança física face a Belluschi, o que resultou num meio campo sem ponta de criatividade, e também deixou o atacante em melhor forma, Varela, no banco.

Do lado encarnado, a tranquilidade de quem sabe o que quer e tem um plano de jogo definido, com mais ou menos contrariedades, levou Jesus a mexer o menos possível. Colocou Martins no miolo, uma vez que é muito mais competitivo neste momento que Menezes, felizmente pôde contar com Ramires - e durante o tempo que esteve em campo sem se notar grande inferioridade física -, e à esquerda foi procurar no plantel quem fosse o mais parecido, leia-se extremo desequilibrador, com Dí Maria ou Coentrão. Tem lá Urreta, e mesmo com 0 minutos na Liga o uruguaio foi lançado.



Depois de uns bons cinco minutos iniciais do Porto, o meio campo do Benfica - onde Jesus ganhou o jogo - começou a controlar as operações, circulando a bola bem numa fase em que o terreno ainda estava razoável e, sobretudo, pondo em prática uma capacidade de pressão que é imagem de marca desta equipa e que se lhe não vira nos últimos jogos. Com isso permitiu-se empurrar o jogo para o meio-campo portista, que só passava a intermediária com lançamentos para um desamparado Falcao, facilmente anulado pelos centrais pese embora o seu esforço. Carlos Martins foi neste período decisivo, não só pela excelente capacidade de passe que tem e pela meia-distância que oferece, mas porque também se soube adaptar muito bem ao estado do terreno e lutar muito. Com Ramires e Saviola a ajudarem também, aliados a um Guarín à deriva e a um Meireles de volta ao cinzento habitual deste ano, a batalha do meio campo era facilmente ganha. Daí, aliás, os quase 60% de posse de bola no final da primeira parte, o maior número de ataques e bastantes mais remates . Outro ponto importante foi não recuar depois do golo e manter a mesma toada; houve ali cinco minutos em que temi que isso acontecesse, com o Porto a beneficiar de três livres laterais, mas depois rapidamente se recuperou o domínio. Não houve ocasiões claras, mas alguns remates perigosos.


Na segunda parte, depois de uns primeiros dez minutos já mais divididos, mas equilibrados, o Porto começou a tomar conta das operações, puxando dos galões de tetra-campeão. Jesualdo tirara Guarín ao intervalo, com Varela a entrar para extremo-direito, com Rodríguez a recuar quando necessário no terreno para recompor o meio campo. Foi aliás o uruguaio, a quem a pressão dos adeptos que traiu parece galvanizar, a carregar o Porto com excelentes incursões pelo flanco esquerdo. Varela também trouxe outro dinamismo, embora no fim do dia não tenha desequilibrado. A acrescer às mudanças portistas, Martins e Urreta começaram a dar o berro e também começou a haver alguma falta de calma na defesa - imperial mas a chutar para onde estava virada durante alguns minutos, levando a que a bola voltasse aos dragões rapidamente. No melhor período do Porto, duas boas ocasiões: remate de Álvaro para defesa de Quim e outro de Meireles em que o guardião quase é traído por um desvio em Luisão.

A caminhar para os 70 minutos, Jesus ganha o jogo no banco - entram Luis Filipe (quem diria), com Maxi a subir para o meio-campo e Ramires a derivar para o meio (saiu C. Martins) e Weldon a substituir Urreta. O Benfica voltou a equilibrar a contenda, mesmo depois da saída de Ramires por lesão (Menezes desta vez entrou bem) e finalmente começou a explorar bem os espaços que forçosamente o Porto abria. Weldon destacou-se nesta fase, porque bola ganha no meio campo dava corrida até à linha final e canto (já agora, estes lances também deram para ver que Fucile é muito mais rápido - não que pareça lento, muito longe disso - do que parece, já que nunca perdia muito para o velocista brasileiro). E com isso o Benfica estabilizou, voltou a trocar bem a bola, e o Porto também ajudava com perdas de bola constantes - e David Luiz cá atrás encarregava-se de meter tudo no bolso e a recuperar logo - e balões inconsequentes. E acabou, quiçá surpreendentemente, por ser o Benfica por várias vezes a estar perto do golo, com boas chances para David Luiz, Cardozo e Falcao (no que seria um auto-golo).


Foi motivo de orgulho quando aos 78 minutos olhei lá no Estádio para o ecrã gigante e vi 13-4 em remates a favor do meu clube. E quando vi o inferno antecipar aquele momento normal de incentivo final à equipa para os 75, 80 minutos, tal que de facto nos últimos quinze minutos jogámos de facto com muito mais que 11 e o Porto acho que só por uma vez meteu a bola na área - nem espaço para chuveirinho houve.

Em suma, uma vitória creio que indiscutível, nomeadamente pela primeira parte. Não percebo também que segunda parte esmagadora é que o Jesualdo viu mas enfim...Mesmo em remates foi só durante um curto período da 2a parte que se viu o Porto:






O que mais gostei foi, para além de toda a garra e entrega de um grupo fantástico ("assustados", não é Manuel José?), de ter mostrado que somos, em condições normais e anormais (como diria o Mourinho quando estava no Porto) a equipa mais forte do campeonato, aquela que melhor futebol tem praticado, que tem melhor plantel, melhor treinador, mais e melhores adeptos, e aquela que, com mais ou menos ausências, não perde a identidade. Tudo pode mudar daqui para a frente mas até agora é isto que o campeonato tem mostrado, na minha opinião. Apesar de se ter decretado em Diário da República que o SLB estava em crise (bendita crise em que se vai em 1º ex-aequo e se passa em 1º limpamente na Liga Europa), que não ganhava jogos a sério (bem, agora essa já não ouvimos dos portistas!...) e de se ter glorificado a famigerada consistência e estofo portistas durante dias. Ah, e também pusemos a nú um mito do futebol português: de que o Porto, ao invés do Benfica, vira desvantagens. Pois, ainda não o fizemos, mas olhem que já lá vejo 3 derrotas do Porto, mais duas na Champions (aí com a desculpa de que é o Chelsea), em que sofrem um golo e nem empatar conseguem. Com Paços e Belém também se ficaram pela igualdade, não logrando dar totalmente a volta ao texto.


Em termos de destaques individuais, e felizmente estiveram todos bem, tenho que salientar: Carlos Martins, que simplesmente mostrou aquilo que sabe, que é muitíssimo; Saviola, que mais uma vez abriu o livro da inteligência e marcou o 14º da época; Peixoto (talvez agora finalmente com mais fãs para além de mim, Manú e Jorge Jesus), que para além das qualidades técnicas, mostrou ontem uma das características que mais aprecio nele: curto e grosso, não se borra, jogando sempre com a calma de quem acredita em si mesmo; acima de todos estes, David Luiz. Não preciso de descrever. Um portento, mesmo depois do amarelo ridículo que viu o ter condicionado cedo. E acima dos jogadores, Jesus. Excelente.

P.S. Parabéns ao basket também por outra saborosa vitória sobre o Porto, a 37ª seguida em jogos da fase regular. Dedicada ao Nuno Marçal, que espero tenha tido um bom fim de semana, na linha do que prognosticou;)


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3 pontos!

O Sporting tinha este sábado uma deslocação difícil (até eu me lembrar que era Inácio o treinador da Naval) à Figueira da Foz. Eu esperava mais um empate e uma exibição sofrida. Acertei apenas na exibição.

Carvalhal optou pelo 4-4-2 britânico com Izmailov na direita, Veloso na esquerda e Adrien e Moutinho no centro do terreno. Seria uma táctiva muito gira se o Sporting se conseguisse desdobrar em 4-3-3 em alguns momentos, Izmailov avançaria para extremo e Miguel Veloso fecharia o meio, tal como o Man Utd costumava fazer nas últimas duas épocas com Giggs, Ronaldo, Tevéz, Anderson e Rooney.

Grimi a titular foi também uma novidade para mim. Pensei que só tivesse jogado em Berlim por ser um jogo a "feijões" mas afinal enganei-me. Parece que Carvalhal conta com ele.

Saleiro foi a surpresa da noite e foi uma das agradáveis. É claro para todos que Saleiro não é um fantástico jogador, mas a verdade é que ele tem bastante escola. É muito parecido com N.Gomes e H.Postiga a jogar (tiveram todos selecção nacional desde os 15 anos). Saleiro procura tabelar, faz movimentações interessantes, dá luta à defesa, tenta triangulações e jogar bonito pelo chão, o que nem sempre consegue. Rematar é que está quieto (à boa maneira portuguesa)!

O jogo foi muito mal jogado, parecendo um jogo de solteiros contra casados num jardim dum daqueles restaurantes da Mealhada. Raríssimas oportunidades de golo e momentos de bom futebol. O relvado também não ajudou.

Da primeira parte pouco há para recordar, à excepção do golo. Umas entradas de Grimi para entreter quem via o jogo, como a do quase penalty aos 18' que acabou por ser um corte de classe mundial, este sim "à Costacurta" (Grimi chegou a Milão como o novo Costacurta).

O golo surgiu dum livre lateral do lado esquerdo cobrado por João Moutinho. Um "chouriço" para a área onde apareceu o inevitável Liedson que ganhou de cabeça à defesa figueirense e Saleiro aproveitou para empurrar fazendo o tento que daria mais tarde a vitória aos leões.
Aos 41' penalty claríssimo sobre Saleiro por marcar (afinal de contas, para que serve o árbitro?).

A segunda parte também tem pouco para contar. Houve um clássico quase-remate de Hélder Postiga aos 80' e uma grande jogada de Adrien aos 88' que por pouco não fez o segundo golo.

O Sporting acabou o jogo a queimar tempo, fazendo duas substituições nos descontos. Não gostei foi ver Matías a jogar um minuto. Substituições dessas desmoralizem qualquer jogador. Se fosse um jogador que jogasse pouco tempo como o Saleiro, Caicedo ou A.Marques tudo bem, até eles próprios seriam capazes de agradecer ao treinador. Agora, fazer isto ao Matías? É certo que ele é pago como todos os outros, mas há que haver bom senso.

O Sporting continua não só a não conseguir convencer ninguém, como continua a proecupar toda a gente. Só ganhou para o campeonato por uma diferença maior do que um por duas vezes, em Coimbra e em Setúbal. Esta seria a terceira se Carlos Xistra tivesse marcado penalty. O Sporting fica assim à espera que as outras equipas joguem na quarta posição.

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Vai-se andando

Hertha 1-0 Sporting

O Sporting terminou a sua prestação na fase de grupos da Liga Europa com uma derrota mais que anunciada em Berlim. Um jogo onde a maior novidade foi a inclusão da eterna promessa Carlos Saleiro no onze inicial. Também li algures que Pereirinha e Grimi jogaram o jogo todo, sinceramente não reparei.

Durante a primeira parte pouco se passou. Aos 13' vi Pedro Silva isolar Izmailov com um passe cheio de classe, o russo ficou tão admirado com a abertura do lateral que se desoncentrou e falhou na bola quando a tentou rematar, Moutinho no seguimento rematou para a bancada.

A única oportunidade real de golo durante a primeira parte foi aos 45' quando Pedro Silva centra com açucar para Izmailov, este ficou admirado de novo (como é óbvio) e mesmo em frente da baliza rematou por cima, um falhanço inadmissível e nada "à Izmailov" que até costuma ser muito competente em situações claras de golo.

Na segunda parte foi mais do mesmo, poucas oportunidades, pouco futebol e muitos bocejos, tanto na bancada como à frente da televisão. O que deu emoção à segunda parte foi o golo do Hertha aos 70' por intermédio do internacional sérvio Kacar num canto onde a defesa do Sporting foi muito tenrinha e não conseguiu aliviar a bola como os jogadores a sério fazem.

Em suma, 3 pontos para Berlim que assim carimba a passagem à segunda fase.
Foi triste porque o Sporting não tem que perder estes jogos, afinal de contas o Hertha é o último classificado da Liga Alemã com apenas 6 pontos em 16 jogos. Era um jogo que Carvalhal deveria ter aproveitado para jogar bom futebol e ver se conseguia tirar algum sumo deste plantel. Ele diz que foi isso que aconteceu. Tenho dúvidas sobre isso.

Sorteio da Liga Europa

Saíu-nos o Everton nos 1/16 de final. Não gostei do sorteio, mas o Everton é que não tem que gostar de jogar contra nós. Afinal de contas o Sporting foi três vezes seguidas à Champions League ganhar tarimba,e foi ainda a uns 1/4 de final da Uefa em 2007/2008. Ou seja, há já alguns anos que temos prestações bastante positivas na Europa e David Moyes sabe isso muito bem. É certo que o Everton atravessa um mau momento no campeonato inglês, mas o Hertha e o Herenveen também estão em crise nos respectivos campeonatos e não foi por isso que fomos claramente superiores a eles, sem esquecer o facto do Sporting também estar em crise no campeonato português.
O Sporting até costuma fazer bons resultados com equipas inglesas como fez com o Middlesbrough, Newcastle e Bolton recentemente, só que isso foram outros tempos (melhores). Para a estatística fica: Sporting 6-3 Equipas Inglesas, em eliminatórias.

O Everton tem um plantel bastante forte. De frente para trás, que é como aparentemente foi construído este plantel, dou-vos a conhecer o Everton.

Como qualquer equipa inglesa, o Everton apresenta à cabeça variadíssimas opções para a frente de ataque com alguma qualidade: o internacional francês e antigo Red Devil Louis Saha, o tanque nigeriano Yakubu, a promessa Anichebe, o ex-futuro benfiquista Jô e mais recentemente o lendário norte-americano Landon Donovan.

No meio-campo as opções também abundam e em qualidade, senão vejamos: Pienaar, Osman, Cahill, Jack Rodwell, Fellaini, Bilyaletdinov e o ainda lesionado Mikel Arteta.

A defesa é que é mais fraca. Tem um excelente lateral-esquerdo Leighton Baines e dois centrais que podem impôr algum respeito apesar de não serem fantásticos: o internacional inglês Jagielka e o internacional holandês Heitinga. Tem também um central que não gosto, apenas serve para assustar o adversário como o Caicedo, falo obviamente de Yobo. Tem também três defesas experientes, dois laterais e um central que já estão na fase descendente da carreira Phill Neville,Tony Hibbert e Sylvain Distin.

O guarda-redes é sempre o mesmo, o internacional norte-americano Tim Howard. É um guarda-redes que faz defesas impressionantes e que tem imensos reflexos, no entanto, é muito permeável em cantos (tal como nosso Ricardo) e "franga" também muitas vezes.

Vai ser uma eliminatória equilibrada por baixo, mas também é verdade que muita água vai correr por baixo da ponte até Fevereiro. Veremos!

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Sorteio da Champions

E ao sétimo jogo... Arsenal.



Os "miúdos" de Wenger são o adversário do FC Porto na próxima fase da Champions. Liderados pelo capitão Fabregas, o Arsenal parece ainda "orfão" do Togolês Adebayor.

Com um estilo de jogo curto e rápido, parecem estar a crescer esta época e apesar da lesão de Van Persie, têm um plantel que impõe respeito.

Até Fevereiro, espero e acredito que a equipa azul-e-branca vai crescer muito. Que existiram mais opções e possibilidades de modelos de jogo diferentes para Jesualdo Ferreira tentar ganhar o jogo.

Ah, e claro que quero retribuir os 4 da temporada passada, tal como fazer Wenger "engolir" o riso do jogo em casa.

Onze Tipo do Arsenal:

Almunia; Sagna, Gallas, Vermaelen e Traoré; Song, Denilson, Nasri e Fabregas; Arshavin e Theo Walcott.

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Árbitros da jornada

Benfica - FC Porto
Naval - Sporting
Paços de Ferreira - Braga

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Casos da Jornada (13)

Sporting - Leiria

- 14': Matías cai em disputa com André Santos na área leiriense. Lance normal, sem falta.

- 57': Análise semelhante para lance entre Liedson e Ronny.

- 60': Golo mal anulado a Cássio por fora-de-jogo.

- 63': Do outro lado do campo, golo anulado a Vukcevic, também por fora-de-jogo. Desta vez, uma boa decisão do árbitro.

Vitória do Leiria não sofre assim influência.

Olhanense - Benfica

- 7': Falta mal assinalada a Ramires, aliás depois de na jogada anterior Soares Dias ter também errado do outro lado ao marcar falta sobre Maxi. Golo da Olhanense, nascido do livre, é assim irregular.

- 26': Confusão entre vários jogadores, na sequência do qual Djalmir viu bem o cartão vermelho por agredir. Cardozo viu só o amarelo mas deveria ter sido expulso, tal como Anselmo.

- 34': Toy marca o segundo golo dos algarvios em posição ligeiramente irregular. Se bem que se perceba perfeitamente - e as instruções são para beneficiar os ataques - que o golo tenha sido validado, já que o avançado estava praticamente em linha.

- 42': Di María bem expulso por agredir Carlos Fernandes.

- 83': David Luiz sofre falta de Miguel Garcia e ao levantar-se parece deixar ficar o pé. Não é uma patada como já visto escrito, creio que a expulsão seria manifestamente exagerada mas amarelo era justo.

- 89': Miguel Garcia vê correctamente o cartão vermelho por agredir David Luiz (e ainda como prémio lhe mandar perdigotos ao insultá-lo de todas as formas e feitios, como fez Jorge Costa elegantemenet com Javi Garcia aliás, noutro momento).

- 90+2': Golo de Nuno Gomes em moldes muito semelhantes ao de Toy. Fora-de-jogo à pele, era irregular mas é dificílimo.

Em suma, sendo o golo de Saviola o único legal, o resultado correcto seria a vitória do Benfica, a quem se atribuem assim 3 pontos na classificação ajustada.

Braga - Naval

Nada a assinalar. Boa arbitragem de Rui Costa num jogo sem casos.

Porto - Setúbal

- 4': Lance legal entre Collin e Farías na área do Setúbal.

- 11': Djikiné tem uma agressão não sancionada a Belluschi. O árbitro considerou involuntário mas não parece nada sê-lo.

- 58': Rolando e Rui Fonte disputam um lance na área portista, sem falta do central. A propósito, (mais um) comentário parvo do Coroado no Tribunal d'O Jogo: "Os dois conhecem-se há muito tempo e quiseram abraçar-se."

- 59': Djikiné rasteira Hulk, cometendo falta clara para penalty. Erro grave de Pedro Henriques.

- 65': Mais um penalty por assinalar, com Djikiné (who else?) a ceifar Sapunaru dentro da área.

Djikiné que conseguiu a proeza de acabar o jogo sem sequer ver o amarelo. Má arbitragem de Pedro Henriques.

Vitória sem contestação.

Classificação Ajustada:

Braga - 30 pontos
Benfica - 30 pontos
Porto - 29 pontos
Sporting - 20 pontos

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Recordando... Rui Barros

Um pequeno grande jogador!
Rui Barros é talvez uma das mais carismáticas figuras do F.C.Porto!
Natural de Lordelo, foi no clube da sua terra natal que nasceu para o futebol com cerca de 12 anos! Ainda muito jovem passou pelo Rebordosa e Paços de Ferreira, até ser contratado pelo FC Porto em 1984.
Depois de passar dois anos emprestado ao Varzim e feito uma época ao serviço do Sp.Covilhã, Rui Barros impôs o seu lugar no plantel sénior do FC Porto, na temporada de 1987/88.
Era dono de uma excelente qualidade técnica. Rápido e imprevisível, era um avançado que dava uma enorme profundidade á equipa pela sua versatilidade dentro de campo. Os dribles, as arrancadas e a sua criatividade eram a imagem de marca do pequeno jogador, aliás o facto de ser pequeno (1,59 metros) tornou-se um enorme trunfo perante os seus adversários.
Além de um criativo, era também um bom rematador, finalizando com a mesma qualidade com que se desmarcava ou servia para outro marcar.
Todas estas qualidades captaram as atenções da vecchia signora para onde se transferiu após 1 época no Porto onde jogou ao lado de Fernando Gomes, Domingos, Madjer, Jaime Pacheco, Jaime Magalhães, Bandeirinha e João Pinto.

Tinha 23 anos quando chegou a Itália, nomes como Sergio Brio (um jogador que venceu tudo o que havia para vencer), Stefano Tacconi (suplente de Zenga no mundial de 90), Michael Laudrup, Pierluigi Casiraghi, e Salvatore Schillaci, faziam parte de um plantel orientado por Dino Zoff que falava do pequeno grande jogador como um vulcãozinho sempre em ebulição, já pelos adeptos ficou conhecido como “La Formica Atomica”.
Ainda hoje é recordado pelos italianos como um jogador genial e um enorme profissional onde a humildade era bem patente. Em 95 jogos, fez 19 golos e conquistou uma Taça de Itália e uma Taça UEFA.
O contrato com a Juventus era de 2 anos. A “Formiga Atómica” cumpriu de forma brilhante o primeiro ano, já o segundo sendo menos utilizado mostrou menos futebol e em Agosto de 1990 foi cedido ao Mónaco de Arsène Wenger, fazendo com George Weah uma grande dupla atacante. Venceu a Taça de França e foi finalista vencido da Taça dos Vencedores das Taças em 1992 disputada no Estádio da Luz. Para além de Weah jogou ao lado de nomes como, Thuram, Emmanuel Petit, Djorkaeff, Glen Hoodle, Claude Puel, e Klinsmann.
Três anos volvidos, em 93 esteve perto de assinar pelo Sporting e de regressar ao F.C.Porto, mas como nenhum dos clubes quis pagar o valor do seu passe (400 mil contos) transferiu-se para o Marselha, onde jogou uma época ao lado de Paulo Futre, Rudi Völler, Marcel Desailly, Barthez, e Didier Deschamps.
Em 94 deu-se o escândalo de corrupção que regalou o Marselha para a segunda divisão e o “pequeno vulcão” voltou a estar com um pé em Alvalade, Sousa Cintra até se fez fotografar com ele mas o destino quis que Rui Barros voltasse ao Porto para terminar a carreira no clube que lhe abrira o caminho para o sucesso. Fez 6 épocas e venceu 10 títulos. Durante estes anos partilhou o balneário com jogadores como Jorge Costa, Vitór Baía, Paulinho Santos, Kostadinov, Drulovic, Secretário, Sérgio Conceição, Zahovic, Jardel, o falecido Fehér e o brasileiro Argel. Fez no total 168 jogos de Dragão ao peito e marcou por 37 vezes.
A nível de seleções foi internacional por 36 vezes marcando 4 golos com a camisola das quinas.

Em 2005 volta ao então estádio do Dragão, como adjunto de Co Adriaanse. Com a saída do holandês Rui Barros assume o cargo de técnico principal, e foi ele que orientou a equipa na vitória da Supertaça Cândido de Oliveira sobre o Vitória de Setúbal. Actualmente é treinador adjunto da equipa do seu coração, o F.C.Porto.

Nome completo: Rui Gil Soares de Barros
Alcunha: "La Formica Atomica"
Nacionalidade: Português
Data de Nascimento: 24 de Novembro de 1965

Clubes:

1994/00 - FC Porto 134 jogos / 25 golos
1993/94 - Marselha 17 jogos / 4 golos
1990/93 - Monaco 81 jogos / 14 golos
1988/90 - Juventus 95 jogos / 19 golos
1987/88 - FC Porto 34 jogos / 12 golos
1985/87 - Varzim 23 jogos / 6 golos
1984/85- Sp. Covilhã

Palmarés:

1 Supertaça Internacional (FC Porto)
1 Supertaça Europeia (FC Porto)
6 Campeonatos de Portugal (FC Porto)
3 Taças de Portugal (FC Porto )
4 Supertaças Cândido Oliveira (FC Porto)
1 Taça de Itália (Juventus)
1 Taça UEFA (Juventus)
1 Taça de França (AS Mónaco FC)
1 Vice-Campeão Taça das Taças (As Mónaco FC)

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Campeonato do Mundo de Clubes

Aproveitando o tempo em casa...

Atlante - Barcelona : Impressionante o "efeito" Messi. Entra e na primeira vez que toca na bola, marca o segundo do Barça. Destaque também para Pedrito Rodriguez, que entrou na história do clube a marcar nas 6 competições em que esteve presente.

Do Atlante, destaco Rojas. Velocidade estonteante, e uma técnica acima da média. Fez suar (e muito) Daniel Alves.

TP Mazembe - Auckland City : Jogo interessante, com muitos e bons golos.

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O que por cá falta!

Numa entrevista publicada há alguns dias num jornal generalista, Daniel Alves, o lateral brasileiro do Barcelona dizia que, em Espanha, quando se fala do futebol português, "só há FC Porto" e acrescentava uma explicação para o fenómeno: "É a equipa que está sempre na Champions e todos os anos vende jogadores". Há cerca de uma semana, o FC Porto foi a Espanha impor a maior derrota de sempre nas competições europeias ao Atlético de Madrid no Vicente Calderón. Ontem, o sítio oficial do Real Madrid publicou uma sondagem sobre os potenciais adversários dos merengues nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões na qual o FC Porto aparece como o menos desejado. Ora, como dizia o poeta, isto anda tudo ligado. O respeito dos adeptos do Real Madrid foi conquistado a pulso pelo FC Porto com jogos como o que fez frente ao Atlético de Madrid, com mais de 15 presenças consecutivas na Liga dos Campeões e com a transferência regular de alguns dos melhores jogadores que passaram pelo futebol europeu nos últimos anos. Só por cá insistem em faltar-lhe ao respeito.

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Chora Sporting

Sporting 0-1 U.Leiria
É oficial, o Sporting deste ano é completamente banal para Liga Portuguesa. Basta a qualquer equipa medíocre organizar-se um bocadinho melhor que consegue logo um resultado positivo contra o Sporting.

Contra o U.Leiria foi mais do mesmo: muito azar, relvado em mau estado, ineficácia, etc! Treta! É tudo conversa! Não jogamos rigorosamente nada e ponto final.

Tinha tudo para o jogo correr bem: Carlão lesionou-se no aquecimento (será um sinal?), Caicedo e P.Silva não tinham sido convocados, Ronny desta vez era adversário e o nosso onze titular até era forte no papel. Vukcevic e Izmailov foram titulares nas alas. Moutinho,Veloso e Matías jogaram no meio e Liedson jogou sozinho na frente. Pessoalmente gosto que Liedson jogue mais perto da baliza porque já não tem idade nem velocidade para andar a fazer o que os outros jogadores deveriam fazer e não fazem que é andar a correr atrás da bola e a desgastarem-se que nem loucos. Liedson é o único jogador do Sporting com qualidades de finalizador e não pode ser ele centrar para ele mesmo. Com o avançar dos anos tem que passar a jogar a matador.

Adrien voltou ao banco de suplentes não sei bem porquê, por mim tinha jogado Veloso a defesa esquerdo e Caneira ou Pereirinha a lateral direito, ou mesmo Veloso a meia-esquerda como faziam Tommasi na Roma, Gattuso no Milan ou Beckham no Man Utd mas do lado direito, e Vukcevic no banco.

Em relação à primeira parte, é de destacar um lance polémico sobre Matías na área leiriense aos 14' (para mim não há nada), o cabeceamento à trave de Cássio aos 20', uma bomba de Ronny que pôs Rui Patrício à prova aos 26' e o golo leiriense aos 27' por Paulo Vinícius. Foi um verdadeiro frango de Rui Patrício. Andei eu a elogiá-lo tanto nos últimos tempos para nada. Uma vergonha, nem um guarda-redes iniciado com 1,65m "come" um golo daquela maneira, a fazer lembrar o histórico Ricardo.

Portanto, ao intervalo o Sporting não tinha feito um remate digno desse nome e podia estar a levar 0-3 sem qualquer favor.

Na segunda parte saíram Matías e Caneira e apenas entrou Adrien.A verdade é que, com este plantel é muito difícil dar a volta contra quem quer que seja. Aos 61' Cássio marcou golo, mas o árbitro anulou (mal) o lance por fora-de-jogo. Vukcevic também marcou golo em fora-de-jogo aos 63', desta vez bem anulado e apanhou um amarelo por bocas, inadmissível!

Aos 74' grande oportunidade para o Sporting. Pereirinha com uma recepção de classe mundial após passe de J.Moutinho apareceu à frente de Djuricic e incrivelmente falhou na bola quando tentou rematar. O que é isto? Isto é alguma coisa "ó Bruno"? Todos sabemos que o Pereirinha sabe fazer muito melhor que isto.
Aos 91' foi Liedson que inventou uma oportunidade, mas não conseguiu arranjar espaço para rematar.

Enfim, este jogo é mais um para esquecer. O Sporting é agora 7º e é completamente banal, talvez o pior Sporting desde que nasci, muito semelhante ao Sporting que tínhamos com Carlos Manuel a treinador.

Reforços a chegar:
Fala-se em alguns reforços para Dezembro, três são jogadores emprestados e um vem de África. São eles Wilson Eduardo, William Owusu, André Santos e Mexer.

Wilson Eduardo foi o segundo melhor marcador do campeonato nacional de juniores a época passada atrás de Ângelo do Gondomar. Wilson tem 1,76m, pode jogar a ponta-de-lança em qualquer sistema ou a extremo (direito ou esquerdo) num 4-3-3. A sua principal arma é a velocidade, foi muitas vezes apanhado em excesso de velocidade nas camadas jovens. O problema é que o Yannick também era dos melhores marcadores da formação, era rápido e fez 16 golos na IIªB ao serviço do Casa Pia. Wilson está emprestado ao Real Massamá e segundo sei não tem marcado golos na jovem equipa da linha de Sintra. W.Eduardo é português e tem a particularidade de ter jogado de Dragão ao peito até aos 13 anos, tendo depois se transferido para o Sporting.

William Owusu, é um extremo ganês de 20 anos que está emprestado ao Real Massamá tal como Wilson Eduardo. Owusu chegou ao Sporting no início da época de 2007 dos juniores do Anderlecht. Foi campeão nacional de juniores na época 2007/2008 ao lado de jogadores como Diogo Rosado,Wilson Eduardo, Pedro Mendes, Adrien Silva, Luís Paez, Rabiu Ibrahim, André Santos, Vítor Golas, Marco Matias e Bruno Matias. Nessa época era frequente ver Owusu a jogar a box-to-box para dar altura ao meio-campo leonino. William tem 1,87m e é um bocado trapalhão, embora seja bastante rápido. É o melhor marcador do Real Massamá esta época com 6 golos, o que já é alguma coisa. Esteve praticamente toda a época passada lesionado, tento feito apenas uns jogos já na parte final da época pelo Real Massamá. A meio da época 2007/2008 falou-se no interesse do Man Utd no jovem ganês após um jogo de juniores entre Sporting-Man Utd que terminou na vitória por 5-2 para a equipa verde e branca.

André Santos é um médio centro formado em Alcochete que está emprestado à U.Leiria. Pode funcionar como primeiro ou segundo pivot. Nos juniores fazia tripla de meio campo com André Martins(actualmente no Real Massamá emprestado) e Adrien (até ter sido promovido aos séniores). Sempre foi visto como o menos promissor dos três, mas a verdade é que tem encantado em Leiria. É um dos jogadores da Liga Sagres que jogou todos os minutos, o que é notável para um jovem que cumpre o 2º ano de sénior. É extremamente humilde e trabalhador, joga curto e simples. Eu gosto dele, no entanto acho que não vai fazer nada para o Sporting, pois está a alguns furos de Adrien, Moutinho e Veloso.

Mexer é um jovem moçambicano de 22 anos segundo o ZeroZero ou 24 segundo o Record, o que me faz logo confusão. Joga no Desp. Maputo e é defesa central. Quando se falou na sua contratação fiquei preocupado, pensei que fôssemos dispensar um dos quatro centrais que tínhamos e apostar tudo num jogador do campeonato moçambicano que vai para a CAN em Janeiro, pareceu-me mais uma burrice "à Sporting". Agora vejo que vai ser emprestado no final de Janeiro a uma equipa portuguesa para se adaptar ao futebol português. Serão certamente 6 meses perdidos em termos comepetitivos, pois não estou a ver que equipa de I Liga aceite um defesa central vindo completamente de "para-quedas" de Moçambique para jogar apenas 4 meses. Deverá ir para a II Liga ou mesmo para a II divisão para poder jogar regularmente.
Eu não desgosto deste tipo de contratações, estou sempre a queixar-me que o Sporting não contrata matulões para a defesa. Agora contratou, e logo em África que é um dos meus mercados favoritos, vamos ver no que é que vai dar o "verbo".

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Porto x Real Madrid ? Nem pensar !

Impõe respeito.

Fc Porto é o mais temido pelos adeptos Merengues. São eles próprios que o dizem... (clique aqui)

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Porto x V.Setubal

Desde já peço desculpa pelo atraso desta análise. Talvez seja a crónica mais fácil e rápida que irei escrever.

Após um fim de semana que nos foi extremamente favorável, o Porto estava obrigado a vencer o Vitória de Setúbal.

O 11 escalado por Jesualdo Ferreira contemplava Varela, Sapunaru e Belluschi. Uma formação atacante.

Iniciado o jogo, logo se percebeu as intenções de cada uma das equipas. V.Setúbal apresentava-se em 5-3-2, e apesar de algumas trocas de bola interessantes, nunca conseguiu criar perigo real à baliza de Helton.

Fucile com um passe fabuloso descobre Farias a voar entre dois centrais. Salta, e nunca perdendo o sentido de baliza, volta a colocar os pés na relva e coloca a bola no fundo das redes de Mário Felgueiras. O Tecla
mantendo-se fiel ao estilo de "rato de área" continua a ter um incrível registo de golos em relação aos minutos jogados.

Quando ainda se festejava o primeiro golo, já Varela colocava o Porto a vencer por 2-0. Num golo de estilo "inglês", pelo pontapé de ressaca, os Dragões podiam assim, relaxar e gerir bem o esforço.

O resultado não se alteraria, e a segunda parte foi em ritmo de treino. E como afirmou Manuel Fernandes, era importante não ser goleado.

O final do jogo chegou e mais 3 pontos. O Futebol Clube do Porto aproximava-se de Benfica e Braga, e mostrava que está a subir a qualidade de jogo.

Positivo:
- Varela: 3 golos, 3 vitórias. O Porto ganhou os últimos 3 jogos. Coincidência ?

- Fucile: À esquerda ou à direita, o mesmo rendimento. Grande assistência no 1º golo.

Negativo:
-Pedro Henriques: 2º jogo com arbitragem lamentável. Depois de Guga ter partido o nariz em Olhão a Tomas Costa, mesmo em frente ao arbitro, 2 agressões a Belluschi, onde inclusive o argentino ficou a sangrar e ... NADA. Djikiné faz penalti sobre Hulk e... NADA. Sem palavras.

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Campeões do Mundo... há 22 anos!


Meses depois de vencer de forma brilhante a final de Viena frente ao poderoso Bayern de Munique, noite imortalizada pelo calcanhar de Madjer, era apresentado a um FC Porto que nascia a nível Europeu, o desafio de se tornar pela primeira vez Campeão do Mundo.

Era em Tóquio que se iria decidir tudo. Porto encontrava o Campeão Sul-Americano, Peñarol. O nevão que caiu sobre a capital Japonesa, surpreendeu tudo e todos, deixando o relvado em condições, no mínimo, surrealistas.

A equipa azul-e-branca entrava em campo e mostrou que, para além de ser uma equipa por vezes brilhante, também podia arregaçar as mangas e jogar em sacrifício. A superioridade inicial do Porto levou Gomes a inaugurar o marcador. Os uruguaios foram nivelando o jogo, e acabaram por empatar a partida por intermédio de Viera.

O jogo ia para prolongamento (tal como iria acontecer anos depois em Yokohama). E de repente, André recupera uma bola a meio campo, que Sousa apanha e após fintar um adversário, bombeia para a frente, Madjer antecipa-se a um defesa urugaio e faz um "chapéu" ao guarda redes, escrevendo assim o seu nome em mais uma página de glória na história Portista. Depois do calcanhar em Viena, o "chapéu" em Tóquio.

O FC Porto tornava-se Campeão do Mundo de clubes.

O FC Porto atingia em Tóquio mais uma Final depois de ter disputado a Final da Taça das Taças, a Final da Taça dos Campeões e, mais recentemente, a Final da Taça UEFA. Além destas quatro finais, o FC Porto disputou ainda a Supertaça Europeia. Uma proeza apenas conseguida por mais sete clubes europeus: Real Madrid, Bayern de Munique, Barcelona, AC Milan, Manchester United, Juventus e Ajax.

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